terça-feira, 31 de julho de 2012

Córdoba, Alta Gracia, Villa Carlos Paz e Villa General Belgrano em 3 dias

1°dia – quinta (19/05/2011)


 Parti de Buenos Aires por volta das 22h em um ônibus que só tinha 2 assentos vagos quando fui comprar na rodoviária de BsAs - um ao lado do banheiro e outro bem na frente, logo acima do motorista. Escolhi este da frente e achei o máximo! Depois de 8 horas muito bem dormidas graças a poltrona bastante reclinável e ao jantar delicioso que me satisfez, acordei assim que cheguei na rodoviária de Córdoba. Como estava meio cedo e o mapa do meu guia não tinha muitos detalhes da cidade, decidi abrir a mão e peguei um taxi até o albergue.


Cheguei empolgada no meu albergue, apesar da hora. Tomei banho, deixei a minha mochilona no quarto e fui conversar com o recepcionista, muito gente boa por sinal. Me deu um mapa decente da cidade e várias dicas do que fazer. Saí andando com minha mochilinha e adorei a cidade. É muito limpa e organizada, repleta de estudantes por causa da universidade de lá, que é uma das melhores do país.




[caption id="attachment_74" align="aligncenter" width="690"] Rua do meu albergue.[/caption]

Passei pela Plaza España, que ficava ao lado do meu albergue, depois pelo Parque Sarmiento, bem bonito por sinal,  até chegar ao Zoológico, que apesar de menos organizado que o de BsAs, tem bichos mais maneiros. Depois fui até um museu bem maneiro, redondo, entre o zoo e a Plaza España (não consigo lembrar o nome nem achar na internet) com exposições de história natural. Estava tendo uma excursão de criancinhas de uns 5 anos...coisa mais fofa eles falando espanhol.




[caption id="attachment_75" align="aligncenter" width="690"] Plaza Sarmiento com seus lagos.[/caption]

[caption id="attachment_76" align="aligncenter" width="690"] Museu redondo.[/caption]

Segui andando e entrei em outro museu, o Emilio Caraffa, bem bonito mas com uma exposição bizarra. 15 minutos depois de entrar, já estava atravessando a rua. Andei, andei, andei...passeei por tudo na cidade... Plaza Sarmiento, Plaza San Martin, Cabildo, Catedral de Cordoba (linda!), Igreja dos Cappucinos (maravilhosa!), Paseo de las Flores etc. Tudo muito bonito, com arquiteturas bem diferenciadas e o melhor? Sem brasileiros causando tumulto. =)




[caption id="attachment_79" align="aligncenter" width="690"] Paseo de las Flores[/caption]

[caption id="attachment_78" align="aligncenter" width="517"] Igreja dos Cappucinos[/caption]

Tomei sorvete no Freddo deles, o Grido Helado, que pra mim é tão bom quanto. (experimentei Doce de Leite tb). No meio do passeio, decidi sentar para lanchar e beber chopp no Café de la Paix, bem perto da Catedral, para aliviar a dor nas pernas...me trouxeram um baita chopp, de sei lá, 500 ml  e un sanduba até pequenininho, se comparado à bebida. Até pedi um menor, mas não deu pra trocar...tive que tomar tudo né, pra não desperdiçar. Acabei ficando altinha, altinha...Parei em uma doceria recomendada por um local que tinha na praça e comprei alguns alfajores para passar logo o efeito do álcool. (não consigo lembrar o nome, mas lembro de ser grande.)




[caption id="attachment_82" align="aligncenter" width="690"] Catedral de Córdoba[/caption]

Continuei andando, conhecendo o resto da cidade, até que parei no Paseo del Buen Pastor para apreciar o show de águas que acontece de hora em hora, com muitas pessoas apreciando. Que qualidade de vida! Eu tive o feeling que as pessoas de Córdoba são mais felizes do que em Buenos Aires, porque a cidade é menos estressante (não ouvi 1 buzina em todo o dia de passeio) e tudo parece funcionar melhor. Fiquei lá até anoitecer, lanchando mais bobagens e lendo o guia, para planejar o dia seguinte...uma delícia. Voltei para o albergue e chapei totalmente na cama.




