terça-feira, 30 de outubro de 2012

Visconde de Mauá em 3 dias

On the way...


Saímos do Rio direto do trabalho, depois de passar no Zona Sul para comprar lanches gostosos. No carro, além dos lanches e nós, estão as 2 mochilas, uma barraca e um colchão inflável. Saímos por volta de 21h da zona sul e graças ao trânsito da linha vermelha , só chegamos em Penedo por volta de 00h. A estrada de Penedo até Mauá está melhor, com menos buracos, mas quando passamos de Mauá e fomos em direção a Maringá (RJ) para o  Camping Vale das Cachoeiras, o cenário mudou. A estrada para o camping não é asfaltada e tem muitos buracos. Estava um breu danado, então fomos bem devagar para não destruir o carro, que não era 4x4. Chegamos no camping por volta de 02h e, apesar não ter ninguém para nos receber e de só ter uma barraca montada (no feriado, é estranho), decidimos ficar por lá mesmo. Fomos ao banheiro, nos arrumamos e fomos montar nossa barraca + colchão perto do rio. Que posição excelente...dormimos ninados pelo riozinho. =)


1° dia - sexta (20/01/2012)


 Acordamos, nos arrumamos e conversamos com os donos do camping para pagarmos o feriado. Se não me engano, o casal custou R$100, para o feriado inteiro. Eles moram em uma casa bem bacana dentro do camping e têm um filho pequeno chamado Aquiles,  que é bem serelepe. Ele fez questão de ficar no vestiário enquanto eu tomava banho, para meu constrangimento maior. Depois que o pai o chamou, ele tratou de seguir seu rumo... \o/




[caption id="attachment_686" align="aligncenter" width="690"] O camping vazio...[/caption]

Saímos para conhecer a cachoeira Alcantilado , que é bem perto do camping. Chegamos em meia hora no estacionamento da cachoeira e começamos a fazer a trilha. São 9 cachoeiras, contando a principal. Cada um com sua beleza...e a mesma água gelada.




[caption id="attachment_664" align="aligncenter" width="690"] Um riachinho...[/caption]

[caption id="attachment_665" align="aligncenter" width="690"] A primeira cachoeira...[/caption]

[caption id="attachment_666" align="aligncenter" width="517"] Depois outra...[/caption]

[caption id="attachment_667" align="aligncenter" width="690"] Mais outra...[/caption]

[caption id="attachment_668" align="aligncenter" width="690"] E outra...[/caption]

No meio da trilha tem um mirante bacana, super estratégico par dar aquela respiradinha básica. Depois de algum tempo subindo (acho que mais de 1 hora), chegamos à principal. Que coisa linda! Olha só:




[caption id="attachment_669" align="aligncenter" width="517"] A principal![/caption]

[caption id="attachment_670" align="aligncenter" width="690"] E a vista ...[/caption]

Ficamos um tempo lá apreciando a cachoeira e a vista, que é bem legal também. Depois começamos a descer e paramos em uma cachoeira (confesso que não lembro qual) para relaxar. Depois de algum tempo, descemos tudo e decidimos ir almoçar/jantar. Dirigimos até a cidade de Visconde de Mauá (que não tem nada demais) e comemos no restaurante Gosto com Gosto, indicado pela minha sogra. Deliciosa a comida! O restaurante estava até cheio, considerando que eram umas 17h.


Saímos de lá e voltamos para o camping, um pouco cansados. Tomamos banho, nos arrumamos e fomos para nossa barraca. Tomamos nossa garrafa de vinho toda e dormimos como pedras. Perfeito! =D


2° dia - sábado (21/01/2012)


Acordamos um pouco tarde e tentamos ir para Maromba, para visitar a cachoeira do Escorrega. Tentamos, mas não conseguimos passar da entrada da Maromba, porque tinah um engarrafamento absurdo.




[caption id="attachment_671" align="aligncenter" width="690"] Trânsito![/caption]

Demos meia volta e fomos conhecer a cidade de Maringá (MG), que é uma graça. Visitamos a loja Casa de Velas, que tem cada coisa lindaaaaa...valeu muito a pena. Fizemos umas comprinhas e decidimos procurar um lugar para almoçar. Paramos no restaurante Bier Garten, que chamou nossa atenção pelo seu design diferente. Que ótima decisão!! A comida é divina, o atendimento é bom e as cervejas que tomamos estavam maravilhosas...




[caption id="attachment_673" align="aligncenter" width="690"] Lugar arejado..[/caption]

[caption id="attachment_672" align="aligncenter" width="690"] Comendo em um sofázinho...[/caption]

[caption id="attachment_675" align="aligncenter" width="517"] Cervejas da região MARAVILHOSAS![/caption]

[caption id="attachment_674" align="aligncenter" width="690"] Comidinha boaaa que só.[/caption]

Ficamos boa parte da tarde lá e quando saímos, decidimos ir visitar a Cachoeira do Escorrega e a Cachoeira Véu da Noiva. Como tinha chovido bastante, a Cachoeira do Escorrega estava com placas de "Perigo", porque tinha muito volume de água e escorregar lá de cima poderia ser perigoso. Consegui convencer meu namorado a não desobedecer a placa, mas não consegui evitar que ele entrasse na cachoeira normalmente e fosse até a queda d'água. Quando chegou perto da queda d'água, sumiu e só apareceu alguns segundos depois, uns 10 metros depois da queda. Que alívio vê-lo bem, apesar de assustado com a força da água.




[caption id="attachment_676" align="aligncenter" width="690"] Escorrega (literalmente)...[/caption]

Depois paramos em uma cachoeira de onde é possível pular de uma pedra (Cachoeira Poção) a uma altura de 7 metros. Ele pulou...eu fiquei só olhando e filmando =D




[caption id="attachment_677" align="aligncenter" width="690"] A pedra fica no canto esquerdo...[/caption]

Saímos de lá e fomos na cachoeira do Véu da Noiva, apesar da chuvinha que estava rolando. Não achei nada demais para ser sincera... Voltamos para a cidade e paramos em um quiosque para tomar umas cervejinhas. Pena que estava fechando... Voltamos para o camping e aproveitamos para jantar por lá mesmo. A dona do camping fez uma comidinha maravilhosa, super em conta... dormimos muito bem depois.


