quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Neuquén e San Martin de los Andes em 2 dias

1°dia – quarta (25/05/2011)


Depois de 12horas de viagem de ônibus desde Mendoza, finalmente cheguei em Neuquén. O ônibus era extremamente confortável, com cadeiras de couro reclináveis, jantar e café da manhã excelentes e o melhor de tudo, jogamos bingo! O prêmio era uma garrafa de vinho de Mendoza. Pena que não ganhei...


Ao descer na rodoviária, bem vazia por sinal, me informaram que era o Feriado da Independência da Argentina, então tudo estava fechado, inclusive o centro de turismo. Nice! Não descobri nenhum ônibus que me levasse até meu albergue, então acabei pegando taxi, que saiu bem caro para meus padrões. No entanto, preciso dizer que foi até bom, porque o taxista me deu a certeza de que não havia nada para fazer na cidade (o guia já dizia isso), então a minha reserva para duas noites seria alterada assim que chegasse à recepção do albergue.




[caption id="attachment_290" align="aligncenter" width="690"] Na rodoviária[/caption]

Preciso esclarecer que a parada em Neuquén foi estratégica. A viagem de Mendoza até Bariloche de ônibus demoraria cerca de 16h e eu definitivamente não queria ficar este tempo todo no ônibus, sozinha. Consigo dormir 9h e ler por mais 3h, mas o que faria nas outras 4h, sem ninguém para conversar? No way!


Pensando nisso, ainda no Brasil, comecei a pesquisar o que teria de interessante para fazer em Neuquén. Descobri que na capital mesmo não havia nada, mas que em Plaza Huincul, existe o Museu Municipal Carmen Funes, que exibe o fóssil do maior dinossauro herbívoro do mundo, encontrado a 8km dali! Já que ia passar por ali, porque não ir ver né?!


Pois bem...ao chegar ao albergue, já me desanimei. O clima estranho, com pessoas esquisitas e uma limpeza muito mais ou menos, me fizeram querer ir embora dali assim que subi para o quarto. Respirei fundo e decidi dormir até 12h, para pegar o ônibus a tarde para a cidade do museu. Fiz isso e acordei mais animada...rs.




[caption id="attachment_291" align="aligncenter" width="517"] Cantinho do meu quarto...sentiu o nível né?[/caption]

Peguei um taxi até a rodoviária e lá comecei a procurar por ônibus que me levassem até a cidade do museu. Desisti de procurar placas e fui perguntar em uma banca de revistas. A sorte é que uma menina da minha idade, bailarina, foi muito simpática comigo ao perceber que não era argentina, e me disse o ônibus que tinha que pegar. Ela inclusive ia pegá-lo, então fomos juntas, durante as 2h de viagem, conversando sobre assuntos diversos da vida...adorei a companhia dela!




[caption id="attachment_292" align="aligncenter" width="690"] Cidade vista do taxi[/caption]

Cheguei a Plaza Huincul por volta de 14h. O ônibus me deixou em frente ao museu, onde fiquei até 15h30. O museu é bem maneiro, tem muitas réplicas dos dinossauros encontrados e tem muito material que conta a história do local. Valeu a pena!




[caption id="attachment_293" align="aligncenter" width="690"] O maior dino herbívoro do mundo[/caption]

O problema é que eu havia comprando o ônibus da volta para quase 2h depois que saí do museu...o que ia ficar fazendo naquela cidade, que não tinha uma alma penada na rua? =/ Saí do museu e fui andando pela rua principal, quer dizer, pela estrada mesmo, porque pelo menos carros passavam por ali. Confesso que fiquei com medo de estar tão sozinha. Parei em um praça que tinha ali perto, na margem da estrada, e comecei a ler meu guia para ver como melhorar a minha situação em Neuquén.




[caption id="attachment_294" align="aligncenter" width="690"] Cidade fantasma[/caption]

Decidi ir para San Martin de los Andes, uma cidade conhecida por suas estações de esqui e por ser o xodó dos destinos dos argentinos ricos.  O ônibus chegou, pontualíssimo, e quando cheguei na rodoviária de Neuquén, tratei de comprar passagem para SMA na mesma noite, saindo de lá às 23h. Me recusei a pagar taxi parar voltar para o albergue e acabei descobrindo um ônibus que dava a volta ao mundo, mas parava perto do meu albergue. Perto mais ou menos, porque foram cerca de 5 quadras, totalmente em pânico, porque estava tudo escuro e deserto. Tratei de correr e cheguei no albergue pouco ofegante. Aproveitei para dar notícias por e-mail/facebook e para tomar banho, dentro de um banheiro com janela sem cortina. =/Fui para rodoviária de taxi, aproveitei para lanchar e peguei meu ônibus, também muito confortável. 7 horas de viagem dormindo que nem pedra...


2°dia – quinta (26/05/2011)


Cheguei em SMA por volta das 5h30 e estava um frio absurdo, com ar saindo da boca. Peguei um taxi até meu albergue e quando cheguei lá, decidi dormir mais um pouco. Acordei, tomei café da manhã e fiquei curtindo um pouco o ambiente cozy que o albergue tem. Conversei com o cara da recepção e acabei conhecendo 3 mulheres que estavam no meu quarto, todas argentinas, mas de lugares diferentes.


 Uma delas estava de carro e acabou nos levando para fazer um city tour, que foi bem bacana. Paramos em alguns mirantes com visuais lindíssimos e tiramos muitas fotos. Depois fomos para a cidadezinha, muito linda por sinal e ficamos passeando por ali, comendo coisas gostosas e conversando sobre a vida. Pena que durou pouco...elas tinham que ir embora cedo.




[caption id="attachment_295" align="aligncenter" width="690"] Vista do mirante[/caption]

O legal da cidade é que todas as casas têm que ser construídas com madeira e pedras, seguindo uma regra da cidade para manter tudo padronizado. É muito perfeito...parecem casinhas de boneca!