[caption id="attachment_83" align="aligncenter" width="690"] Paseo del Buen Pastor[/caption]

 2° dia - sexta (20/05/2011)


Acordei, tomei banho e saí para tomar café da manhã fora do albergue (não tinha neste) e comprar a passagem de ônibus da empresa para Alta Gracia, a cidade onde o Che Guevara morou durante sua infância. Ele tinha problemas respiratórios e a cidade é conhecida pelo ser ar puro, então se mudou de BsAs para lá bem pequeno ainda com sua família. Cheguei na rodoviária de Córdoba e comprei a passagem da empresa Sarmiento sem muita dificuldade, para um ônibus que ia sair em 10 minutos. Se tivesse planejado, não teria dado tão certo...rs.


Depois de quase 1 hora de estrada dentro deste  ônibus bem confortável, cheguei até  Alta Gracia. Que cidade pacata! Quase ninguém na rua e nos jardins das casas...Me pareceu uma cidade onde os moradores de Córdoba têm casa de final de semana.




[caption id="attachment_84" align="aligncenter" width="690"] Alta Gracia[/caption]

[caption id="attachment_89" align="aligncenter" width="690"] Estilo de casa[/caption]

Saí andando pela cidade com o mapinha na mão em busca do Museu Casa do Che Guevara. Passei por várias casas lindinhas até encontrá-lo. Um passeio bem agradável... O museu é na própria casa onde o Che viveu quando pequeno e como todo museu, conta toda a sua história com muitas fotos, cartas e objetos... super envolvente.




[caption id="attachment_86" align="aligncenter" width="690"] Museu do Che[/caption]

[caption id="attachment_87" align="aligncenter" width="690"] A motocicleta[/caption]

Saí de lá em direção à rodoviária e aproveitei para pegar um ônibus da mesma empresa Sarmiento para Villa Carlos Paz, porque ainda estava bem cedo. Depois de 40 minutos de viagem, cheguei na cidade turística mais visitada da região de Córdoba, conhecida pelos esportes, principalmente aquáticos. Ao chegar lá, passei no centro turístico e me informei das atividades da cidade. Pasme...não tinha nada funcionando, porque estava em baixa temporada. =/




[caption id="attachment_90" align="aligncenter" width="690"] Paz. Villa Carlos Paz.[/caption]

Passeei ao redor do lago e tentei pegar o barco que faz o tour por ele, mas como não tinha demanda,  eles nem abriram o quisque de compra de passeios. Até tinha um cassino do lado do lago, mas com o sol a pino, quis ir em busca de atividades outdoor.




[caption id="attachment_92" align="aligncenter" width="690"] Mais paz[/caption]

Achei um ônibus turístico chamado Complejo Aerosilla que passou pelos pontos principais da cidade e foi até o o tal complejo. Neste lugar existem diversas atividades, como Tirolesa, Tiro ao Alvo, Trem, Aquário, Quadriciclos, enfim, várias coisitas divertidas, mas estava fechado por ser baixa temporada. Continuei no ônibus e a parte auge foi passear pela orla do lago, perto do pôr do sol, parando para tirar fotos em todos os ângulos possíveis. Que paz...




[caption id="attachment_91" align="aligncenter" width="690"] Bus[/caption]

[caption id="attachment_93" align="aligncenter" width="517"] O relógio turístico[/caption]

No final do passeio, voltei para a rodoviária da cidade e comprei passagem de volta para Córdoba. Ao chegar na cidade, sentei no Parque Sarmiento, bem perto da Plaza España e fiquei apreciando os artistas fazendo malabarismos diversos. Depois fui para o albergue e conheci duas garotas, uma argentina e uma holandesa. A argentina estava indo embora naquela noite, então decidimos sair para comer uma pizza até o horário dela do ônibus. Depois saí com a holandesa em busca de uma night cordobesa...tentativa frustrada. Saímos por volta das 23h e conseguimos entrar em diversas boites de graça, simplesmente porque todas estavam absolutamente vazias. As nights começam por volta das 2h, 3h da manhã...não deu para aguentar. Sentamos em um bar na Av Canada e tomamos umas boas Quilmes. Voltamos andando para o albergue e d ormimos como pedras.


 3º dia - sábado (21/05/2011)


Acordamos, fiz meu check out deixando a minha mochila no depósito do albergue, tomamos um café da manhã no caminho para a rodoviária e fomos comprar passagem de bus para Villa General Belgrano, a cidade da Oktoberfest argentina. Que estrada linda! Lagos, montanhas e vegetação com um céu de brigadeiro.