3° dia - domingo (21/01/2012)


 Acordamos e decidimos andar à cavalo. Passeamos um pouco pela região de carro e ligamos para a primeira placa que vimos sobre este tipo de passeio. Vimos placas de quadriciclo para alugar também, mas o chato é que o guia vai junto, então não temos toda a liberdade do mundo. Ligamos para a fazenda onde dá para andar de cavalo e agendamos o passeio para pouco tempo depois.


Pegamos estrada em direção a fazenda e para nossa surpresa, era muitoooo longe. A estrada uma hora ficou só de terra, muito, muito esburacada, mas foi legal porque deu para ver várias fazendas enormes e bem cuidadas, então o passeio acabou sendo gostoso.




[caption id="attachment_678" align="aligncenter" width="517"] Na estrada...[/caption]

[caption id="attachment_679" align="aligncenter" width="690"] Depois de uma hora...[/caption]

Depois de algum tempo dirigindo (acho que mais de 1 hora), chegamos à fazenda e fomos recebidos por uma galinha d"angola solitária e carente. Encontramos o rapaz que falou conosco no telefone e fomos montar nos nossos cavalos.




[caption id="attachment_681" align="aligncenter" width="690"] Galinha linda![/caption]

[caption id="attachment_680" align="aligncenter" width="690"] Nossos cavalos (tratamento VIP)[/caption]

Adorei a experiência! Principalmente quando chegamos no nosso camping, que estava no meio da nossa rota. Deu para galopar e trotar bastante, para minha alegria (e posterior dor absurda nas costas). Paramos depois em uma cachoeira para tomar banho (não lembro o nome). O passeio todo deve ter durando quase 2horas...foi muito legal. Recomendo, apesar de não lembrar o nome da empresa com que fechamos.  


Voltamos para a fazenda e o mocinho foi super simpático e nos mostrou 2 potros (1 com 1 dia e outro com 15 dias) horrorosos, ao meu ver...rs.




[caption id="attachment_682" align="aligncenter" width="690"] Com 1 dia apenas![/caption]

[caption id="attachment_683" align="aligncenter" width="690"] Com 15 dias...[/caption]

Saímos de lá e voltamos para o camping para nos arrumarmos, afinal estávamos chechelentos. Guardamos nossas coisas no carro e seguimos para Maromba, para almoçarmos. Paramos no restaurante D' Corleone e comemos uma boa truta. Apesar de termos pedido um dos pratos mais simples, achamos que valeu a pena.


Saímos de lá e compramos algumas caixas de cerveja da região e fomos pegar a estrada de volta ao Rio.


Que delícia de viagem...


OBS : Pesquisando links para colocar neste post, encontrei este aqui de Mauá, bem legal. Dá uma olhada: http://viscondedemaua360.com.br/cachoeiras


 

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Queenstown e Milford Sound em 4 dias

  1° dia - quinta (31/05/2012)


 Depois de algumas horas na estrada, finalmente chegamos a Queenstown, a cidade mais esperada por nós. Queenstown é a capital mundial dos esportes radicais e nós saímos do Brasil querendo  fazer tudo o que estivesse ao nosso alcance,  principalmente o famoso bungy jump.


A primeira impressão da cidade foi a melhor possível...que cidadezinha linda. Rodeada por montanhas, com lago, com casinhas bonitinhas, trânsito organizado, nenhum lixo na rua...enfim, surpreendente.




[caption id="attachment_629" align="aligncenter" width="690"] Cidade de boneca[/caption]

Como tínhamos ligado para a empresa do Jet Boat da estrada e sabíamos que daria tempo de fazer o passeio, fomos direto ao centro de compras de esportes radicais da cidade. Sim! Isso mesmo! Existe um lugar onde todos os passeios estão reunidos e você pode comprar e agendar tudo de uma só vez, ganhando vários descontos. Valeu MUITO a pena!


Estacionamos nossa campervan em um estacionamento pago bem pertinho, compramos nossos ingressos de Jet Boat, Bungys, Swing e Rafting e fomos lanchar em um mini restaurante bem em frente ao centro de turismo, já que o passeio saía em 15 minutos e estávamos famintos.




[caption id="attachment_630" align="aligncenter" width="690"] Restaurante transadinho bem em frente ao centro de turismo[/caption]

Compramos também o passeio para Milford Sound, pela mesma empresa da nossa campervan.


Voltamos para o centro na hora combinada e o ônibus da empresa do jet boat saiu pontualmente em direção ao rio onde seria o passeio. Depois de uns 20 minutos dentro do ônibus, chegamos ao local onde pegamos a lancha. Deixamos as nossas coisas no locker que eles oferecem e entramos na lancha, sem muitas expectativas, achando que seria um passeio de lancha em alta velocidade.




[caption id="attachment_631" align="aligncenter" width="690"] Locker ao lado do rio[/caption]

Cara, foi o MELHOR PASSEIO DE LANCHA DA MINHA VIDA! Além de ir em altíssima velocidade, o piloto faz inúmeras estripulias longe e perto das rochas do canyon. Coisa de doido demais!!! Nós sentamos no banco da frente e eu indico fortemente para pessoas que não possuem problema cardíaco. É impressionante como a lancha chega perto das pedras e deixam a gente com a sensação de batida 100% do tempo. A adrenalina é muito alta...cuidado, hein! Saímos do passeio e fiz questão de comprar as fotos e o vídeo do passeio, apesar do preço ser extorsivo (quase outra corrida por pessoa). As fotos estão ótimas e o vídeo, apesar de sem som, está hilário. Uma recordação para o resto da vida. RECOMENDO MUITO O PASSEIO E AS LEMBRANÇAS!