[caption id="attachment_296" align="aligncenter" width="690"] Cidade de boneca[/caption]

Acabei indo fazer o passeio de barco que sai do portinho de SMA e vai para uma "ilha" chamada Quila Quina. Que delícia de passeio! Mas o melhor de tudo mesmo foi a ilha, que é simplesmente, SENSACIONAL! Ela é toda arrumadinha, meio rústica, com casinhas fofas, vegetação incrível e uma vista para o lago de tirar o fôlego. Como eu amei esse lugar...Comprei um hambúrguer no restaurante principal (e provavelmente único) da ilha e fiz questão de comer em outro lugar, bem no meio da natureza... Olha que visual:




[caption id="attachment_297" align="aligncenter" width="690"] Meu lugar favorito[/caption]

 Enfim...fiquei lá a tarde toda praticamente...cheguei 13:30 e saí 17:30, pelo o último barco possível. Passeei bastante e fiquei imaginando como seria ter uma casa de campo ali. Que luxo hein?! Durante meio ano, tem um friozinho bom, que dá para usar lareira. Durante o ano todo, vista para o lago e pras montanhas com neve eterna, ouvindo o barulho das ondinhas... no inverno esqui, no verão banho no lago...perfect to me.




[caption id="attachment_298" align="aligncenter" width="690"] Paz[/caption]

Ao chegar na cidadezinha, já estava bem frio e o cheiro era praticamente de lenhas queimadas... aproveitei para tomar chocolate quente e comer alfajores, fiz amizade e consegui emprego (?) em uma lojinha de revelação de fotos e voltei para o albergue bem relaxada. Agendei o tour dos 7 lagos andinos até Villa La Angostura.


Que tristeza sair daqui....rs. Se soubesse que era tão lindo, teria vindo direto de Mendoza para cá. Fica a dica!




[caption id="attachment_299" align="aligncenter" width="690"] Fumacinha das lareiras[/caption]

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Meu segundo mochilão - acompanhada!

Ao terminar o meu mochilão do ano passado pela Argentina e Chile, comecei a pesquisar lugares para visitar no mochilão deste ano. Pensei em continuar a explorar a América do Sul ou em conhecer a América Central, mas foi graças aos meus acessos diários ao blog Melhores Destinosque encontrei uma promoção INCRÍVEL com passagens de ida e volta para Sydney por R$2000!!! Normalmente custa R$3500, R$4000... Quase não acreditei quando vi... falei com meu namorado e ele se animou na hora! Pedimos férias de 30 dias e com tudo confirmado, compramos as passagens...não tínhamos ideia do que iríamos fazer na Austrália, mas estávamos super empolgados com a criação do roteiro. Sabíamos da fama da Austrália, de ser o Brasil que deu certo e da fama da Nova Zelândia, de ser o país dos esportes radicais, com paisagens incríveis. Cogitamos ir para Indonésia e Tailândia também, mas acabamos desistindo durante o planejamento, porque achamos que seria pouco tempo par ver tudo dos 4 países.


Conclusão: Austrália e Nova Zelândia,lá vamos nós!


Conversei com as poucas pessoas que conheço que já visitaram os dois países e procurei por programas de aventura na internet. Conversei também com pessoas que nunca visitaram os dois países e fui questionada sobre o motivo de eu querer conhecer a Oceania antes de conhecer a Europa, por exemplo. Não tenho uma resposta para isso...simplesmente não priorizo minhas viagens pelos lugares mais visitados pelos meus amigos...vou escolhendo os destinos conforme as belezas naturais vão em atraindo e as promoções de passagem vão aparecendo..rs.


Montamos o seguinte roteiro para 30 dias:


AUSTRÁLIA - Sydney e Blue Mountains


NOVA ZELÂNDIA (ILHA NORTE) - Auckland, Waitomo e Rotorua


NOVA ZELÂNDIA (ILHA SUL) - Christchurch, Arthur's Pass, Franz Josef e Fox Glacier


NOVA ZELÂNDIA (ILHA SUL) - Queenstown


AUSTRÁLIA - Melbourne


AUSTRÁLIA - Great Ocean Road, Philip Island e Yarra Valley


AUSTRÁLIA - Brisbane, Surfers Paradise e Gold Coast


AUSTRÁLIA - Alice Springs (outback australiano)


AUSTRÁLIA - Sydney (para pegar vôo de volta ao Brasil)


Dividimos a quantidade de dias para essas cidades e fomos em busca de albergues com quartos privativos. Caímos para trás com os preços...tudo extremamente caro! Os passeios então, nem se fala...só para vocês terem uma ideia: um copo de chopp em qualquer restaurante que visitamos chegava a custar R$20, quando convertíamos as moedas.


Procuramos também carros e campervans para alugar. Lemos em vários blogs que para passear na Nova Zelândia o melhor meio de transporte é a motorhomezinha. E é mesmo! =D A gente parou tantas vezes para apreciar a paisagem que se tivéssemos reservado albergue, teríamos perdido a reserva ou teríamos que dirigir a noite para chegar a tempo, perdendo o visual da estrada. Alugar a campervan e dormir nos holiday parks (estacionamento para campervans) saiu a mesma coisa que alugar carro e dormir no albergue, mas ganhamos esta autonomia. Provavelmente foi até mais barato, porque fizemos muitas refeições dentro do carro. Se estivéssemos em albergue, também cozinharíamos, mas não teríamos a privacidade que tivemos.


Optamos por alugar a campervan da empresa Jucy, que nos encantou desde a primeira vez que acessamos o site. Eles têm preços bem competitivos, são super atenciosos e era possível alugar em uma cidade e devolver em outra, por terem muitos escritórios espalhados pelo país. Pesquisamos outras empresas que tinham "casas" maiores, com banheiro e tudo o mais, mas preferimos ficar com os modelos menores, sem banheiro, encontrados na Jucy. Adoramos nossa escolha e super recomendamos eles. O único detalhe é que se forem em época do ano com temperatura amena/fria, escolham modelos que possuam aquecedor e portanto precisam ficar em vagas do tipo powered, com energia. Daí é só ligar um cabo e você estará aquecido a noite toda! =D Fizemos isto tanto na Nova Zelândia como na Austrália.


Como já conhecia a rede de albergues YHA, reservamos nossos albergues neste site,  para todas as cidades onde não tínhamos motorhome. Olhamos também os outros sites de albergues (Hostels.com  e Hostelworld.com) e hotéis (Booking.com) e até encontramos hotéis mais baratos que quartos privativos em albergues, para nossa surpresa.


Pesquisamos casas de câmbio aqui no rio para trocar reais por dólares australianos e neo zelandeses, mas achamos as taxas de conversão não muito vantajosas. Acabamos levando dólares americanos mesmo, que trocamos nos aeroportos de Sydney e Auckland. Compramos as coisas mais caras com cartão de crédito, pagando 6,38% de taxa de IOF =/ , mas ganhando milhas pelo menos. Até chegamos a olhar o VTM também, mas não pareceu muito vantajoso.