[caption id="attachment_94" align="aligncenter" width="690"] Vista da estrada[/caption]

[caption id="attachment_95" align="aligncenter" width="690"] Entrada da cidade[/caption]

Chegamos na cidade que é totalmente colonização alemã e fomos passear pela rua principal. Diversos bares e restaurantes, todos com decoração caprichada e bem cheios, se levarmos em consideração a baixa temporada. Subimos em uma espécia de torre da cidade, de onde deu para ver a cidade de cima, bem bonitinha por sinal.




[caption id="attachment_96" align="aligncenter" width="517"] Cidade da Oktoberfest Argentina[/caption]

[caption id="attachment_97" align="aligncenter" width="517"] Vista da torre[/caption]

Visitamos uma fábrica de cervejas e decidimos subir o Cerro de La Virgen, que fica bem na saída da cidade, do outro lado da estrada. É uma subidinha boa, com trilhas bem definidas, cercadas de vegetação seca. O visual lá de cima é maneiríssimo e a estátua da virgem está lá, com várias lendas..rs. Vale a pena.




[caption id="attachment_98" align="aligncenter" width="517"] Trilha[/caption]

[caption id="attachment_99" align="aligncenter" width="690"] Vista do topo do Cerro[/caption]

Depois do passeio, já exaustas, decidimos parar em um restaurante para almoçarmos e apreciarmos as bebidas locais. Paramos em um que não me lembro o nome =\, mas que tinha uma comida bem boa e um chopp caseiro delicioso.


Depois de lá, pegamos o ônibus de volta para Córdoba, que pegou fogo no motor no meio do caminho. A sorte é que paramos em um lugar meio movimentado, então ficamos esperando o próximo bus até Córdoba. Quando chegamos lá, passamos de novo no Paseo Buen Pastor, para ela  ver o show de águas. Voltamos para o albergue, tomei banho em um banheiro chechelento para pessoas que fazem cheack out e fui pegar o último bus para Mendoza, que saía 23:30. (este comprei no albergue). Quis economizar na passagem e comprei o SEMI CAMA, que a cadeira só reclina uns 30º, então a viagem de 10h foi mega desconfortável. A sorte é que não tinha ninguém do meu lado, então acabei deitando nas duas cadeiras. Passei frio no ônibus, porque meu mochilão com roupas ficou no bagageiro. Lição aprendida : Levar sempre casaco nessas viagens longas! =D


segunda-feira, 30 de julho de 2012

Jericoacoara e Fortaleza em 5 dias

1° dia - sábado (18/02/2012)


Chegamos em Fortaleza às 15h e o Jean (motorista do transfer 4x4 que contratamos ainda no Rio)  já estava nos esperando com uma Hilux prateada para irmos direto para Jeri. Na estrada, excelente apesar de ser mão dupla, ouvimos desde RHCP até Aviões do Forró, passando por Chicana Kuduro (axé). Depois de algumas horas de estrada, paramos em uma vila com alguns restaurantes e aproveitamos para comprar lanches típicos da região. Vale a pena dar uma olhada...tem muita coisa diferente, principalmente frutas locais. Seguimos viagem até a entrada da APA (área de proteção ambiental) onde Jericoacoara está e nos deparamos com diversos homens aguardando carros comuns chegarem. Eles são conhecidos como mulas e levam carros que não são 4x4 pelas dunas da APA até a entrada de Jeri.




[caption id="attachment_127" align="aligncenter" width="690"] Jegue na escuridão.[/caption]

Continuamos no nosso carro e seguimos na escuridão (eram umas 19, 20h) pelas dunas da APA. Alguns jegues apareciam no meio do caminho, mas como fomos devagar não tivemos problemas. O céu estava simplesmente maravilhoso, assim como a temperatura. Ao chegarmos em Jeri, depois de 5h de estrada, nos deparamos na entrada da vila com um estacionamento enorme com muitos carros. SURPRESA: Só entram carros autorizados, para manter a paz na vila. Sorrisos abertos! =)  Dá uma olhada aqui para saber como chegar até Jeri....tem para todos os gostos e bolsos.


