segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Pucón em 5 dias e meio

1°dia – quinta (02/06/2011)


Depois de 6h de viagem de ônibus desde Puerto Varas, cheguei à rodoviária de Pucón. Que cidadezinha pequena e fofa!




[caption id="attachment_372" align="aligncenter" width="690"] Chegando em Pucón...[/caption]

Logo fui abordada por vários representantes de agências de turismo, me oferecendo inúmeros passeios e hospedagens, mas como estava com uma mochilona de quase 20kg nas costas, achei mais pertinente encontrar o meu albergue antes e depois decidir com calma o que fazer.




[caption id="attachment_373" align="aligncenter" width="690"] A caminho do albergue...[/caption]

Segui andando pela cidade e logo me deparei com um cão fofíssimo, que me acompanhou por todo o percurso até o albergue, que deve ter durado uns 30 minutos. Senti ali que eu tinha alguma conexão com a cidade, talvez de vidas passadas.




[caption id="attachment_374" align="aligncenter" width="690"] Best friend for 30 minutes[/caption]

Cheguei ao meu albergue e fiquei muito contente com a minha escolha (pena que isso mudou depois). Que lugar aconchegante!Deixei as minhas coisas no quarto (duas camas e um banheiro) e perguntei para o recepcionista sobre os passeios e as empresas de turismo da cidade. Decidi sair andando por ela e acabei voltando para a agência do cara que me abordou na rodoviária. Ele me ofereceu dois passeios que me pareceram excelentes: Escalada no vulcão Villarica e passeios para Los Pozones, lugar repleto de piscinas com águas termais. Achei excelente e logo reservei os dois...


Passeei mais um pouco pela cidade, comprei lanche no supermercado e voltei para meu albergue, porque já estava anoitecendo e o pessoal do tour da escalada do vulcão ia passar lá para me pegar, para fazer testes de roupas de escalada.




[caption id="attachment_375" align="aligncenter" width="590"] Lago e vulcão atrás das nuvens, ao anoitecer...[/caption]

Eles chegaram pontualmente e logo me levaram para agência, onde tive que experimentar roupa e bota para escalada. Bem legal a experiência! Voltei, tomei banho (quente apenas por 5 minutos, depois gelado /= ! ) e chapei na cama, porque sabia que teria que acordar cedo no dia seguinte, por causa da escalada.


2°dia – sexta (03/06/2011)


Acordei cedinho (não lembro a hora) e meu café da manhã estava pronto. Infelizmente não tinha ninguém no albergue, e por ninguém, eu me refiro a pessoas na recepção e hóspedes. Estava all by myself, o que foi muito estranho.


A van da excursão chegou e logo me deparei com alguns brasileiros aventureiros também, animados com a experiência de escalar um vulcão repleto de neve recente ( havia caído na semana anterior). Dirigimos até a base do vulcão e assim que descemos da van, nos demos conta de como ele era alto e estava frio. Com dois guias e umas 10 pessoas, começamos a subir, subir, subir...




[caption id="attachment_376" align="aligncenter" width="690"] Pronta para a aventura...[/caption]

A neve estava muito fofa e o ângulo da trilha era bem íngreme, o que me fez morrer de cansaço nos 10 primeiros minutos de subida. A sorte é que outras meninas que estavam no grupo estavam em pior forma do que eu ( \o/) e não passei tanto vexame. Decidimos separar o grupo em 2, pois os ritmos das pessoas eram bem diferentes. Fiquei no grupo dos mais lerdos, mais fora de forma, mas continuei subindo, devagar e sempre.




[caption id="attachment_377" align="aligncenter" width="690"] Subindo, subindo, subindo...[/caption]

Parei várias vezes para tirar fotos do visual lindíssimo, mas confesso que foram mais para descansar do que pelas fotos mesmo... De repente, o frio que estava sentindo passou a ficar um calor insuportável e deu vontade de arrancar todo aquele trambolho de roupas de cima de mim. Pena que não foi possível...só deu para arrancar as luvas e tirar o capuz.