Ganhamos 2 guias da Publifolha da mãe dele: Austrália e Nova Zelândia. Eles são bem completos e foram extremamente úteis para decidirmos quais cidades íamos visitar. Ótimos presentes!


Ah..o mais importante! Para ir para lá, tivemos que aplicar para o visto de turismo. Pagamos uma taxa de aproximadamente R$200, preenchemos um formulário pela internet (ler mais informações aqui) , juntamos documentação trabalhista e bancária e ficamos esperando a resposta. Em 3 dias, recebemos e-mail de aprovação do visto! Ufa...que alívio. =D


Tomamos vacina de febre amarela no posto de saúde de Copacabana e fomos providenciar a Carteira Internacional de Vacinação, no posto de saúde da Gávea. Foi muito rápido! Em menos de 1 hora saímos com a carteira na mão, já com o selo da vacina de febre amarela traduzido. Ah! Se você pensa que  é possível entrar no país sem isto, esqueça! Eles são bem rígidos na hora da fiscalização para entrar no país.


Agendamos no Detran a carteira internacional de habilitação, a PID. Em pouco tempo ela ficou pronta e fomos lá buscar. Só precisamos apresentá-la nas empresas em que alugamos carro, já que não fomos parados por nenhum guarda, felizmente.


Com tudo pronto, foi moleza viajar... até o vôo da LAN, com escala em Santiago e duração total de 21h foi tranquilo! O vôo que pegamos de Santiago para Sydney foi da empresa Qantas e eu achei um luxo só. Comidas deliciosas, bebidas liberadas, filmes super atuais e poltronas confortáveis, apesar de termos ido de econômica. Enfim, perfeito! Para mais detalhes da viagem, clique nos links das regiões visitadas.

domingo, 19 de agosto de 2012

Christchurch, Arthur's Pass, Franz Josef, Fox Glacier e Haast em 4 dias

1°dia – segunda (28/05/2012)


Chegamos em Christchurch por volta de 13h e ligamos para a empresa de campervan Jucy, para nos buscarem no aeroporto. Em menos de 15 minutos eles apareceram e fomos direto para a loja deles, ao lado do aeroporto, para acertar a retirada da nossa mini motorhome, do modelo Crib. Ficamos bastante animados ao dirigir o que seria nossa casa móvel por 7 dias =D




[caption id="attachment_255" align="aligncenter" width="690"] Crib por dentro[/caption]

Saímos de lá e decidimos visitar o Orana Wildlife Park , um zoológico que lemos que era bem interessante. Ele é todo ao ar livre, com espaços enormes para os animais e durante o dia acontecem inúmeras atividades interativas com os animais. Ao chegarmos lá, fomos ver a alimentação dos Rinocerontes e depois a alimentação das Cheetahs, que são lindas demais, mesmo paradas. Imagina correndo...




[caption id="attachment_256" align="aligncenter" width="690"] Mega zoo[/caption]

Depois fomos ver a alimentação das hienas e ficamos chocados com a barulheira e a agressividade dos bichos! Jogaram somente um pedaço enorme de carne para 4 hienas e elas ficaram batalhando para ficar com a comida...a primeira hiena saiu da briga quando conseguiu arrancar um pedaço para si, assim como a segunda e a terceira. A quarta hiena, coitada, não conseguiu nada para ela e acabou ficando sem se alimentar naquele dia... Eu perguntei para o funcionário do zoo se eles não iriam dar um pedaço de comida para ela e ele disse que não, porque eles tinham que reproduzir o que acontecia na selva...disse até que no dia seguinte aquela hiena iria se esforçar mais e com certeza conseguiria comer. Doido demais..




[caption id="attachment_257" align="aligncenter" width="600"] Hienas correndo em direção à comida[/caption]

Depois seguimos para ver a alimentação dos meerkats ou suricatos, em português. Que bichinhos lindos! Fiquei encantadas com eles...vimos também um porco espinho enorme, lontrinhas fofíssimas, leão, tigre, cangurus, macacos, lêmures, zebras, girafas e llamas...O bichinho mais único que vimos, que só é encontrado na Nova Zelândia, sendo o mascote do país, foi o kiwi, uma ave que não voa e que tem um bico enorme, muito estranho por sinal. Só conseguimos vê-lo em um ambiente super escuro preparado para os visitantes, mas as fotos não ficaram muito boas...




[caption id="attachment_258" align="aligncenter" width="690"] Suricatos lindos![/caption]

Saímos do zoo e fomos para a cidade de Christchurch, que infelizmente estava toda destruída, por causa de mais um terremoto que tinha acontecido 2 dias antes de chegarmos (houve outro do início do ano de 2012). Ficamos dentro da campervan rodando e procurando restaurante para pararmos, mas como já era um pouco tarde, não conseguimos encontrar nada funcionando além de Pizza Hut. Fomos lá mesmo! =P Durante o jantar começamos a procurar nos guias um lugar para dormirmos dentro de nossa campervan. Existem o que eles chamam de Holiday Parks, que são basicamente estacionamentos com banheiros coletivos. Ligamos para o North South Holiday Park  e eles ainda estavam aceitando hóspedes. Fomos para lá, estacionamos nossa casinha, fomos no banheiro e depois voltamos para o carro para dormir. Estava bem fria a noite... percebemos que não havia nenhum aquecedor no carro, a não ser que o deixássemos ligado.  Até fizemos isso, mas na hora de dormir, desligamos o carro. Decidimos dormir com muitas roupas no corpo e com todas as mantas que a empresa deu para a gente...mesmo assim, passamos frio. Que noite horrível!




[caption id="attachment_259" align="aligncenter" width="690"] Cidade em obras[/caption]

2°dia – terça (29/05/2012)


Acordamos decididos a dar um upgrade de campervan. Fomos na loja e nos explicaram que as campervans que possuem aquecedor são as maiores, que comportam 4, 5 pessoas. Pegamos o modelo Condo, muito maior que o Crib e portanto, muito mais confortável. É possível montar duas camas de casal e o fogão e geladeira são internos...muito legal. Para ter o aquecedor funcionando durante a noite, temos que alugar vagas nos Holiday Parks do tipo powered, que possuem tomadas. Ligamos um cabo do carro nesta tomada e tchan rannn...estamos aquecidos por toda a noite!