Ao entrarmos em Jeri, passamos por ruas de areia estreitas, repletas de lojinhas, pousadas e restaurantes, que são responsáveis por iluminar a cidade. Que lugar aconchegante! Chegamos no nosso hotel (bomzinho até...mas nada de muito luxo não), nos arrumamos e tiramos alguns sapos do banheiro (rs...isso mesmo). Fomos jantar no restaurante e comemos pratos com frutos do mar maravilhosos, por preços bem mais em conta que no Rio de Janeiro. O meu camarão no abacaxi estava divino! Voltamos para o hotel cansados porém satisfeitos, com o feeling de que o carnaval em Jeri seria totalmente na paz, como queríamos.


2° dia - domingo (19/02/2012)


Acordamos e tomamos café da manhã do hotel de frente para praia...e que praia! Quilômetros e quilômetros de areia até chegar ao mar verdinho, com dunas bem brancas do lado esquerdo e um sol a pino. Visual paradisíaco. O café da manhã estava ótimo, com muita variedade de sucos, bolos e frutas.




[caption id="attachment_128" align="aligncenter" width="690"] Café da manhã de frente pra praia...[/caption]

Como já tínhamos reservado os passeios pela própria pousada por e-mail, saímos do café direto para encontrar o nosso bugueiro Geoules e o seu buggy vinho. Que amor de pessoa! Ficou conosco nos 2 dias de passeio, parando nos melhores lugares para passeio/fotos e sendo extremamente paciente com a nossa demora nos lugares mais encantadores. E o melhor, não atolou nenhuma vez, coisa que vimos acontecer com outros buggys...O passeio do Geoules da Lagoa Paraíso inclui a Pedra Furada, a Árvore da Preguiça, a Lagoa Paraíso e a Lagoa Azul. Outros bugueiros não fazem tantas coisas...atenção hein!




[caption id="attachment_852" align="aligncenter" width="690"]No caminho para a Pedra Furada... No caminho para a Pedra Furada...[/caption]

Primeira parada: Pedra Furada


O buggy ficou parado em cima do penhasco, junto com todos os outros buggys e nós descemos e andamos pela praia até chegarmos à Pedra Furada. Caminhada de 30 minutos, bem tranquila. Visual bem legal e o principal, mergulho com direito a água do mar morna, super agradável. Fotos tiradas e seguimos em frente.




[caption id="attachment_129" align="aligncenter" width="690"] Praia linda![/caption]

[caption id="attachment_854" align="aligncenter" width="690"]Água quente... Água quente...[/caption]

[caption id="attachment_855" align="aligncenter" width="690"]Topo da Pedra Furada (não tenho nenhuma foto maneira da Pedra inteira sem nós) Topo da Pedra Furada (não tenho nenhuma foto maneira da Pedra inteira sem nós)[/caption]

Segunda parada: Árvore da Preguiça


Depois de lá, paramos na Árvore da Preguiça, um dos símbolos de Jeri. Ela fica no meio das dunas, perto do mar,  sozinha, toda torta por causa do vento...parece que está deitada. É bonita, mas não achei nada demais. Mais fotos.




[caption id="attachment_130" align="aligncenter" width="690"] Árvore da Preguiça e um casal aleatório[/caption]

Terceira parada: Pequena Lagoa para Ski Bunda.


Paramos em uma duna com uma pequena lagoa adjacente, para praticar ski bunda. R$5 podendo descer 3 vezes e cair na água. Experiência legal, apesar de não ter muita água na lagoa e não poder mergulhar com tudo.




[caption id="attachment_856" align="aligncenter" width="690"]O difícil é subir várias vezes... O difícil é subir várias vezes...[/caption]

Quarta parada: Lagoa Paraíso


Seguimos para Lagoa Paraíso. Passamos pelo primeiro restaurante, mas nem descemos do buggy, porque estava bem cheio. Fomos na parada seguinte, do Hotel/Restaurante Ouro Verde. Decidimos andar um pouco até a lagoa para apreciar o lugar e voltar logo depois para o restaurante. Não rolou...ficamos lá por muito mais tempo do que previmos. Este nome realmente é merecido. Lagoa paradisíaca, com redes presas a troncos de madeira na sua beira, podendo regular a altura delas e escolher o nível de imersão do seu corpo. Algumas barraquinhas com cadeiras de madeira, com ombrelones bem grandes e o melhor: o restaurante, que fica dentro do hotel no meio da mata, leva petiscos deliciosos e bebidas geladinhas na água até você. O auge da viagem. Ficamos horas lá,  beliscando e bebendo, até que nos demos conta de que tínhamos que almoçar lá no restaurante e seguir com o passeio. Saímos da lagoa, comemos no restaurante do hotel uma comidinha boa demais e seguimos em frente.