[caption id="attachment_632" align="aligncenter" width="690"] Lugar de onde sai o jet boat...[/caption]

Voltamos para a cidade super animados com o que íamos vivenciar naquela cidade. Primeira experiência foi um sucesso...queríamos muito mais! Passeamos um pouco pela cidade e acabamos parando para comer no McDonalds dentro de um shopping perto do cassino. Depois de satisfeitos, fomos aos dois cassinos na cidade para não perder o costume. Ganhamos um dinheirinho com a roleta e decidimos que era hora de sair, indo direto para onde a campervan estava estacionada. Pegamos o carro e fomos para o holiday park que achamos ser o melhor para nós, por ficar perto de tudo. A localização realmente é ótima, assim como as instalações. Tomamos nossos banhos e depois fizemos o jantar dentro da campervan, porque estava um frio danado do lado de fora. Decidimos montar a cama embaixo (a campervan tinha duas camas de casal - uma em cima, meio claustrofóbica e outra embaixo, que requisitava mais organização e trabalho) e dormimos muito bem.


  2° dia - sexta (01/06/2012)


Acordamos muito cedo para pegar a excursão de rafting e estava um friooooo. Tomamos um rápido café da manhã no carro e fomos para a cidade, para o local combinado. Como ainda tínhamos uns 10 minutos para passear, decidimos passar em uma padaria e comprar chocolate quente e um croissant de chocolate que estava simplesmente maravilhoso! Não lembro o nome da padaria, mas ela fica na rua principal da cidade, bem pertinho do centro de turismo. Vale a pena fazer uma visitinha.




[caption id="attachment_633" align="aligncenter" width="517"] Dados do Centro de Turismo[/caption]

O ônibus da empresa chegou com atraso, mas chegou!  Estávamos com o tempo contado, porque na parte da tarde íamos fazer o bungy + swing, então não podíamos atrasar com o passeio da manhã. Entramos no ônibus e ficamos uns 30 minutos nele, até que chegamos em um local para colocarmos roupas apropriadas e guardar as nossas coisas. Que estrutura bacana eles têm. Mesmo com a roupa de neoprene, estávamos com frio...a temperatura estava cerca de 5 graus celsius, então já viu né.  Com todos vestidos, a empresa nos levou de ônibus até o local onde teríamos que entrar na lancha. Tivemos que fazer uma mini trilha para chegar até a margem do rio então já fomos nos aquecendo...




[caption id="attachment_634" align="aligncenter" width="690"] Colocando roupas quentes para a água[/caption]

Entramos no bote dentro do rio Kawarau, porque o rio Shotover no inverno exige um translado de helicóptero até o topo que deixa tudo muito mais caro.  O nosso instrutor do bote era descendente de Maori e o inglês dele era impossível de entender. A nossa sorte foi que o rio estava tranquilo, então não tinha muito o que fazer e o que ouvir ele dizer. Sorte e azar né, porque pagamos caro para fazer um passeio que achávamos ter muita adrenalina e não aconteceu. Depois fiquei sabendo que o passeio no rio Shotover, o mesmo do Jet Boat, é muito melhor que no rio Kawarau. Atenção hein! Este passou não valeu a pena, por mais que o visual fosse muito legal. É um passeio de bote, não rafting...rs.


Depois do passeio sem graça, voltamos para a base deles, onde nossas coisas estavam guardadas e pudemos usar um pouco a sauna, que caiu super bem, porque ainda estava muito frio. Depois tomamos banho lá mesmo e pegamos o ônibus de volta para a cidade. Ao chegarmos lá, aproveitamos para comer (de novo no McDonalds) e usar os computadores do centro de turismo para dar notícias.


Perto da hora de pegar o ônibus para o local onde o salto de bungy e swing acontecem, nos chamaram para sermos pesados. Nossos pesos foram escritos nas nossas mãos, assim como os números dos nossos saltos e depois entramos no ônibus para seguirmos em frente. O visual do passeio é muito bacana...passamos pelo lago na cidade, depois por vinícolas e depois começamos a subir uma montanha com vegetação meio desértica, que no inverno, é somente neve.




[caption id="attachment_635" align="aligncenter" width="690"] Saindo da cidade...[/caption]

[caption id="attachment_636" align="aligncenter" width="690"] On the way...[/caption]

[caption id="attachment_637" align="aligncenter" width="690"] Subindo...[/caption]

Chegamos ao local onde os saltos acontecem e onde todos os preparativos acontecem. Eu estava em pânico e meu namorado estava super bem, animadão. Colocaram uma espécie de roupa especial com ganchos e nos pesaram novamente. Escreveram de novo os pesos na mãos. Repare que até aqui não sabemos de onde vamos pular...acho que eles fazem assim de propósito. Nos direcionaram para o local do pulo, que é absurdamente alto! Vou tentar explicar para você conseguir entender como eu estava me sentindo.




[caption id="attachment_638" align="aligncenter" width="600"] Pulamos dali ó...daquela casinha.[/caption]

[caption id="attachment_639" align="aligncenter" width="690"] Não olhe pra baixo!!![/caption]

[caption id="attachment_640" align="aligncenter" width="690"] Um zoom na casinha...[/caption]

O lugar é um vale tá...nós estamos em cima de uma das montanhas deste vale. Desta base onde estamos, saí um teleférico que anda para frente até uma casinha no meio do vale, a uns 160 metros de altura. Quando você olha para baixo no vale, você vê um rio meio vazio, com várias pedras. Ao entrar no teleférico, você avista uma pessoa pulando naquela imensidão, com um grito de pânico no início e depois um silêncio absurdo. Daí você toma coragem e continua olhando para ver se a pessoa está bem...depois de 8 segundos de queda com cabeça para baixo, ela é puxada pela corda para cima e depois cai por mais alguns segundos, fazendo isso duas vezes. Depois da segunda vez, ela puxa uma corda da sua roupa e uma cadeirinha é criada, para que ela possa ficar sentada e ser puxada sem estar de cabeça para baixo. Coisa de louco!!!