[caption id="attachment_260" align="aligncenter" width="690"] Condo por dentro[/caption]

Com a casinha nova, seguimos pela estrada que nos levaria até o Arthur's Pass National Park. Que estrada perfeita! Tanto pela qualidade do asfalto, como pelo visual, repleto de montanhas, lagos e vegetação com cores incríveis.




[caption id="attachment_261" align="aligncenter" width="690"] Estrada básica[/caption]

Paramos em uma cidadezinha para comprar suprimentos no supermercado e preparamos um baita café da manhã, que tomamos enquanto dirigíamos. Paramos para tirar fotos em locais que achamos fabulosos. Um deles foi a maior cacheira da região, a Devils Punchbowl Falls, cuja trilha a partir da estrada durava menos que meia hora. Valeu super a pena!




[caption id="attachment_262" align="aligncenter" width="690"] Vendo a cachoeira do estacionamento[/caption]

Voltamos para a estrada em direção aos glaciares e fomos obrigados a parar quando avistamos uma campervan sendo devorada por Keas, aves da região que amam as borrachas das janelas dos carros. Os donos da campervan estavam achando o máximo, tirando várias fotos...fizemos isso também. =D




[caption id="attachment_263" align="aligncenter" width="690"] Kea faminta[/caption]

Continuamos na estrada e depois de algumas horas chegamos a Franz Josefonde ficamos hospedados em um holiday park repleto de floresta, muito bacana. Fizemos Mac and Cheese para o jantar e dormimos que nem pedras na nossa super casa.




[caption id="attachment_264" align="aligncenter" width="690"] Holiday Park no meio da natureza, pela manhã.[/caption]

3°dia – quarta (30/05/2012)


Acordamos e decidimos ir conhecer os glaciares por nossa conta, sem pagar os passeios de escalada e helicóptero que eram muito caros e muito longos. Fomos de carro até o estacionamento do Franz Josef  e caminhamos até onde era possível ir sem guia, não entrando no gelo, como os passeios pagos fazem.




[caption id="attachment_266" align="aligncenter" width="690"] Trilha do glaciar Franz Josef[/caption]

Uma caminhada longa até, de cerca de 1 hora para ir até o ponto mais próximo do glaciar e 1 hora para voltar até o carro. O legal da caminhada é que é em um vale e a gente passou por diversas cachoeiras lindas até chegar ao ponto final..




[caption id="attachment_265" align="aligncenter" width="517"] Cachoeira na trilha para o glaciar[/caption]

Saímos de lá e fomos para o próximo glaciar, o Fox Glacier, que achei o mais bonito dos dois. Paramos no estacionamento, preparamos nosso almoço, almoçamos e fomos caminhar até  o ponto mais próximo do glaciar. Um bom jeito de fazer a digestão...Fizemos uma outra trilha para ver o glaciar de mais longe, mas nem achei que valeu a pena.




[caption id="attachment_267" align="aligncenter" width="690"] Fox Glacier de perto...[/caption]

Depois de lá, seguimos para o Lake Matheson, bem pertinho deste último glaciar. O reflexo das montanhas na água é muito lindo..amamos!


Pegamos a estrada e assim que anoiteceu, decidimos parar no primeiro holiday park que aparecesse, que foi em Haast. Muito bom também, com um pessoal bem receptivo. Não queríamos pegar a estrada a noite, porque sabíamos que perderíamos visuais maravilhosos e não estávamos dispostos a isto. Jantamos e dormimos muito bem, apesar de termos ficado preocupados em sermos os únicos estacionados ali.


 4°dia – quinta (31/05/2012)


Acordamos, tomamos banhos e logo pegamos a estrada . Tínhamos que dirigir cerca de 200km até Queenstown e queríamos chegar ainda com tempo para praticar algum esporte radical. Fomos visitar a praia, que era ali pertinho e gostamos do que vimos, apesar do frio que estava fazendo.




[caption id="attachment_268" align="aligncenter" width="690"] Praia em Haast[/caption]

Tomamos café da manhã enquanto dirigíamos, apreciando a paisagem que era lindíssima. Chegamos no lago Wanaka e o visual nos surpreendeu...que lugar lindoooooooo! Paramos para tirar muitas fotos e para curtir a paz do lugar. Seguimos depois pela estrada e nos deparamos com outra vista do lago que também era incrível...




[caption id="attachment_269" align="aligncenter" width="690"] Lake Wanaka[/caption]

Seguimos para Queenstown com um aperto no coração em deixar aquele lugar tão bonito...queríamos ter tido mais tempo para fazer picnic, almoçar e fazer nada ali, só apreciando a beleza. Quem sabe um dia voltamos =D


Pegamos mais um trecho encantador da estrada, desta vez com vegetação bem seca, até chegarmos a Queenstown. Muitas aventuras por vir...




[caption id="attachment_270" align="aligncenter" width="690"] Chegando em Queenstown...[/caption]

sábado, 18 de agosto de 2012

Meu primeiro mochilão - sozinha!

Em 2011 decidi começar minha vida de mochileira viajando por perto - Argentina e Chile! Estava namorando e a ideia era irmos juntos, mas terminamos o namoro neste meio tempo e decidi ir sozinha mesmo assim. 30 dias rodando por aí, com uma mochila nas costas me pareceu uma baita experiência.Vou contar como tudo foi organizado...


Primeiros passos:


- Marquei minhas férias de 30 dias na empresa, de acordo com as datas dos meus outros colegas.


- Olhei quanto tinha guardado e quanto queria gastar, para decidir quanto que poderia gastar por dia.


- Pesquisei as cidades que queria visitar, principalmente no fórum de mochileiros.


- Tracei o roteiro, escolhendo quantos dias queria ficar em cada lugar e otimizando os percursos a serem percorridos. Organizei tudo em uma planilha Google Docs, para poder acessar de casa e do trabalho e depois compartilhar com família e amigos.


- Procurei por albergues nestes dois sites - Hostels e HostelWorld. Acabei descobrindo a rede de albergues YHA, neste site e fiz a carteirinha deles, para obter desconto nos albergues da rede. O que achei mais legal deste site é que é perfeito para reservar vários albergues, seguindo uma cronologia. É perfeito para quem faz mochilão! Reservei os albergues de praticamente todas as cidades por onde iria passar e só precisei pagar 5% do valor para fazer a reserva. Escolhi praticamente todos os quartos compartilhados, por serem mais baratos.


- Pesquisei ônibus de uma cidade para outra, só para ter ideia de valores e duração. Decidi aproveitar ônibus a noite para economizar albergue e não perder tanto tempo em estrada.