[caption id="attachment_378" align="aligncenter" width="690"] Visual durante subida pelo vulcão[/caption]

Subimos, subimos e subimos até que nos deparamos com uma estação de teleférico desativada. Decidimos parar por ali mesmo para descansar. Ficamos muito tempo ali, curtindo o visual, brincando na neve e conversando sobre as experiências de viagens de cada um. Acho que passamos umas 3 horas para subir até ali, 2 horas conversando e descansando e depois mais 1 hora andando por ali perto. Fomos até uma área onde deu pra ver os efeitos das lavas das erupções de 1970 e 1984, que destruíram uma estação de teleférico todinha.




[caption id="attachment_379" align="aligncenter" width="690"] Voltando a ser criança[/caption]

Depois que o grupo que conseguiu subir até o topo nos encontrou na descida, descemos todos juntos. Depois que entendi que ficamos parados tanto tempo ali para esperá-los, mas digo que valeu cada segundo. A vista vale muito, muito, MUITO a pena! Na descida, foi possível usar uma placa para fazer ski bunda na neve...consegui descer assim por uns 40 minutos, o que foi alucinante. Em alguns lugares, dava para pegar bastante velocidade, em outros, nem tanto. Amei a experiência!




[caption id="attachment_380" align="aligncenter" width="690"] Descendo, descendo, descendo...[/caption]

Chegamos na van e ao voltarmos para a cidade nos deparamos com o Sol refletindo no lago da cidade...vista incrível, perfeita para fechar o tour com chave de ouro. Voltei para o albergue morta...só deu tempo de entrar na internet para dar notícias, tomar banho (quente de novo somente por 5 minutos) e lanchar no quarto assistindo novela (sim, novela brasileira em espanhol!) até dormir, quentinha, graças a um aquecedor só pra mim, apesar de ser a gás. (Que medo que deu de morrer com o gás...tratei de desligar assim que percebi que ia dormir)


3°dia – sábado (04/06/2011)


Acordei não muito cedo e me deparei com o albergue entregue às moscas. Não havia ninguém na recepção, na área social e nem no jardim. Eu, eu e eu, somente. A lareira não estava acesa então estava um frio absurdo dentro do albergue. Fiquei esperando alguém aparecer para fazer meu check out e adivinha só? Só apareceram por volta de 12h...a sorte era que meu passeio para as termas Los Pozones só sairia por volta de 14h.


Peguei as minhas roupas que tinha deixado para lavarem, arrumei minha mochilona e saí dali assim que pude, aliviada. Andei em direção à central de turismo da cidade, perguntando por outros albergues/hotéis para uma noite apenas, com preço acessível. Indicaram-me o alberguedo mesmo dono da empresa de turismo que havia contratado para subir o vulcão e fazer o passeio das termas. Achei ótimo, porque já conhecia o dono e fui direto falar com ele.




[caption id="attachment_381" align="aligncenter" width="690"] Uma das ruas perto da agência de viagens..[/caption]

Cheguei lá e peguei um quarto privativo, porque os outros compartilhados já estavam ocupados. Foi bom e ruim, porque ganhei privacidade e um baita conforto, apesar de ter ficado mais caro do que eu queria. Deixei minha mochilona, aproveitei para lanchar em um restaurante por perto e quando deu a hora, fui para a agência, para fazermos o passeio para as termas.


Meu grupo era composto de 5 americanos e 1 francês. Apenas o francês falava e entendia espanhol. Os americanos coitados, ficavam perdidos com as explicações do nosso guia, que não sabia uma palavra em inglês. O pior é que eles haviam pedido para o dono da agência que o guia falasse inglês, mas pelo visto não foram atendidos. Eu e o francês ficamos como tradutores do grupo, o que foi uma experiência bem interessante, já que acabamos nos aproximando, talvez por gratidão deles.