Ao ver isso, eu entrei em pânico total. Mais ainda quando ao chegar na casa, me deparei com um chão de vidro, mostrando a minha altura em relação a um rio que estava minúsculo, de tão longe. Me dei conta de que não queria estar ali, mas adivinha só...o dinheiro do bungy não é reembolsável e nem é transferível, ou seja, eu iria perder os meus NZ$375 (pacote de 2 bungys + 1 swing - aproximadamente 700 reais) caso amarelasse. Tentei me acalmar, mas não obtive sucesso. Meu namorado foi logo o primeiro a ser chamado dos 3 que pegaram o teleférico. Como ele estava calmo... o rapaz da empresa conferiu se sua roupa estava OK, fez algumas perguntas, algumas piadinhas e eu fiquei filmando e tirando fotos do momento. De repente o rapaz mandou ele sentar em uma cadeira para que ele pudesse prender a corda e começou a explicar como ele devia puxar a corda para que a cadeirinha fosse montada. Parecia que ele estava ensinando a quebrar ovos, de tão simples que ele estava tratando o assunto. "Dude, repete mil vezes essa explicação aí!!! Vai que a pessoa não entende direito (com adrenalina na cabeça fica difícil entender outra língua) e faz merda...ela pode morrer com a queda! "  -> foi a primeira coisa que eu pensei. O meu namorado muito sabiamente repetiu tudo o que ele havia explicado e confirmou se tinha entendido tudo direitinho. Tinha. Pronto, era a hora. Depois de ele olhar para a câmera indicada pelo rapaz para tirar fotos, ele teve que se levantar da cadeira e ir andando até a beira da casa, ou seja, a beira do precipício. O rapaz continuou conversando com ele, explicou que ia deixar a corda cair e que ele ia sentir uma pressão e logo depois disso, ele falou que podia pular. Senti meu coração na boca essa hora. Ver meu namorado ali, pronto para pular para o abismo foi a PIOR sensação da minha vida até o momento. Estava filmando tudo para registrar o momento, apesar das minhas mão trêmulas. Quando ele tomou o impulso e finalmente pulou, achei que era o fim do mundo. Ele gritou e sumiu do meu campo de visão, para meu pânico maior. Andei até a beirada da casa, protegida por uma grade, para me certificar que tinha dado tudo certo em sua queda. Depois de uns 20 segundos dele caindo e quicando, sim, ele estava sentadinho na cadeira como deveria e já ia subir. Que alívio... ele começou a ser puxado para cima e logo pude vê-lo, com uma alegria enorme no rosto. O rapaz da empresa o puxou para dentro da casa, depois de alguns pedidos desesperados meus e em pouco tempo, apesar de ter parecido uma eternidade,  ele estava ali, são e salvo. Fiquei tão feliz quando o abracei com toda a força do mundo =D Parecia que o pesadelo tinha passado. Na na ni na não. Tinha dado uma pausa somente.


Depois do meu namorado, o outro cara que pegou o teleférico foi o próximo e eu me toquei que seria logo depois dele. O pânico voltou todinho, até com mais intensidade. Depois que o cara voltou, me chamaram para a tal cadeira. Ouvi tudo direitinho, tentando não esquecer de respirar. Pedi para ele repetir para ver se eu tinha entendido, repeti o que entendi para ter a confirmação se estava tudo OK e isso foi ótimo, porque me deu certa segurança e tempo para me acalmar. Só que, ao andar em direção ao abismo, toda a minha calma sumiu. Minhas pernas começaram a tremer, não conseguia me mexer e muito menos olhar para o abismo. Comecei a ter palpitação e não conseguir respirar direito, então acabei pedindo para o rapaz da empresa me dar um pouco de tempo. Ele disse que tínhamos que pular o quanto antes, porque tinham outras pessoas na fila e aquilo acabou me emputecendo, mas serviu como um quebra pânico. Fui devargazinho de olhos fechados até o abismo, segurando fortemente no rapaz da empresa. Tirei as fotos necessárias e me preparei para pular. Como desejei que pudesse ser empurrada. É horrível ter que tomar impulso e pular para o abismo...parece uma atividade suicida, sendo que a última coisa que quero fazer com a minha vida é terminá-la. Depois de algum tempo tomando coragem, pulei. Pulei gritando muito, de olhos fechados, mas depois de poucos segundos de queda, meu grito sumiu. Fiquei uns 5 segundos de olhos fechados, que pareceram horas, daí decidi abrir os olhos para ver o que estava acontecendo. Foi o tempo da corda me puxar para cima e eu quicar, conforme o rapaz tinha me explicado. Fiz isso duas vezes e puxei a cordinha, seguindo as orientações também passadas. Ao puxar  acorda, a cadeira foi montada e eu ouvi um estrondo que me fez pensar que eu tinha feito algo errado e ia cair para a morte. Me agarrei a corda e fiquei torcendo para aquele momento acabar. Não consegui curtir muito a experiência porque fiquei o tempo todo achando que as cordas iam falhar e eu ia morrer. Curti o visual depois que já estava subindo há uns segundos e curti principalmente o momento que pisei na casinha e pude agarrar meu namorado. Mas tirando isso, não curti mais nada... Devia ter lido mais sobre o histórico da empresa e sobre toda a experiências que eles possuem para ir mais confiante. Uma dica mais do que importante esta, hein.


Saí daquele lugar super aliviada mas em poucos minutos me lembrei que tinha mais um pulo para fazer - O MAIOR SWING DO MUNDO!! Este pelo menos ia ser com meu namorado junto, então seria menos pior. E foi. Pulamos agarradinhos, olhando um para o outro e depois de apenas uns 3 segundos de queda, começamos a balançar como se estivéssemos em um pêndulo, por isto o nome. Adorei o swing, por ser mais tranquilo que o bungy e por poder pular juntinho de alguém que me passou toda a segurança do mundo...curti bem mais =D




[caption id="attachment_642" align="aligncenter" width="690"] Indo em direção ao salto de swing...[/caption]

Compramos todas as fotos e vídeos possíveis, gastando uma fortuna, mas estávamos satisfeitos. We did it! Estávamos super orgulhosos de nós mesmos...haja coragem, viu. Pegamos o ônibus de volta para a cidade e ali comecei a sentir dor de cabeça e enjôo. Depois que chegamos à cidade, fomos para o outro local onde faríamos o terceiro e último salto, o Ledge Bungy. Este seria de uma montanha que fica na cidade mesmo, então a queda é olhando para as casinhas embaixo.