- Com o roteiro montado, comprei passagens com milhas da TAM e GOL (total de 11.000 milhas para ir e voltar). Desci em Buenos Aires e voltei de Santiago. Comprei também passagens internas, para apenas um trecho da viagem.


- Comprei mochilona da Deuter, que acompanha mochilinha também.


- Providenciei o VTM (Visa Travel Money), cartão de débito com taxas internacionais melhores que as taxas do meu cartão Santander. Comprei o do Banco Rendimento, pelo site da Cotação. Coloquei o valor em reais que queria gastar e conforme ia gastando em pesos argentinos ou chilenos, eles convertiam e iam debitando do meu cartão. Achei ótimo pela praticidade e todos os lugares praticamente aceitavam Visa. O bacana também é que se eu tivesse perdido, era só eu ligar e eles bloqueariam e mandariam outro em pouco tempo. Ideal para quem vai mochilar! Nunca se sabe o que pode acontecer...


- Comprei dois guias de viagem - Guia o viajante Chile e Guia o viajante Argentina . Escolhi estes dois por terem o perfil mais de mochilão, sem tantos lugares chiques e caros e com dicas para obter descontos e fazer passeios baratos.


- Comprei outro SD Card para a câmera e um pen drive grande para ir passando as fotos aos poucos.


- Arrumei minha mochilona com tudo o que queria levar e testei se conseguiria carregar numa boa. Até tirei algumas coisas e troquei outras para ter o maior conforto nos 30dias.


Tudo pronto!! Era só viajar. =D


O roteiro:


BRASIL - Rio de Janeiro


ARGENTINA - Buenos Aires e Tigre


ARGENTINA -  Córdoba, Alta Gracia, Villa Carlos Paz e Villa General Belgrano


ARGENTINA - Mendoza, Uspallata e Puente del Inca


ARGENTINA - Neuquén e San Martin de los Andes


ARGENTINA - Bariloche


CHILE - Puerto Montt e Puerto Varas


CHILE - Pucón e Chillan (acabei ficando só em Pucón)


CHILE - Santiago (só para pegar o vôo para Cálama)


CHILE - Cálama e San Pedro de Atacama


CHILE - Santiago, Vina del Mar e Valparaíso


Veja o roteiro no mapa. Para mais detalhes, clique nos links de cada região citada acima.


Have fun! Se tiver dúvidas, não deixe de perguntar.

Auckland, Waitomo e Rotorua em 3 dias e meio

1°dia – sexta (25/05/2012)


Chegamos em Auckland por volta de 01h da manhã de sexta. Ao chegarmos no aeroporto, todo enfeitado com decoração maori, trocamos nossos dólares americanos por neo zelandeses e fomos em busca de transfers até o nosso albergue, que ficava a 23km do aeroporto. Pegamos o ônibus da empresa AirBusmuito confortável por sinal. Ele nos deixou na Queen Street, rua principal da cidade, bem perto da esquina com a City Road, onde ficava o nosso albergue. O problema é que tivemos que subir uma ladeira bem íngrime, com mochilões nas costas, às 2h da manhã. Chegamos muito cansados... para piorar a situação, nos deparamos com um cara muito mal encarado na rua, todo encapuzado, que nos deixou com certo medo, mas nada aconteceu, thank God.


Chegamos no albergue, fizemos o check in, compramos miojos e sucos na recpção e fomos deixar nossos mochilões no quarto, que era privativo, com duas camas de solteiro. Que cheiro de mofo horrível ! =( Se não estivéssemos tão cansados e fôssemos dormir apenas duas noites lá (esta inclusive), teríamos mudado de albergue. Os banheiros eram compartilhados com os outros quartos do mesmo andar, sendo uma para banho e dois com vasos sanitários. Descemos para cozinhar nosso super jantar, pegamos alguns panfletos de passeios e pontos turísticos e fomos dormir.




[caption id="attachment_226" align="aligncenter" width="517"] Quarto mofado.[/caption]

cordamos por volta das 9h, nos arrumamos e saímos para passear sem tomar café, porque não tinha no nosso albergue. Ali bem perto, nos deparamos com uma revolta dos locais perante alguma empresa de petróleo, pelo que entendemos. Eles estavam parados em frente a um hotel e tinha bastante policiamento lá. Seguimos andando, atravessamos a ponte Grafton Bridge, passamos em frente ao National Women's Hospital, e paramos para tomar café da manhã no Grafton Campus , da University of Auckland. Foi bom estar de novo em um ambiente acadêmico...deu até saudade.




[caption id="attachment_227" align="aligncenter" width="690"] Grafton Campus[/caption]

Depois andamos um pouco e entramos no Auckland Domain, parque enorme e muito organizado, que conta com vários campos para prática de esportes diversos. Até vimos pessoas jogando futebol, apesar de rugby ser o esporte principal do país.




[caption id="attachment_228" align="aligncenter" width="690"] Domain - sports, sports, sports[/caption]

Ainda dentro do parque, andamos até o Auckland War Memorial Museum, bastante imponente, mas não entramos. Depois visitamos o Winter Garden, bem simpático por sinal. Continuamos andando pelo parque e acabamos saindo dele onde e Grafton Road se encontra com a Stanley Street. Andamos por ali e confesso que não gostamos muito...não tinha nada de muito bonito para ser visto, apenas lojas e centros comerciais, não muito diferentes do que temos no Brasil. Seguimos até a Beach Road e viramos a esquerda, para voltar para a região mais turística. Ali melhorou bastante...rs




[caption id="attachment_229" align="aligncenter" width="690"] War Memorial Museum[/caption]

Passamos pelas docas, pelo Ferry Building na Quay Street, paramos para comprar um sanduíche no Subway ali perto e sentamos em um lugar com uma vista da baía fascinante. Depois entramos no Freddy's Ice House, bar todo de gelo, onde ficamos bastante agasalhados para suportar a temperatura congelante do bar (eles dão a roupa apropriada). Bebemos os drinks que estavam inclusos e curtimos o ambiente todo de gelo, inclusive as mesas, cadeiras, esculturas...muito legal! Pedimos para a mocinha tirar fotos nossas com a câmera deles, porque não podemos entrar com nossas máquinas. Compramos as fotos depois, por preços extorsivos, mas valeram a pena! =D




[caption id="attachment_231" align="aligncenter" width="690"] Bar congelado[/caption]