[caption id="attachment_383" align="aligncenter" width="690"] Estrada com caminho da lava[/caption]

Na estrada, foi possível ver o estrago feito pelo rio de lavas da erupção de 1984. O guia fez questão de dizer que podia haver uma erupção a qualquer momento, porque o vulcão está ativo ainda. A cidade é totalmente equipada com sistemas de monitoramento e alarme, em caso de um incidente como este. Confesso que fiquei imaginando a cena de uma erupção comigo ali.


Paramos primeiro para visitar Ojos del Caburga, uma cachoeira com água dos glaciares, que forma lagos com uma cor azul lindíssima. Dá uma olhada!




[caption id="attachment_382" align="aligncenter" width="690"] Água azul de Ojos del Caburga[/caption]

[caption id="attachment_384" align="aligncenter" width="690"] Cachoeirinha[/caption]

Depois seguimos para um lago, mas como o tempo estava nublado, o visual ficou um pouco comprometido. Talvez fosse possível ver o topo das montanhas com neve no topo ou até mesmo algum vulcão, mas não conseguimos ver nada.




[caption id="attachment_385" align="aligncenter" width="690"] Praia do lago...[/caption]

Seguimos a estrada para as termas Los Pozones e em pouco tempo chegamos nela.




[caption id="attachment_386" align="aligncenter" width="690"] Finalmente![/caption]

São 7 piscinas termais, com temperaturas que variam bastante e o melhor: há um rio com água estupidamente gelada (das geleiras), onde é possível brincar de entrar na água fria e depois na quente. Eu já estava com muito frio, mesmo na piscina quente, então nem ousei ir para o rio...meus colegas de tour fizeram isso e acharam o máximo.




[caption id="attachment_387" align="aligncenter" width="690"] Piscinas vistas de cima...[/caption]

A experiência de tomar banho em uma piscina totalmente natural, com água quente saindo do solo é muito bacana. Valeu qualquer perrengue que passei no mochilão inteiro. Relaxei bastante...relaxei tanto, mas tanto, que fiquei fraca e fui obrigada a sair da piscina, para meu organismo voltar ao normal. Eles têm placas lá que dizem para as pessoas não ficarem com a cabeça dentro d’água por muito tempo e nem ficarem nas piscinas por mais de 15 minutos. Eu até li esses avisos, mas acabei perdendo a hora lá dentro...




[caption id="attachment_388" align="aligncenter" width="690"] Piscininha[/caption]

O bacana do lugar é que as piscinas são bem próximas umas das outras e entre elas, tem uma casinha de madeira, sem muita estrutura, onde é possível trocar de roupa e ir ao banheiro. Coisa bem rustica, mas muito agradável. Valeu o passeio!




[caption id="attachment_389" align="aligncenter" width="690"] Piscininha com vestiário em cima...[/caption]

Voltamos para a van e seguimos para a cidade. Chegamos no albergue cansados, mas nem tanto, porque logo marcamos de sair para jantar ali por perto, em um restaurante indicado pelo dono do albergue.  Que jantar delicioso! Bebemos uns piscos e voltamos bem alegres para o albergue...dormi tão bem.... =)


4°dia – domingo (05/06/2011)


Acordei e tirei o dia para passear na cidade, com um amigo que fiz no albergue, chileno. Passeamos por toda a cidade e ficamos bastante tempo na praia do lago, vendo o vulcão com a neve eterna em cima. Depois almoçamos em um restaurante especializado em hamburguer muito, muito bom!




[caption id="attachment_390" align="aligncenter" width="690"] Vista da praia do lago...[/caption]

Encontramos um casal de amigos dele e ficamos boa parte do dia conversando, apesar de eu só entender o que eles falavam quando eles diminuíam o ritmo...eita sotaque difícil!


A noite fomos no supermercado e compramos comidas para cozinharmos no albergue, além de uma garrafa de pina colada.




[caption id="attachment_395" align="aligncenter" width="690"] Dinner![/caption]

Depois tomei um banho quente maravilhoso (finalmente de 30 minutos!!), fui dormir em uma cama super cozy, em um quarto com calefação perfeita. Esse albergue foi um achado!