[caption id="attachment_643" align="aligncenter" width="690"] Voltando para a cidade...linda não!?[/caption]

Desisti de pular porque não estava me sentido bem, mas como este bungy foi praticamente de graça (NZ$30), não me senti tão culpada. Meu namorado foi e fez questão de repetir, já que era tão baratinho para ir de novo. O legal deste bungy é que apesar da altura ser bem menor que o Nevis, o pulo é freestyle. O primeiro pulo dele foi de pernas e braços abertos, pulando mesmo no precipício. Poucos segundo de queda, alguns quiques e pronto, ele estava de volta, bem. No segundo pulo, ele decidiu cair de costas e para isto, pediu ajuda do rapaz da empresa, para segurá-lo de costas e depois soltá-lo. Depois de posar para fotos, ele esperou o rapaz soltá-lo, mas foi surpreendido por uma brincadeira de muito mau gosto - o cara que amarrou sua roupa e sua corda gritou falando que tinha esquecido algo. Nesta hora, meu namorado tentou agarrar o braço do rapaz que estava segurando-o, mas não conseguiu. Caiu em pânico, achando que ia morrer, já que algo tinha sido esquecido. Pânico, pânico, pânico. Eu estava de longe, na ponte, filmando-o. Quando o vi caindo sem gritar de adrenalina, percebi que algo estava estranho e comecei a gritar perguntando se ele estava bem. Depois de algum tempo, ele respondeu que sim, para meu alívio. Depois que nos encontramos ele me contou da brincadeira dos caras... ai se fosse comigo...rs.




[caption id="attachment_644" align="aligncenter" width="690"] Bungy em cima da cidade[/caption]

Saímos de lá e ficamos apreciando a vista lá de cima, que é encantadora e muito romântica à noite. Depois de um tempo descemos para passear na cidade. Andamos, jantamos e fomos ao cassino, por menos tempo que no dia anterior. Voltamos para a campervan, tomamos banhos e dormimos com a sensação de meta cumprida. =D




[caption id="attachment_645" align="aligncenter" width="690"] Cidade toda iluminadinha...[/caption]

  3° dia - sábado (02/06/2012)


Acordamos bem cedo, tomamos café da manhã dentro do carro e na padaria novamente e o ônibus do passeio chegou pontualmente onde era combinado. O problema é que eles venderam um ônibus que tinha teto de vidro e o que estava lá não tinha, porque havia dado algum problema...Não recebemos estorno do dinheiro, porque havia uma cláusula mínima  no contrato que dizia que isto podia acontecer. Pegadinha do malandro esta...


Estava muito frio e com bastante chuva, mas mesmo assim decidimos ir, na esperança de o tempo melhorar. Infelizmente isto não aconteceu. Preciso voltar lá com tempo melhor...O passeio dura o dia inteiro e tem várias paradas no meio do caminho entre Queenstown e Milford Sound.




[caption id="attachment_646" align="aligncenter" width="690"] Paz[/caption]

Paramos na cidadezinha Te Anau no meio do caminho, para comprar snacks e lembrancinhas. Seguimos pela estrada e começamos a parar para ver cachoeiras lindíssimas e um túnel que demorou cerca de 100 anos para ser construído. Vimos um acidente na estrada, infelizmente, o que nos fez agradecer a Deus pela decisão que tomamos de não ir de campervan até lá. Tínhamos lido que a viagem era longa e as estradas possuíam muitas curvas e podiam ser perigosas.




[caption id="attachment_647" align="aligncenter" width="690"] On the road[/caption]

[caption id="attachment_648" align="aligncenter" width="517"] Cachoeiras no meio da estrada...[/caption]

Ao chegarmos em Milford Sound, entramos no barco para fazer o passeio pelo mar que é rodeado por montanhas que possuam cachoeiras. Um lugar mágico...




[caption id="attachment_649" align="aligncenter" width="690"] Paredões de cachoeira caindo no mar[/caption]

[caption id="attachment_650" align="aligncenter" width="517"] Lindo![/caption]

[caption id="attachment_651" align="aligncenter" width="517"] Um paredão mais alto que o outro...[/caption]

Estava muito frio e havia muita chuva, mas mesmo assim fizemos questão de ficar um tempo do lado de fora do barco, passando perrengue para apreciar a paisagem que apesar de nublada, tinha um toque especial. Tiramos algumas fotos, vimos focas e até almoçamos dentro do barco, já que compramos o pacote completo. Não acho que o almoço tenha valido a pena, se é que você quer saber. Preferia ter levado meu próprio sanduíche e barra de chocolate.


Nós amamos o lugar e saímos de lá querendo voltar com um tempo melhor, porque o visual deve ser mais encantador ainda. Vale muito a pena o passeio, mesmo com chuva!


Quando chegamos à cidade, fizemos questão de jantar em um restaurante bacana, para fechar com chave de ouro o nosso período em Queenstown. Fomos em um japonês, na mesma rua do shopping do McDonalds e Cassino, mas não consigo me lembrar o nome. O meu prato, uma espécie de yakisoba não estava bom, porque era uma sopa basicamente, mas o prato dele, que era composto de camarões gigantes....hummm..delícia.


Voltamos para a nossa casinha e nos arrumamos para dormir. Sensação de querer mais tempo em Queenstown brotou ali...mas já tínhamos comprado a passagem para Melbourne no dia seguinte, então tínhamos que seguir viagem... quem sabe voltamos um dia.


4° dia - domingo (03/06/2012)


Acordamos não tão cedo, tomamos café da manhã no carro e arrumamos nossas mochilas, pois tínhamos que entregar o carro e seguir com elas para a Austrália. Saímos com certa antecedência para encontrar o aeroporto e tudo deu certo. Entregamos o carro no próprio aeroporto e como tínhamos pago pelo seguro "stress free", foi a entrega de carro mais rápida de nossas vidas, porque eles não conferiram absolutamente nada.




[caption id="attachment_652" align="aligncenter" width="690"] Aeroporto fofo de Queenstown[/caption]

Fizemos nosso check in, gastamos nossos últimos dólares neo zelandeses pagando taxas de embarque e lanchinhos na sala de embarque e ficamos um bom tempo esperando nosso vôo, que foi bem pontual. É que nós nos adiantamos mesmo...O aeroporto é uma graça, super pequeno e aconchegante. Tem até um duty free lá, bonitinho que só...Ficamos olhando as fotos e lendo o guia Melbourne, para acertar o que íamos ver.