Saímos de lá e fomos em direção ao National Maritime Museum, onde vimos no caminho um barco mais luxuoso que o outro...que vontade de ter um...rs. Não entramos no museu. Depois decidimos andar pela Queen Street, repleta de comércios bacanas. Compramos o chip do celular para termos internet, fizemos um outro lanche e fomos em direção a SkyCity, torre enorme com alguns restaurantes, cassino e lojas. Subimos para ver a vista da cidade, linda demais, e fizemos reserva para o único horário livre no restaurante giratório. Enquanto a nossa hora não chegava, descemos para conhecer o cassino, que é o máximo! Enorme, super luxuoso, com muitas opções de diversão. Quase perdemos a hora ali... Subimos para jantar e acertamos em cheio nos pedidos (não lembro quais foram..). Os pratos e o vinho estavam maravilhosos e foram recomendados por nossa garçonete indiana, com o nome de "Nanda", minha xará praticamente. Saímos de lá super felizes e fomos jogar pela primeira vez juntos, muito excitados com a experiência.




[caption id="attachment_232" align="aligncenter" width="517"] A torre de Auckland[/caption]

Ganhamos dinheiro na roleta, por incrível que pareça e não conseguíamos sair de lá. Quando deu 03h da manhã, decidimos parar e voltamos para o albergue de taxi, porque sabíamos que tínhamos que acordar relativamente cedo. Foi ali que descobri que sou uma pessoa facilmente viciável. =P


2°dia – sábado (26/05/2012)


Acordamos às 9h, fizemos checkout do albergue, pegamos um taxi e fomos até a loja do carro que alugamos aqui do Brasil, EuropCar. Pegamos o Yaris, da Toyota, muito fofinho,  que pertencia a categoria mais simples. Achamos excelente o carro.




[caption id="attachment_233" align="aligncenter" width="690"] Mão inglesa na prática[/caption]

O mais legal é que lá, por ser mão inglesa, o carro é todo ao contrário e demoramos um certo tempo para nos acostumarmos. Erramos ao não alugar o GPS, porque só tínhamos um mapa precário, que nos fez perder muito tempo de viagem. Tínhamos que dirigir até Waitomo, onde  tínhamos agendado para 13h um rafting com a empresa Black Water Rafting. Nos perdemos feiosamente quando chegamos na cidade de Hamilton, pois não tínhamos nenhum mapa de lá e a cidade é relativamente grande, com ninguém nas ruas para ajudar. Ligamos para a empresa e remarcamos nosso horário para o mais tarde possível. O celular travou em alguns momentos e só quando ele decidiu funcionar direito, conseguimos usar o GPS e chegar até Waitomo. Foi por muito pouco que não perdíamos o passeio agendado. =O


Chegamos na empresa faltando 10 minutos para o passeio começar. Nos chamaram para colocarmos as roupas de neoprene, botas e luvas e explicar todo o passeio. Achamos que seria um rafting dentro de uma caverna, com direito a remadas, quedas d'água e outras coisas, mas na verdade, eles te dão uma boia circular (daquelas de parque aquático) preta e você senta nela e vai sendo levado pelo rio que passa por dentro de uma caverna. É bem mais tranquilo do que pensávamos, mas preciso dizer que foi uma experiência ÚNICA!!




[caption id="attachment_234" align="aligncenter" width="690"] Os preparativos[/caption]

Entramos na caverna com lanternas presas na cabeça, que foram bem úteis nos momentos em que o teto da caverna era bem baixo ou as laterais bem estreitas. Ao entrarmos no rio, com água estupidamente gelada, mesmo com roupa própria para isso, as guias nos deram barras de chocolate para comermos para não termos hipotermia...sentiu o frio... =S


Começamos o passeio passando por lugares tão estreitos que tivemos que nos empurrar contra o teto para afundarmos mais na água e conseguirmos continuar. Quando chegamos em locais mais amplos, as guias pediram para desligarmos as lanternas para vermos os glowworms grudados no teto. Esses bichinhos são lavas fluorescentes, que dão um tom mágico à caverna...parecem estrelas no teto...lindo demais!  São milhares deles e o silêncio de todos, fez o passeio ficar mais encantador. O momento auge foi quando estavam todas as boias enfileiradas no rio, sendo levadas por ele, e a guia começou a cantar músicas da Disney, que nos fizeram sentir dentro dos desenhos... Valeu MUITO A PENA, mesmo com o frio absurdo! (para mais fotos, entrem no site da empresa)




[caption id="attachment_1586" align="aligncenter" width="364"](foto emprestada) (foto emprestada)[/caption]

Depois de sairmos da água, pegamos a van de volta à empresa e tomamos banhos bem quentes e lanchamos para nos aquecermos mais ainda. Pegamos novamente a estrada e fomos até Rotorua, apesar do cansaço. A estrada era um breu só, sem nenhum carro passando, o que nos fez ficar com sono em alguns momentos...chegamos até a cogitar dormir em cidades antes, mas nenhum lugar pelo qual passamos parecia ter um hotel, de tão pequenas que eram. Paramos o carro algumas vezes para andarmos ao redor e acordarmos...foi tenso. Ao chegarmos em Rotorua, paramos no primeiro motel que vimos, o Pohutu Lodge Motel, que para nossa sorte, era excelente!!! Pegamos um quarto com banheira de hidromassagem e uma cama maravilhosa. O quarto na verdade era um apartamento, com dois quartos, dois banheiros e uma cozinha...um luxo só!




[caption id="attachment_235" align="aligncenter" width="690"] Luxo por duas noites[/caption]

Assim que chegamos fomos recepcionados pelos donos que moram ali também. São dois senhores muito bacanas, que nos deram várias dicas e fizeram lanche pra gente fora do horário permitido, já que viram que estávamos dirigindo há muito tempo e estávamos precisando comer algo. Prepararam um lanche com muitas torradas, queijos e bolos que saciou a nossa fome. Aproveitamos a banheira e nos esparramamos na cama super macia... Foi a noite mais bem dormida de todo o mochilão de 30 dias. =D


3°dia – domingo  (27/05/2012)


Acordamos por volta das 9h, tomamos um café da manhã excelente e fomos para o Wai-o-tapu Thermal Wonderlandver o geyser mais alto do parque entrar em erupção. Nos avisaram de que precisávamos estar lá por volta de 10h30 da manhã e ficamos nos perguntando o porquê da precisão do horário, já que era um fenômeno da natureza. Ao chegarmos lá, nós entendemos o motivo - não é uma erupção natural, mas sim induzida por um funcionário do parque, que joga um sabão dentro do buraco. Perdeu um pouco o encanto, mas mesmo assim, valeu a pena ver o geyser espirrar água a alguns metros de altura.