5°dia – segunda (06/06/2011)


Acordei e logo saí para comprar comidinhas para o café da manhã. Fui dar uma volta na cidade e acabei indo visitar o cemitério da cidade, que tem uma vista bem bacana.




[caption id="attachment_394" align="aligncenter" width="690"] Vista do cemitério...[/caption]

[caption id="attachment_393" align="aligncenter" width="690"] Outro ângulo da vista do cemitério...[/caption]

Depois de lá, passeei por umas lojas de artesanato e aproveitei para fazer umas comprinhas, bem básicas mesmo. Depois entrei em um restaurante com comida muito boa (mas não consigo lembrar o nome) e  surpresa! Estava passando novela da Rede Globo em espanhol...rs. Me senti em casa!




[caption id="attachment_392" align="aligncenter" width="690"] Novela brasileira no interior do Chile.[/caption]

Descobri que um vulcão bem pertinho de Pucón entrou em erupção e  logo fui dar notícias para minha família. Coitados...ficaram super preocupados. Esse vulcão causou um tumulto enorme, deixando Bariloche por exemplo, repleta de cinzas. Vários vôos das redondezas foram cancelados...a parada foi séria mesmo.


Depois passei na rodoviária e comprei meu ônibus para Santiago, para o dia seguinte, meio dia. Voltei para o albergue e aproveitei para arrumar minha mochila, tomar outro banho gostoso e me esparramar na cama, aproveitando os últimos momentos de luxo da viagem. Comprei umas coisinhas para comer no quarto e peguei meu guia para pensar nos passeios do Deserto do Atacama, meu próximo destino neste mochilão.




[caption id="attachment_391" align="aligncenter" width="690"] Passeando pela cidade...[/caption]

A noite passou bem rápido...


6°dia – terça (07/06/2011)


Acordei, saí para tomar café da manhã e voltei para o albergue para pegar minha mochilona e fazer o check-out. Peguei um taxi compartilhado até a rodoviária e na hora marcada, o meu ônibus chegou. Entrei, me alojei bem e segui viagem, por 13 horas. Não estava com um pingo de sono, então aproveitei para ver a estrada, que confesso não ser nada demais. Passei por várias cidades, mas a que mais curti foi Los Angeles, que era bem diferente da sua homônima mais famosa. Ô cidadezinha feia...rs. Ouvi todo o meu iPod, revi as minhas fotos, li todo o guia de San Pedro de Atacama e ainda assim, a viagem não parecia ter fim. Só me restou dormir...rs.

sábado, 15 de setembro de 2012

Puerto Montt e Puerto Varas em 2 dias e meio

1°dia – terça (31/05/2011)


Acordei às 6h da matina, tomei café da manhã e peguei um taxi até a rodoviária. Meu ônibus de Bariloche para Puerto Montt saiu às 7h30 pontualmente. Dormi até a fronteira dos dois países, onde tive que descer com os outros passageiros para que eles pudessem revistar nossas bagagens. Revistaram com cão e tudo...encontraram algumas coisas nas bagagens de outros passageiros, mas nada demais.




[caption id="attachment_349" align="aligncenter" width="690"] Na fronteira[/caption]

Depois de toda burocracia passada, seguimos viagem pela estrada toda coberta de neve. Que coisa linda! Ali tive a sensação que o Chile seria incrível.




[caption id="attachment_350" align="aligncenter" width="690"] Finalmente Chile![/caption]

Cheguei em Puerto Montt às 14h30 (na verdade 15h30,mas por causa do fuso...) e na própria rodoviária, passei nas agências de turismo para pesquisar os passeios. Eles me ofereceram basicamente dois passeios - o da ilha de Chiloé e de Saltos de Petrohué. O tempo estava fechado e esta bastante frio, então acabei optando fazer o de Petrohué, porque Chiloé é mais ao Sul e é muito, muito frio.


Deixei minha bagagem no locker da rodoviária e saí andando pela cidade, que não achei nada demais. Casas de madeira, prédios novos e uma avenida principal bem pertinho da água.