Até logo Nova Zelândia! Foi ótimo estar em você...tão ótimo que indicamos para qualquer pessoa e queremos voltar, nem que seja para fazer a mesma viagem novamente. Obrigada por ser tão acolhedora e linda. Continue assim. Beijos, FC


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Asunción, San Bernardino, Ciudad del Este e Foz do Iguaçu em 3 dias

"Porque Paraguai!? O que tem pra fazer lá? Vai comprar muamba?"


Estas foram as três perguntas que mais ouvi quando disse que ia para lá. Vou detalhar como tudo aconteceu...


No dia 11/10/2012 li uma notícia que mudou todos os meus planos para o feriado do dia 12 e 15 de outubro: queimadas na Serra do Cipó, em MG, meu destino escolhido para acampar com meu namorado. Queria fazer uma viagem relativamente barata, de preferência de carro, então comecei a pesquisar outras possibilidades no Rio, SP ou MG, já que não estava a fim de ir para um lugar em chamas. Dei uma olhada nas previsões do tempo no Clima tempo e praticamente todos os lugares que pesquisei apontavam chuva ou muita chuva. Desanimei com viagens de carro e comecei a pesquisar passagens baratas para o feriado, mesmo sabendo que em cima da hora tudo fica mais caro...


Encontrei algumas passagens boas (abaixo de R$500), para Brasília, Goiânia, Campinas, Vitória e BH, mas bateu uma vontade de ir pra fora do país... Comecei a olhar passagens para as capitais da América do Sul e vi que não eram tão mais caras assim. Algumas até dava para ir com milhas, mas não achei que 10.000 por trecho valesse a pena. Coloquei praticamente todas as capitais e tchan ran: a mais barata de todas era Assunção! Foi assim que decidi ir para o Paraguai!


Falei com meu namorado e depois de uma certa resistência, consegui convencê-lo de que seria legal, mesmo sem saber muito o que fazer por lá. Comprei a passagem e depois comecei a pesquisar o que fazer no Paraguai (nesta ordem mesmo...rs). Só encontrei dicas legais mesmo no site do Mochileiros. Olhei o meu livro “1000 lugares para conhecer antes de morrer” e fiquei chocada ao ver que a autora não dedicou uma linha sequer a qualquer lugar do Paraguai...oh dó. Mesmo assim, não desanimei...sabia que qualquer lugar com a companhia certa seria perfeito, então dei uma olhada nas atrações turísticas e depois do roteiro semi pronto, fui fazer minha mochila para viajar no dia seguinte.


  1° dia - sexta (12/10/2012)


Saímos do Rio por volta das 9h em um vôo da Gol para Guarulhos, de onde pegamos o vôo para Assunção às 13h. Chegamos no Paraguai por volta de 15h e logo trocamos nossos reais por guaranis, ainda na salinha onde pegamos as malas. MAIOR BESTEIRA DA VIAGEM! Ao atravessar o portão de desembarque, nos deparamos com empresas de câmbio com cotações bem melhores que a nossa, que foi 1 real para 1.827  guaranis (no cassino conseguimos 1 real para 2100 guaranis) . Passamos no stand de informações turísticas para pegarmos mapas e dicas do que fazer na cidade.




[caption id="attachment_565" align="aligncenter" width="690"] Aeroporto de Assunção[/caption]

Perguntamos sobre transporte de Assunção até nosso albergue e a moça do stand confirmou o que tínhamos lido na internet: o taxi tem preço fixo de 100.000 guaranis (aprox. 50 reais) e o ônibus 30A, que vai para o centro da cidade, custa somente 2.300 guaranis (aprox. 1 real), fazendo duas trajetórias diferentes: pela Rua Mariscal Francisco Solano Lopez (melhor para nós) ou pela Av Eusébio Ayala. Decidimos pegar o ônibus, que demorou cerca de 40 minutos para chegar na rua do nosso albergue. Ele é todo colorido, mas é um pouco desconfortável, bem parecido com os do Rio há alguns anos (estilo 175).




[caption id="attachment_594" align="aligncenter" width="690"] Bus colorido[/caption]

No trajeto do ônibus, nos surpreendemos positivamente com o visual da cidade...eu achava que era mais pobre e mais suja, com muitas lojas e camelôs espalhados. Não é.




[caption id="attachment_572" align="aligncenter" width="690"] Rua do centro de Assunção[/caption]

Chegamos na rua do nosso albergue e logo nos deparamos com algumas pessoas nas ruas assistindo televisão. Sim, isso mesmo. Eles tiram a TV de casa e colocam na calçada. Doido né!? Mas descobri que estava passando jogo de futebol, então talvez seja para eventos especiais só...




[caption id="attachment_573" align="aligncenter" width="690"] TV na rua (para o guarda, inclusive)[/caption]

Chegamos ao albergue Viajero Hostel e fomos muito bem atendidos por um cara uruguaio. Ele nos passou dicas do que ver, nos ajudou ligando para várias empresas de aluguel de carro e nos levou para o quarto privado. Ele explicou que o quarto tinha acabado de ser construído e portanto não tinha ar condicionado, o que não era o combinado. Podíamos ficar em outro quarto e compartilhar o banheiro ou ficar neste sem ar, então decidimos ficar com o quarto novinho mesmo. O albergue é bem arrumadinho e tinha acabado de estrear a piscina, portanto ainda tinham alguns restos de obra.




[caption id="attachment_590" align="aligncenter" width="690"] Área social do albergue[/caption]

[caption id="attachment_589" align="aligncenter" width="690"] Área para computadores (mesas de cimento)[/caption]

[caption id="attachment_567" align="aligncenter" width="690"] Vista do meu quarto (área externa do albergue)[/caption]

As pessoas que estavam lá eram meio estranhas, então nem me dei ao trabalho de puxar assunto com elas. Fomos para o quarto, com cheiro um pouco forte de tinta e logo nos arrumamos para sair. Já eram 16h e queríamos conhecer a cidade, já que no dia seguinte íamos pegar o carro para ir até Ciudad del Este.