[caption id="attachment_236" align="aligncenter" width="690"] Geyser no início da erupção[/caption]

Depois deste geyser, seguimos andando pelo parque que tem muita atividade termal. Uma paisagem mais bonita que a outra... as trilhas são bem explicadas e há muita coisa para se ver...ficamos lá muitas horas encantados com o que vimos, apesar do cheiro forte de enxofre em todos os lugares.




[caption id="attachment_237" align="aligncenter" width="690"] Água quentinha[/caption]

Saímos do parque e fomos até uma cachoeira de água quente recomendada pelo dono do nosso motel. Com o frio que estava fazendo, um banho quente era bem visto em qualquer hora do dia, ainda mais de cachoeira, que era novidade para nós. Estacionamos o carro e fomos ainda agasalhados até a cachoeira. Nos deparamos com algumas pessoas tomando banho, super relaxadas...deu muita vontade de entrar. Trocamos de roupa ali mesmo no frio e entramos na água bem quente. Que delícia que estava! O problema era o cheiro de enxofre, que realmente incomodou um pouco. Começamos a nos perguntar se faria bem para o nosso organismo e decidimos não ficar muito tempo, já que estávamos na dúvida da resposta.




[caption id="attachment_238" align="aligncenter" width="690"] Cachoeira quente com pessoas aleatórias[/caption]

Voltamos para o carro com muito frio e fomos direto para o motel, tomar banho quente. Nos arrumamos, ficamos um pouco no quintal do motel apreciando a vista de um geyser explodindo e fomos dar uma volta na cidade, muito lindinha por sinal. Passamos no supermercado, compramos nosso jantar e voltamos para o nosso apê. Que dia relaxante...




[caption id="attachment_239" align="aligncenter" width="690"] Vista do motel[/caption]

4°dia – segunda (28/05/2012)


 Acordamos ás 9h, fizemos checkout do motel e fomos em direção ao aeroporto, onde pegaríamos um vôo até Christchurch, na ilha Sul da Nova Zelândia. Entregamos o carro no aeroporto mesmo e ficamos fazendo hora até o horário do nosso vôo. O aeroporto é uma graça, super pequenininho e o avião que pegamos também, com hélices externas, para a minha surpresa e pânico...




[caption id="attachment_240" align="aligncenter" width="690"] Teco teco...[/caption]

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Mendoza, Puente del Inca e Uspallata em 3 dias

1°dia – domingo (22/05/2011)


Depois de 10 horas de viagem de ônibus desde Córdoba, cheguei em Mendoza às 9h da manhã. Passei no centro turístico da rodoviária e eles me indicaram um ônibus que passaria em frente ao meu hostel. Peguei o ônibus e depois que me dei conta de que precisava ter um cartão específico para pagar o ônibus, ou seja, não rolou pagar com grana. Mó mico...a sorte é que uma moça dentro do ônibus pagou para mim. =)


Cheguei no albergue, muito bonitinho por sinal, e fiz check in em um quarto com 5 camas e 1 só banheiro, só para mulheres pelo menos. Adorei o clima do albergue, porque é tudo colorido, novinho e a galera que estava nele era bem animada. Saí para andar na cidade e me dei conta de que tudo estava fechado, por ser domingo...que cidadezinha linda, viu... prédios baixinhos e casas, com muitas árvores e córregos nas ruas, com folhas amarelas e alaranjadas enfeitando ... Comprei o cartão pré-pago do ônibus e decidi ir até o Parque San Martin, onde tem o Zoológico e  o Cerro de La Gloria, principalmente.




[caption id="attachment_198" align="aligncenter" width="690"] Vista do Cerro.[/caption]

Adorei o passeio nos dois, principalmente no Cerro, por causa da vista desértica. Para chegar lá, peguei uma trilha com indicação de ser de 5 minutos, mas demorei uns 20, que subia desde o zoo até o topo do morro.  Lá de cima, tirei muitas fotos, lanchei e aproveitei para ler o guia e planejar minhas atividades na cidade.


Peguei um ônibus até a Plaza Independencia, onde estava sendo exibida uma peça de comédia, com muitas pessoas sentadas na grama, tomando chimarrão. Fiquei um tempo assistindo, mas depois de não achar tanta graça, decidi continuar andando. Fui no Museo Municipal Arte Moderno já que ele ficava dentro da praça, mas não achei nada demais.




[caption id="attachment_200" align="aligncenter" width="690"] A placa já diz tudo[/caption]

[caption id="attachment_199" align="aligncenter" width="690"] Teatro ao ar livre[/caption]

De lá, decidi começar o tour  em sentido horário pelas 4 praças equidistantes da Plaza Independencia, começando pela Plaza Espana. O mais  legal da praça é a água azul que está na fonte central, de onde é possível ver um painel com uma grande e antiga pintura em cerâmica. Alguns bancos, pessoas descansando e uma vegetação bem cuidada dão um clima delicioso à ela.




[caption id="attachment_201" align="aligncenter" width="690"] Plaza Espana, com água azul e cerâmicas pintadas.[/caption]

Depois de lá fui para a Plaza Itália, também muito bem cuidada. E para minha surpresa, água azul novamente na fonte central.




[caption id="attachment_202" align="aligncenter" width="690"] Plaza Itália, também com água azul.[/caption]

Depois de algumas fotos e apreciação, segui para a próxima praça, a Plaza Chile. Também com água azul em sua fonte e vegetação bem cuidada, mas agora com um plus ... sol nos bancos!




[caption id="attachment_203" align="aligncenter" width="517"] Plaza Chile.[/caption]

Aproveitei para me esquentar e descansar um pouco, antes de seguir para a última praça, mais perto do meu albergue, a Plaza San Martin. Nesta me deparei com muitos adolescentes andando de skate e bicicletas, o que me fez ficar pouco tempo, por causa da barulheira causada.




[caption id="attachment_204" align="aligncenter" width="690"] Plaza San Martin.[/caption]

Segui andando e fui novamente até a Plaza Independencia porque o pouco fluxo de pessoas na rua estava indo para lá. A peça ainda estava acontecendo e agora tinha uma feira de artesanatos bem bonitinha, onde só comprei o meu imã de geladeira, como de costume. Mas que deu vontade de levar muitas lembrancinhas, deu...