[caption id="attachment_351" align="aligncenter" width="690"] Na beira da água...[/caption]

Passeei bastante e aproveitei para comer em uma praça um tipo de pastel local chamado sopaipilla, com ketchup e ají, molho picante que detestei.  Comi também a melhor porção de batatas fritas da minha vida, nesta mesma barraquinha em frente ao mar. Mega gordurosa, mas perfeitamente salgada e suculenta...recomendo.




[caption id="attachment_352" align="aligncenter" width="690"] Papas Fritas muy exquisitas!!![/caption]

[caption id="attachment_353" align="aligncenter" width="690"] Sopaipilla meio xoxa...[/caption]

Voltei para a rodoviária para pegar meu mochilão e ir para a minha hospedagem. Me indicaram um lugar chamado Casa Perladepois que procurei por albergues mas nada encontrei. Achei que seria perto da rodoviária, então fui andando, porém me enganei e andei bastante, principalmente subindo ladeiras, com um baita peso nas costas.




[caption id="attachment_354" align="aligncenter" width="690"] Ladeiras e ladeiras...[/caption]

Ao chegar na casa, me deparei com uma menina um pouco mais nova que eu e um senhor muito gordo, que fez questão de não trocar uma palavra comigo. A casa é repleta de objetos pendurados na parede e é bastante barulhenta, por ser de madeira sem muita estrutura. Deixei minhas coisas no quarto e desci para ficar na internet. Teve uma hora que fiquei sozinha com o senhor e confesso que fiquei com medo. Tinham me dito que a Perla é uma senhora super receptiva que conhecia muitos lugares e adorava trocar experiências...calhou de naquele dia ela estar fora e portanto, fiquei com o marido dela, seu oposto.




[caption id="attachment_355" align="aligncenter" width="690"] Muquifo...[/caption]

A noite no quarto, fiquei com medo e me tranquei, sabendo que poderia chegar outro hóspede e ele teria que dormir comigo, na cama extra do quarto. Achei melhor ser acordada para abrir a porta do que deixá-la aberta para aquele cara estranho. Me deitei cedo e tentei dormir, mas confesso que foi uma das piores noites de minha vida...tive pesadelos, passei frio (não tinha calefação) e não quis sair para ir ao banheiro porque estava com medo. Péssima experiência. =(




[caption id="attachment_356" align="aligncenter" width="690"] Quarto gelado...[/caption]

2°dia – quarta (01/06/2011)


Acordei, tentei tomar banho quente, mas me frustrei...água gelada naquele banheiro. Tomei café da manhã na cozinha deles com certo nojo, confesso, depois que vi que as roupas ficam penduradas em cima do fogão. É....tenso mesmo...rs.




[caption id="attachment_357" align="aligncenter" width="690"] Varal em cima do fogão[/caption]

A van da excursão logo chegou e seguimos para Puerto Varas. A estrada é bem bonita e ao chegarmos em PV, me dei conta de que era muito mais fofinha do que  Puerto Montt. A cidade é basicamente composta de casas, possui um lago com montanhas ao redor e as pessoas parecem mais simpáticas e acolhedoras. Esperamos outros turistas e assim que chegaram seguimos para ver os Saltos de Petrohué.




[caption id="attachment_358" align="aligncenter" width="690"] Cidade de boneca[/caption]

Paramos na Laguna Verde e na Laguna Poza, para fazer um passeio de barquinho, passando por um túnel formado por árvores. Bem bacaninha o túnel, mas estava muito frio então queria sair dali o quanto antes... Voltamos para a van e seguimos pela estrada até um restaurante na beira do lago Llanquihue, cujo nome não me lembro. Já estava incluído no pacote e valeu muito a pena!




[caption id="attachment_359" align="aligncenter" width="690"] Túnel natural[/caption]

Seguimos até os Saltos de Petrohué,  que é um rio de água dos glaciares, com quedas lindíssimas. O bacana dele é que o seu fundo é negro, por causa da larva solidificada. O contraste do verde esmeralda com o negro do chão é lindíssimo...