Saímos do albergue e logo fomos na Iglesia de la Encarnación, que ficava no mesmo quarteirão do albergue. Ela é bonita por fora, mas mal conservada por dentro.




[caption id="attachment_568" align="aligncenter" width="690"] Iglesia de La Encarnacion[/caption]

[caption id="attachment_570" align="aligncenter" width="690"] Igreja por dentro[/caption]

[caption id="attachment_569" align="aligncenter" width="690"] Teto da igreja[/caption]

Seguimos descendo a rua 14 de mayo, passando pelo Asuncion Super Centro e outras galerias, até que chegamos à praça onde tem o Cabildo, o Congresso Nacional e a Catedral.




[caption id="attachment_571" align="aligncenter" width="690"] Um dos muitos centros de loja de Assunção[/caption]

[caption id="attachment_574" align="aligncenter" width="690"] Tenta ler a placa![/caption]

[caption id="attachment_575" align="aligncenter" width="517"] Praça do Cabildo e Catedral[/caption]

[caption id="attachment_576" align="aligncenter" width="690"] O Cabildo (com um evento de maquilagem rolando em frente)[/caption]

[caption id="attachment_581" align="aligncenter" width="517"] A catedral[/caption]

[caption id="attachment_577" align="aligncenter" width="690"] O Congresso[/caption]

[caption id="attachment_578" align="aligncenter" width="690"] Mais Congresso...e um "carro" fofo.[/caption]

Seguimos andando até o Palácio del Gobierno, que estava muito lindo todo iluminado. Dê uma olhada neste site para fazer um tour 3D pelo centro da cidade.Estava tendo algum evento nele, porque tinham muios guardas e um tapete vermelho bem comprido. Ficamos ali por uns minutos e logo vimos alguns guardas marchando, no estilo europeu/americano. Muito legal!




[caption id="attachment_580" align="aligncenter" width="690"] Palácio do Governo[/caption]

[caption id="attachment_579" align="aligncenter" width="690"] Soldadinhos[/caption]

O tenso de lá foi que  as ruas ao redor são meio escuras e desérticas, com guardas com metralhadora na mão fazendo a segurança. Deu uma sensação ruim, mas graças a Deus nada aconteceu! Continuamos andando e fomos até o Teatro Municipal, bem charmosinho até.




[caption id="attachment_583" align="aligncenter" width="517"] O Teatro Municipal[/caption]

Seguimos e passamos finalmente no Panteón de los Heroes, que estava MUITO LINDO iluminado. Como já tinha escurecido e a pracinha onde ele fica já estava um pouco vazia de gente e cheia de mosquitos, não achamos tão agradável assim ficarmos lá.




[caption id="attachment_584" align="aligncenter" width="690"] Panteon! Panteon![/caption]

Decidimos ir conhecer o cassino da cidade, mas como ele não estava no nosso mapa e nós não tínhamos ideia de onde ele era, acabamos perguntando na rua mesmo. Perguntamos para um rapaz muito simpático, que fez questão de nos levar até a porta do cassino de ônibus, já que ele também estava indo para aquela direção. Ele estava com sua irmã mais nova, então achamos que era seguro seguir com ele. Descemos depois de 20 minutos em um ponto de ônibus em frente ao cassino e logo fomos jogar! Que gracinha é o cassino...é pequeno, mas aconchegante. Trocamos nossos reais por guaranis, com a melhor cotação que vimos em toda a cidade (1 real para 2100 guaranis) e jogamos na mesa de roleta e blackjack, com apostas mínimas muito baratas (tipo 1 real). Depois de dobrarmos nosso dinheiro com muita emoção, decidimos jantar no próprio restaurante do cassino. Pedimos cervejas (Baviera e Pilsen) e comidas paraguaias (Chipas e uma carne a milanesa com fritas) e tudo estava maravilhoso. Para fechar a noite com chave de ouro, começou um show de salsa e algumas pessoas contratadas começaram a dançar absurdamente bem. Adoramos ...deu até vontade de dançar, mas ficamos só na vontade mesmo. Na saída do cassino, pegamos um taxi para o albergue que fez direitinho o caminho, sem tentar nos roubar (fiquei com o mapa na mão). Um dia feliz, acima das nossas expectativas =D




[caption id="attachment_585" align="aligncenter" width="690"] Chipas deliciosas![/caption]

[caption id="attachment_587" align="aligncenter" width="690"] Ótimos preços dentro do cassino![/caption]

[caption id="attachment_586" align="aligncenter" width="690"] Salsa, muita salsa![/caption]

 2° dia - sábado (13/10/2012)


Acordamos por volta de 9h para tomarmos o café da manhã que terminava às 10h. Pães, manteiga, geléia, doce de leite, suco, leite, chocolate  e sucrilhos a vontade, para nossa surpresa.




[caption id="attachment_588" align="aligncenter" width="690"] Super café de albergue![/caption]

Depois de lavarmos a louça, arrumamos nossas coisas no quarto e fomos até a recepção para fazer o check out e falar sobre o carro que seria alugado. A moça da recepção ligou para confirmar o carro e eles falaram que demorariam cerca de 1 hora para entregar o carro no albergue. Decidimos ir ao supermercado para comprar snacks para a viagem e nos deparamos com um shopping com calçada da fama e o supermercado no subsolo!




[caption id="attachment_591" align="aligncenter" width="690"] Shopping no centro[/caption]

[caption id="attachment_592" align="aligncenter" width="690"] Supermercado no subsolo do shopping[/caption]

[caption id="attachment_593" align="aligncenter" width="690"] Calçada da fama paraguaia =D[/caption]

Voltamos para o albergue achando que o carro já tinha chegado, mas não foi o caso. Ainda esperamos mais de 40 minutos por ele, ou seja, quase 2 horas para trazerem o carro do aeroporto para o albergue (o que demora 30 min no máximo). Quando chegaram no albergue, a moça da recepção veio falar conosco que tínhamos um problema. Nós tínhamos combinado o preço de US$180 para as duas diárias, com KM livre (algumas empresas não alugam com KM livre- ATENÇÃO, hein!). O tal problema era que o carro que ele trouxe para nós era 2012 e portanto sairia US$250. Palhaçada, né!? Deixamos claro que achávamos um absurdo e começamos a nos arrumar para sair do albergue e ir para a rodoviária. Ele falou que podia tentar fazer por US$220, US$210 e só quando viu que realmente íamos sair com nossas mochilonas para pegar um ônibus, aceitou fazer pelo preço combinado. Muita sacanagem mesmo...