[caption id="attachment_131" align="aligncenter" width="690"] Paraíso[/caption]

[caption id="attachment_857" align="aligncenter" width="690"]O caminho para o nosso almoço... O caminho para o nosso almoço...[/caption]

Quinta parada: Lagoa Azul


Seguimos para a Lagoa Azul, um pouco tarde até. Acho que já eram umas 16h. Paramos o buggy e pegamos uma jangada até o restaurante principal da lagoa. Só tinham uns 3 carros estacionados. A Lagoa Azul é bonita também, mas como chegamos tarde, a água não estava mais tão bonita, porque não tinha o reflexo do sol. Paramos no único restaurante que tinha, beliscamos uns petiscos e voltamos para o buggy, passando novamente pela jangada. Da Lagoa Azul fomos direto para a vila.




[caption id="attachment_853" align="aligncenter" width="690"]No caminho... No caminho...[/caption]

[caption id="attachment_859" align="aligncenter" width="690"]Lagoa Azul no fim da tarde Lagoa Azul no fim da tarde[/caption]

[caption id="attachment_860" align="aligncenter" width="690"]Pôr do sol na Lagoa Azul Pôr do sol na Lagoa Azul[/caption]

[caption id="attachment_858" align="aligncenter" width="690"]Jangada na volta... Jangada na volta...[/caption]

Chegamos no hotel, ficamos na piscina e depois nos arrumamos para jantar. Chuva forte de 30 minutos, alagando a cidade, toda de areia. Conseguimos chegar até o restaurante Pimenta Verde, que tinha sido indicado e realmente é uma delícia. Fica numa ruazinha calma e é bem pequenino, mas a comida vale a pena. Ao chegarmos no quarto, mais sapos no banheiro… fazer o que né? Natureza... Depois veio a pior parte: ver o estrago do sol nas nossas peles. Passar protetor 50 2x durante o dia não foi suficiente...lição aprendida. =P


3° dia - segunda (20/02/2012)


Acordamos e tomamos café da manhã novamente de frente para praia. Encontramos o Geoules e fomos fazer o passeio de Tatajuba. A parte mais legal do passeio é andar rápido de buggy bem pertinho mar, por quilômetros e quilômetros...um vento danado, um sol mais do que forte e o melhor, um visual a-l-u-c-i-n-a-n-t-e. Cabelos arrumados para quê, né? Rolou sensação Titanic (ficando de pé no bug com braços abertos) e tudo o mais.




[caption id="attachment_861" align="aligncenter" width="690"]Em alta velocidade com este visual... Em alta velocidade com este visual...[/caption]

Primeira parada: Mangue


Paramos em um mangue que está quase todo destruído por causa dos ventos. Bem triste por sinal. Fotos aqui e lá, seguimos em frente.




[caption id="attachment_862" align="aligncenter" width="690"]Mangue morto... Mangue morto...[/caption]

[caption id="attachment_863" align="aligncenter" width="690"]Mais mangue... Animais no mangue...[/caption]

Segunda parada: Travessia de barca


Tivemos que parar quando chegamos em um braço do rio, que desaguava no mar. Existe uma espécie de barco que leva os buggys em cima, apenas com os homens enfiando uns paus na areia e empurrando. Coisa de louco! Seguimos em frente até a antiga cidade de Tatajuba.




[caption id="attachment_132" align="aligncenter" width="690"] Travessia[/caption]

Terceira parada: Vila soterrada de Tatajuba


Chegamos na tão famosa vila de Tatajuba, que foi soterrada pelas dunas com o passar dos anos. Lá paramos para ouvir uma senhora, antiga moradora da Vila, que com muitas, mas muitas palavras, descreve como era a vida na Vila. É muito difícil de entender o que ela fala...não só pelo sotaque forte, mas também pela rapidez. Ela tem um papagaio que fica em seu ombro e interage com os ouvintes, indo até seus braços, comendo nas mãos e até mordendo a orelha e pescoço da senhora, sem ela se importar. Achei agoniante, mas a senhora pareceu feliz com ele. Seguimos em frente.