[caption id="attachment_360" align="aligncenter" width="690"] Black and Blue[/caption]

Depois seguimos para a última etapa da excursão, que era o passeio de barco pelo Lago de Todos los Santos. De lá, apesar do tempo um pouco nublado, consegui ver o vulcão Osornocom a neve eterna em seu topo. Muito lindo!




[caption id="attachment_361" align="aligncenter" width="690"] Vulcão imponente[/caption]

Voltamos para van e seguimos viagem direto para Puerto Varas. Ao chegar lá, segui para minha hospedagem, também indicada, mas desta vez, aprovada por mim - Hostería OutsiderFiquei em uma suíte com duas camas, mas sozinha. Dentro do quarto tinha um computador com internet, então deu para conversar com calma com pessoas queridas. Luxo total...




[caption id="attachment_364" align="aligncenter" width="690"] Maior luxo da viagem[/caption]

[caption id="attachment_363" align="aligncenter" width="690"] Banheiro lindinho[/caption]

Saí para comprar uns snacks e voltei para o quarto, procurando conforto.. Dormi muito bem, para compensar a noite anterior.


3°dia – quinta (02/06/2011)


Acordei com energia recarregada, tomei um café da manhã delicioso e  segui para o local de onde sairia meu ônibus às 9h30 para Pucón. Depois de algum tempo em movimento, não resisti e acabei dormindo...fui acordada pelo motorista, na rodoviária de Pucón.




[caption id="attachment_362" align="aligncenter" width="690"] Breakkie, breakkie, breakkie..[/caption]

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Bariloche em 4 dias

1°dia – sexta (27/05/2011)


Acordei, tomei café da manhã e por volta das 9h, a van da excursão da Rota dos 7 lagos passou no meu hostel em San Martin de los Andes. Seguimos pela estrada, com visuais lindíssimos e conforme os mirantes iam aparecendo, íamos parando para tirar fotos. Cada visual mais lindo que o outro, apesar do tempo chuvoso...




[caption id="attachment_309" align="aligncenter" width="690"]Na estrada Na estrada, em um dos 7 lagos.[/caption]

Passamos por vários lagos e depois de 4h de viagem, chegamos em Villa La Angostura. Que cidadezinha linda! Casinhas de madeiras e pedras, poucas pessoas na rua, vista pro lago...praticamente igual a SMA. Paramos para almoçar em um restaurante já acertado com a empresa que nos transportou e a comida e o vinho estavam ótimos. Conheci uma menina do Uzbequistão que morava na Alemanha muito gente boa, que também ia seguir para Bariloche. Passamos na rodoviária e compramos a passagem para lá e fomos juntas, conversando sobre a vida. Ela acabou sendo minha companhia durante toda minha estadia lá :-)




[caption id="attachment_310" align="aligncenter" width="690"] Villa La Angostura[/caption]

Pegamos o ônibus e chegamos em Bariloche no final da tarde. Gostamos da cidade também, mas concordamos que não era tão charmosa quanto às outras duas, bem menores. Ao sair da rodoviária, nos deparamos com muitas pessoas panfletando e isto fez me sentir em casa, mas ela estranhou bastante. Seguimos para nossos respectivos albergues e acertamos de nos encontrar 1 hora depois para passear na cidade.




[caption id="attachment_311" align="aligncenter" width="690"] Vista do meu albergue no final do dia[/caption]

Fiquei neste albergue, com excelente atendimento, estrutura e o melhor, a vista. A única coisa ruim dele é que está no topo de uma ladeira considerável... Deixei minha mochilona no locker do meu quarto, me arrumei e depois de 1h encontrei minha amiga para passearmos na cidade. Passamos no centro de turismo e pegamos algumas dicas de passeios pela região. Na rua principal, entramos logo na loja de chocolates RapaNui, que se destacou das outras por sua decoração lilás fofíssima. Tomamos sorvete de doce de leite, compramos uns chocolates e ficamos ali sentadas em um sofá delicioso, apreciando o movimento da loja. Quando ficou perto da hora do jantar no meu albergue (sim, estava incluído!), voltamos e ela acabou jantando comigo. Que delícia de jantar! Conhecemos um argentino e uma americana muito legais, com quem saímos depois para beber em um bar por perto. Um dia repleto de novas amizades...