Voltei para o albergue e agendei o passeio do Tour Alta Montana para o dia seguinte . Conversei um pouco com minhas roommates e chapei na cama. Que delícia o quarto...


2°dia – segunda (23/05/2011)


Acordei às 6h, tomei um café da manhã bem gostosinho no albergue e esperei pela van que me levaria para o passeio agendado para às 7h. Coloquei diversas camadas de roupa, luvas e gorro e preparei minha mochilinha com câmera, bateria extra e lanchinhos. Entrei no micro ônibus com pouco sistema de aquecimento e logo logo estávamos na estrada vendo o sol nascer por trás das montanhas com neve eterna no topo. O visual é desértico e encantador...foi nessa estrada que o filme "7 anos no Tibet" foi gravado.




[caption id="attachment_208" align="aligncenter" width="690"] 7 anos no Tibet[/caption]

Depois de quase 2 horas de viagem, chegamos a Uspallata, um vilarejo bem simpático com um visual lindo, onde entramos em um restaurante para tomarmos chocolate quente e comprar quitutes deliciosos.




[caption id="attachment_206" align="aligncenter" width="690"] Vista do restaurante em Uspallata.[/caption]

Aquecidos, voltamos para o micro ônibus e seguimos viagem.  Depois de um tempo, paramos em um lugar considerado sagrado, com um riacho e uma ponte feita de pedras, muito linda por sinal. Conheci uma menina mexicana muito gente boa que também estava viajando sozinha. Foi uma boa companhia!




[caption id="attachment_207" align="aligncenter" width="690"] Ponte sagrada na estrada dos Andes.[/caption]

Seguimos até Puente del Inca e estava rolando um feira de artesanatos bem fofinha. Imã comprado, fotos tiradas, paisagem apreciada, hora de voltar para o ônibus.




[caption id="attachment_209" align="aligncenter" width="690"] A ponte mais diferente que já vi.[/caption]

Continuamos na estrada até que chegamos na entrada do Parque Aconcágua, com a montanha bem visível da entrada, toda linda. Que poderosa! Começamos uma trilha pelo parque e passamos por diversos laguinhos congelados. O visual é muito bacana, porque é um deserto com vegetação bem rasteira e montanhas rochosas, com neve no topo. No inverno, chega a ter até 5 metros de neve onde eu estava pisando...




[caption id="attachment_210" align="aligncenter" width="690"] Trilha do Parque Aconcágua, com a montanha ao fundo.[/caption]

Depois do parque, pegamos o ônibus de volta e paramos em um restaurante para o almoço que já estava incluído no passeio. Conheci outras meninas que também estavam viajando sozinhas, o que foi bem legal.  O almoço estava delicioso, assim como o meu soninho depois dele, dentro do ônibus em movimento. Só um detalhe... Se seguíssemos aquela estrada, chegaríamos em poucas horas em Santiago. =D


Ah! Existe siesta em Mendoza, então a cidade durante 12h e 16h está praticamente vazia, porque as pessoas voltam para casa para almoçar e dormir. Mas o lado bom é que ao chegar na cidade depois deste horário, está tudo aberto e tem muita gente andando pelas ruas...e fica assim até umas 20h, 21h.


Cheguei no albergue, tomei banho e entrei no facebook para acertar os detalhes do chopp com as meninas que conheci. Peguei um taxi, passei no albergue delas e fomos direto para a rua Aristides para um bar de tapas bem gostoso e chiquitoso (não lembro o nome). Bebemos algumas cervejas argentinas (Imperial) e comemos tapas e pizzas.  Saímos de lá um pouco tarde, mas nada muito absurdo, que me fizesse perder a hora no dia seguinte...


3°dia – terça (24/05/2011)


Acordei às 8h,  tomei café da manhã, arrumei minha mochilona e fiz checkout, deixando-a no locker do albergue. Às 10h, chegou a land rover da empresa do vôo de parapente. Passamos para pegar umas americanas bem metidas e seguimos para o topo da montanha, onde faríamos os saltos.  Que visual maneiro! Bem parecido com o dia anterior, mas a emoção do primeiro pulo de parapente fez tudo ficar mais legal do que o normal...




[caption id="attachment_212" align="aligncenter" width="690"] Vista do topo do morro, antes de voar[/caption]

O instrutor preparou todo o equipamento, analisou o vento, conversou com os outros instrutores e me chamou...que friozinho na barriga! Depois de alguns minutos me preparando para o pulo, tinha chegado a hora de pular em direção ao precipício, na cara e coragem. Nossaaaa!!! Muita adrenalina ... saí correndo junto com o instrutor e antes de cair no precipício o parapente já nos puxou para cima e a sensação foi maravilhosa. Ficamos 40 minutos voando, fazendo algumas estripulias até...o frio na barriga passou e deu para curtir bastante o passeio. Valeu cada centavo gasto...




[caption id="attachment_213" align="aligncenter" width="690"] Durante o vôo[/caption]

Depois do pulo, o motorista da land rover me deixou em um lugar bom para pegar ônibus para a região de vinícolas de Maipu. Tinha agendado um tour para as vinícolas, mas ele foi cancelado por  não ter gente suficiente...se quisesse conhecer, teria que ir explorar sozinha. E assim fui. Peguei um ônibus bem basicão até a cidade de Maipu e ao chegar lá, já fui procurar um lugar para alugar bicicleta. Li em alguns guias que passear de bicicleta por esta região é o máximo...e realmente é.




[caption id="attachment_215" align="aligncenter" width="690"] Estrada durante pedalada[/caption]

Passeei por várias vinícolas (as que mais gostei foram Tempus Alba - bem moderna e Familia di Tommaso, bem tradicional),  fui no Museu do Vinho e acabei bebendo além da conta nas degustações oferecidas ...tão além da conta que fui escoltada por uma moto de polícia local, porque não estava conseguindo andar em linha reta na estrada. =D Foi uma pedalada boa viu...quase perdi a hora de pegar o ônibus de volta para Mendoza.




[caption id="attachment_214" align="aligncenter" width="690"] Tour by myself[/caption]

Tinha comprado o meu ônibus de 12h  para Neuquén às 20h30 e cheguei no albergue às 19h50,ou seja, bem em cima da hora. Se tivesse um trânsitozinho a mais, perdia meu ônibus...ainda bem que deu certo!