[caption id="attachment_864" align="aligncenter" width="690"]O que restou de Tatajuba... O que restou de Tatajuba...[/caption]

[caption id="attachment_134" align="aligncenter" width="690"] A contadora de histórias[/caption]

Quarta parada: Duna de Tatajuba


Paramos em uma duna que tem uma vista bem legal. Dá para ver algumas ruínas da antiga vila e muitas outras dunas menores.




[caption id="attachment_865" align="aligncenter" width="690"]Dunão Dunão[/caption]

[caption id="attachment_866" align="aligncenter" width="690"]Paz Paz[/caption]

[caption id="attachment_867" align="aligncenter" width="690"]A cidade está toda embaixo das dunas... A cidade está toda embaixo das dunas...[/caption]

Quinta parada: Lagoa de Tatajuba


Paramos finalmente na Lagoa de Tatajuba, que deixou a desejar, na minha opinião. A água é escura e como fomos para a Paraíso no dia anterior, estávamos com as expectativas lá em cima. A Paraíso e a Azul dão de mil a zero. Pedimos comida no restaurante e aproveitamos as redes dentro d´água. A comida estava mais ou menos...a lagosta estava sem gosto, mas em compensação, o camarão no alho e óleo estava ótimo. É sorte né? Ficamos lá por algumas horas e seguimos para ver os cavalos marinhos...ou pelo menos era o plano.




[caption id="attachment_871" align="aligncenter" width="690"]Restaurante na beira da Lagoa Restaurante na beira da Lagoa[/caption]

[caption id="attachment_869" align="aligncenter" width="690"]Água estranha... Água estranha...comida boa.[/caption]

[caption id="attachment_870" align="aligncenter" width="690"]A água realmente não é muito atrativa... A água realmente não é muito atrativa...[/caption]

Sexta parada: Caranguejo + Cavalos Marinhos (?)


Paramos em um restaurante que fica bem no meio do mangue e que possui caranguejo. Já pedimos logo 10 caranguejos, que é umas das minhas comidas favoritas. Fomos fazer o passeio para ver cavalos marinhos, mas infelizmente não deu certo. Chegamos muito tarde no mangue e a maré já tinha enchido, não deixando os bichinhos a mostra. Passeio um pouco frustrante, confesso, mas o caranguejo valeu a parada. Comemos bem e depois seguimos para Jeri. No meio do caminho de volta, encontramos um buggy que tinha atolado e o Geoules fez questão de ajudá-lo, puxando-o com uma corda amarrada nos dois buggys até Jeri. Muito gente boa mesmo.




[caption id="attachment_135" align="aligncenter" width="690"] A busca pelos cavalos marinhos[/caption]

Chegamos no hotel e decidimos entrar no mar, com o sol se pondo. Vimos o pôr do sol da água, que estava maravilhosamente morna. Foi difícil sair de lá. Nos arrumamos e fomos jantar no restaurante do hotel Mosquito Blue, logo ao lado da nossa pousada. Que comida boa! O restaurante/hotel fica na praia e tinha uma música ao vivo deliciosa. O hotel é um luxo só...mas para quem não quer gastar com a hospedagem, como eu, consegue pelo menos curtir a comida bem caprichada.


4° dia - terça (21/02/2012)


Acordamos e tomamos café da manhã novamente de frente para praia...rotina chata, sabe? =) Fomos andar na praia e acabamos caminhando até o farol, longe pacas. Não tinha ninguém fazendo o que a gente fez, mas achamos que poderia ser legal.




[caption id="attachment_137" align="aligncenter" width="690"] Caminhada para o farol[/caption]

[caption id="attachment_874" align="aligncenter" width="690"]Vista legal Trilha bacana[/caption]

[caption id="attachment_873" align="aligncenter" width="690"].... ....[/caption]

Chegamos no farol e nos deparamos com muros brancos, um mini farol dentro (frustrante) e um visual lindão, com dunas, mar, pedras, jegues, a vila de Jeri e lagoas...muito legal. Foi uma caminhada de quase  duas horas...subindo, que é o pior. Na volta, encontramos alguns cavalos com charrete parados, pois tinham acabado de deixar pessoas na Pedra Furada. Pegamos uma charrete emprestada, que nos deixou na base da vila e voltou para buscar o casal que tinha realmente reservado a charrete ..rs. (Obrigada, casal!)