[caption id="attachment_312" align="aligncenter" width="690"] Chocolateria Rapa Nui vista de fora[/caption]

[caption id="attachment_314" align="aligncenter" width="690"] Rapa Nui por dentro[/caption]

2°dia – sábado (28/05/2011)


Acordei, tomei café da manhã e me encontrei com minha amiga para reservarmos o passeio da Isla Victoria/Arrayanes a tarde. Decidimos ir pela manhã para o Cerro Otto, que era bem perto do albergue, se comparado ao Cerro Catedral. Pegamos o teleférico para subir até seu topo, mesmo com o dia meio nublado. Decidimos sentar na confeitaria giratória que tem lá para esperar o tempo melhorar... e melhorou! Tiramos fotos de todos os ângulos e tomamos chocolates quentes deliciosos enquanto isso. A vista realmente é muito linda com o tempo aberto, porque dá para ver a cidadezinha embaixo, com o lago, as montanhas ao redor com neve eterna e uma vegetação bem abundante.




[caption id="attachment_315" align="aligncenter" width="690"] Vista do Cerro[/caption]

Pegamos um ônibus em direção ao porto de onde sairia o barco do passeio de Isla Victoria. Chegamos lá bem perto da hora do passeio começar, mas conseguimos tirar algumas fotos da região, que tem a presença marcante do hotel Llao LLao, o mais chique da cidade.




[caption id="attachment_316" align="aligncenter" width="690"] O Hotel com um visual incrível[/caption]

Entramos no barco e ficamos do lado de fora dele, apesar do frio que estava fazendo. Ficamos lá porque queríamos alimentar as gaivotas que ficam voando em cima do barco, doidas por biscoitos dados pelos turistas. Que emoção é dar comida à elas...rs.




[caption id="attachment_317" align="aligncenter" width="690"] Gaivotas acompanhando o barco[/caption]

A primeira parada do passeio foi no Parque Nacional los Arrayanes , um bosque repleto de árvores de 15 metros de altura, com troncos avermelhados com manchas brancas...muito lindas. O bosque é super charmoso, com trilhas de madeira bem feitas e o cheiro é bem gostosinho.




[caption id="attachment_318" align="aligncenter" width="690"] O Bosque[/caption]

[caption id="attachment_319" align="aligncenter" width="517"] Arrayane de perto[/caption]

Depois de 30 minutos passeando, voltamos para o barco e seguimos para o Puerto Anchorena en la Isla Victoria. Lá fizemos um passeio pela plantação de coníferas, pelo bosque e depois pela praia, que tem um visual lindo. Vale muito a pena...dá uma olhada:




[caption id="attachment_320" align="aligncenter" width="690"] Na Isla Victoria[/caption]

[caption id="attachment_321" align="aligncenter" width="690"] Praia da Isla Victoria[/caption]

Depois de algum tempo passeando, voltamos para o barco, que nos levou de volta para a cidade. Pegamos um ônibus desde o porto até o albergue e ao chegarmos lá, nos arrumamos e fomos jantar com nossos novos amigos no albergue mesmo. Nos divertimos bastante e voltamos pro quarto  cedo, porque o passeio do dia seguinte sairia bem cedinho...


3°dia – domingo (29/05/2011)


Acordamos, tomamos café e ficamos esperando o ônibus da excursão do Vulcão Tronador e do Glaciar Ventisqueiro Negro. Assim que chegou, percebemos que nossos colegas eram só senhores e senhoras de idade...e bote idade nisso. Confesso que desanimamos no início, porque queríamos conhecer pessoas da nossa idade, mas durante o passeio percebemos que eles eram uns fofos e acabamos nos divertindo bastante, com seus conselhos e histórias.


O passeio durou o dia inteiro e foi uma delícia. Paramos primeiro em um lugar com um restaurante ao lado de um rio, para um lanche rápido. Estava bem nublado e bastante frio...voltamos em pouco tempo para o ônibus.




[caption id="attachment_322" align="aligncenter" width="690"] Rio com névoa[/caption]

Seguimos e paramos em um mirante com uma vista  absurdamente linda para o Tronador.




[caption id="attachment_323" align="aligncenter" width="690"] Mirante para o Tronador[/caption]

Depois paramos em um restaurante para almoçar, também com a vista para o vulcão, com vários cavalos lindos passeando soltos.




[caption id="attachment_324" align="aligncenter" width="690"] Cavalo com a melhor vista do mundo[/caption]

Comemos comidinha gostosa e seguimos para ver o glaciar negro, também muito lindo. Ao chegarmos lá, conseguimos ouvir o estrondo dos blocos de gelo caindo na base...muito legal. O visual é muito lindo! Tiramos muitas fotos e depois voltamos para o ônibus.




[caption id="attachment_325" align="aligncenter" width="690"] Glaciar Negro[/caption]

A última parada do passeio foi em um mirante de onde dava para ver uma ilha que tem o formato de coração, se vista de cima.  Do mirante, é apenas uma ilha, no meio do lago, com muita vegetação...rs.




[caption id="attachment_326" align="aligncenter" width="690"] Ilha no formato de coração[/caption]

Chegamos em Bariloche ainda de dia e fomos conhecer a Catedral de San Carlos de Bariloche, que é uma das catedrais mais lindas que já vi. Fiquei realmente impressionada.




[caption id="attachment_328" align="aligncenter" width="517"] Catedral de Bariloche[/caption]

Apreciamos o pôr do sol lindíssimo no lago Nahuel Huapi e fomos jantar em um restaurante bem aconchegante (não lembro o nome, mas tinha preços bem acessíveis).




[caption id="attachment_329" align="aligncenter" width="690"] Visual básico[/caption]

Depois da comida boa (truta) e algumas cervejas (Quilmes e Aguila), tomamos sorvete na Abuela Goye evoltamos para o albergue. Nos arrumamos e fomos tomar mais cervejinhas em um bar transadinho ali perto...nossa última noite juntos! Que delícia conhecê-los.Voltamos para o albergue um pouco tarde e chapamos na cama...


4°dia – segunda  (30/05/2011)


Acordamos sem muita pressa, tomamos café da manhã e fomos passear no Parque  Llao Llao, sozinhas praticamente.




[caption id="attachment_330" align="aligncenter" width="690"] Caminhada em um bosque desértico...[/caption]

Andamos bastante e se cruzamos com 5 pessoas foi muito...parque super desértico. Paramos em um praia do lago, com um visual bem bonito...




[caption id="attachment_331" align="aligncenter" width="690"] Praia de lago[/caption]

Almoçamos por lá e voltamos logo em seguida, porque minha amiga do Uzbequistão tinha um ônibus pra pegar. Nos despedimos tristemente e continuei passeando pela cidade... Entrei em uma chocolateria e deu pra ver o processo de fabricação do chocolate...muito legal. Passeei pelo lago, comprei minha passagem de ônibus para Puerto Montt, passeei mais um pouquinho e voltei para descansar no albergue. Jantei e deixei tudo arrumado pois meu ônibus no dia seguinte sairia às 7 da manhã.




[caption id="attachment_332" align="aligncenter" width="690"] Andando pelo lago...[/caption]

PS: Eu queria fazer o passeio dos lagos andinos, que faz a travessia Bariloche - Puerto Montt com barco e ônibus, passando por lugares lindíssimos. O problema é que era baixa temporada e o passeio que tinha era de 2 dias e parava em uma cidade chamada Peulla, onde eu teria que pagar a hospedagem em um hotel chiquitoso lá...não tinha outra opção. O passeio sairia uns US$300 dólares e achei que seria muito romântico e caro, então optei pelo ônibus comum, que saiu bem mais em conta.