[caption id="attachment_877" align="aligncenter" width="690"]Vista linda! Vista linda![/caption]

[caption id="attachment_136" align="aligncenter" width="690"] Charrete em ótima hora[/caption]

Chegamos na pousada, lanchamos no próprio restaurante e fomos fazer o passeio de quadriciclo, para Barrinhas. Passeio alucinante! Primeiro porque o quadriciclo corre muito (pode chegar até 90km/h) e segundo porque o visual é surreal. Passamos por lagoas, praia, Jijoca e paramos no final, nas dunas de Barrinhas, que são lindas! Amei muito...pra mim, tão bom quanto a Lagoa Paraíso.




[caption id="attachment_138" align="aligncenter" width="690"] Passeando por Barrinhas[/caption]

[caption id="attachment_875" align="aligncenter" width="690"]Brinquedinho bemmmm maneiro Brinquedinho bemmmm maneiro[/caption]

Tomamos banho de mar, apostamos algumas corridas, quase caímos, tomamos chuva, ficamos imundos com tanta areia que voou na gente e no final, para fechar com chave de ouro, assistimos a um pôr-do-sol lindo, bem laranja, por trás das dunas.




[caption id="attachment_139" align="aligncenter" width="690"] Lindão.[/caption]

Voltamos para a vila cansados demais, porque afinal, você faz muita força nos braços e pernas para segurar a direção e passar marcha/se equilibrar, respectivamente. Nada mais merecido do que uns “bons drink” no melhor e mais caro hotel da cidade (Chilli Beach Hotel). O lugar é espetacular...fora dos meus padrões também, mas vale a visita para se ter um momento de glamour, sem precisar pagar milhares de reais na diária. =) Depois do drink, fomos jantar num restaurante dentro de um hotel super simpático, de frente para o mar também, bem perto do nosso hotel: Geribá. Comida boa retada! Aff...sério, difícil dizer qual foi o melhor restaurante da viagem...todos muito bons! Voltamos para o hotel pela praia, apreciando o céu super estralado. Nem um pouco romântico. =P


5° dia - quarta (22/02/2012)


Repetimos a rotina chata de tomar café da manhã em frente a praia e depois do café, fomos tomar banho de mar na praia em frente. O mar estava super recuado e portanto, tivemos que andar bastante até chegarmos à água. A areia perto de chegar na água é meio lamacenta e eu senti que podia ser legal me lambuzar na lama, como se fosse algo medicinal. E como fez bem. =) Depois da sujeirada, tomamos banho de mar morno e fomos arrumar nossas coisas para fazer o check out.


Depois do check out, petiscamos no restaurante da pousada e aproveitei para comprar umas lembrancinhas na lojinha ao lado, também na praia. Muita coisa diferente lá, vale a pena conferir. Depois almoçamos novamente no restaurante do hotel Mosquito Blue e encontramos o Jean, nosso motorista, para voltarmos para Fortaleza. Sair de Jeri foi difícil...mais difícil do que eu imaginei. Foi um “até logo” triste para todos os sapos, jegues, frutos do mar, ventos, pessoas simpáticas, lagoas e praias gostosas.




[caption id="attachment_876" align="aligncenter" width="690"]Restaurante na areia, com vista pro mar (não tenho foto) Restaurante na areia, com vista pro mar              (não tenho foto)[/caption]

Chegamos em Fortaleza depois de quase 5 horas de estrada e fomos para o Hotel Vila Galé na Praia do Futuro, que não sabíamos que era tão perigosa. Tanto o Jean como o taxista que nos levou do aeroporto  até lá falaram muito mal da segurança nesta praia. Falaram para nem ousarmos sair do hotel a noite, caminhando. Foi o que fizemos. Quando agendamos este hotel, achamos que íamos conseguir sair de Jeri cedo e poderíamos aproveitar a praia do Futuro, mas Jeri nos segurou. Chegamos no hotel, bem grande por sinal, jantamos e fomos dormir. O vôo no dia seguinte era cedo, mas pelo menos direto para o Rio. Chegamos no Galeão e fomos direto para o trabalho ...um baita “back to reality”.