Lição: alugar um carro direto pela internet, com empresas grandes (Hertz, Avis..etc).


Saímos do albergue com o carro e um mapa na mão, porque nem o GPS o cara foi capaz de ceder...queria cobrar US$10 por dia. Achei que não precisaríamos e graças a Deus estava certa. Passamos no Centro de Turismo na Calle Palma e pegamos mapas das estradas e de Ciudad del Este, que foram mais do que suficientes para nós.Saímos tranquilamente de Assunção e logo chegamos em San Lorenzo, uma cidade repleta de lojas e camelôs. Confesso que achava que o Paraguai inteiro seria assim...rs.




[caption id="attachment_595" align="aligncenter" width="517"] San Lorenzo[/caption]

Depois do caos nas ruas desta cidade, conseguimos pegar finalmente a estrada em direção à Ciudad del Este. Estrada boa, nada espetacular não, mas pelo menos não vi buracos na pista. Em alguns momentos ela fica mão dupla, então demora um pouquinho para conseguir passar dos 2 dígitos de velocidade.




[caption id="attachment_597" align="aligncenter" width="690"] La Ruta 2 (motos sempre no acostamento)[/caption]

Os motoristas foram muito educados e a paisagem da estrada era simpática, então foi uma viagem prazerosa até sermos parados pela primeira vez em uma blitz. Que frio na barriga... Os caras eram muito sérios, olharam nossos documentos (PID e carteira de motorista brasileira mesmo) e os documentos do carro, assim como o nosso contrato com a empresa de locação. Estávamos dentro da lei e portanto nos liberaram em menos de 10 minutos. Saímos um pouco da nossa rota e seguimos para San Bernardino para ver o Lago Ypacaraí,  lugar onde o pessoal que mora em Assunção vai passar dias de verão ou final de semana. A cidade é bem bonitinha, mas o lago.... é poluído e as redondezas não são nada demais.




[caption id="attachment_596" align="aligncenter" width="690"] Lago Ypacaraí[/caption]

Voltamos para a estrada até Ciudad del Este e logo fomos parados novamente por outra blitz. Frio na barriga de novo, guardas sérios e 10 minutos depois, fomos liberados.




[caption id="attachment_598" align="aligncenter" width="690"] Pôr do sol na estrada...[/caption]

Seguimos e depois de pouco mais de 1 hora, fomos parados novamente por outra blitz, com as mesmas características. Que tenso, viu... o tempo todo pensávamos que seríamos extorquidos e se não pagássemos, seríamos sequestrados. Ainda bem que foi só imaginação! Continuamos na estrada e depois de 6 horas de viagem, chegamos a Ciudad del Este, já a noite. Esta cidade sim é uma grande muvuca de lojas, shoppings e camelôs, logo na avenida principal, bem perto da fronteira com o Brasil.




[caption id="attachment_606" align="aligncenter" width="690"] Lojas e mais lojas em Ciudad del Este[/caption]

Não tínhamos reservado hotel na cidade, mas recebemos a indicação de uma amiga do Hotel Casino Acaray, que se não for o melhor da cidade, está entre os 5. Decidimos ir lá ver o preço e ao descobrirmos que era US$160, decidimos ficar na hora. Que luxo de hotel...restaurante, cassino, piscina, sauna, hidro, academia...enfim, tudo de bom. Subimos para o quarto, com duas camas queen e descansamos um pouco antes de descermos para jantar.




[caption id="attachment_599" align="aligncenter" width="690"] Luxo total =D[/caption]

Ao chegarmos no restaurante do hotel, fomos surpreendidos com um buffet especial com comidas paraguaias, custando $120.000 guaranis (aprox 60 reais) por casal. Comemos de tudo e tomamos uma garrafa de Casillero del Diablo, que caiu super bem.




[caption id="attachment_601" align="aligncenter" width="690"] Comida paraguaia[/caption]

Depois do jantar, um pouco altinhos, atravessamos uma porta e chegamos ao cassino do hotel. Adorei ficar hospedada em um hotel com cassino!  Fomos logo nas mesas de roletas e blackjack e percebemos que a moeda do cassino é dólar americano e não guarani, a moeda do Paraguai. A cotação era bem ruim, mas decidimos trocar mesmo assim, para nos divertirmos um pouquinho. Ganhamos em alguns momentos, mas no final, acabamos perdendo tudo. Esse tudo foi no máximo US$30...rs. Confesso que achei o clima do cassino carregado, bem diferente do cassino de Assunção. Talvez porque só tinha brasileiros e chineses muambeiros fazendo muito barulho.


Subimos para o quarto e dormimos que nem pedras, em um conforto maravilhoso...


3° dia - domingo (14/10/2012)


Acordamos por volta das 9, tomamos um baita café da manhã e fomos para a piscina do hotel, aproveitar o sol que estava fazendo.




[caption id="attachment_602" align="aligncenter" width="690"] Desayuno exquisitoooo (= café da manhã delicioso, em português)[/caption]

Nosso check out seria somente 12h, então fizemos questão de gastar as últimas horas no estilo "patrão". Ao chegarmos na piscina, nos deparamos com chaises redondos maravilhosos na beira da piscina.




[caption id="attachment_603" align="aligncenter" width="690"] Parte da piscina com chaise redondo maravilhoso[/caption]

[caption id="attachment_604" align="aligncenter" width="690"] Olhando para o hotel...[/caption]

[caption id="attachment_605" align="aligncenter" width="690"] Olhando para a Ponte da Amizade[/caption]

Ficamos lá aproveitando o sol e o visual do hotel, que tinha vista para o Brasil (cidade de Foz do Iguaçu) e para a Ponte da Amizade. Quando chegou perto de 11:30, subimos com tristeza e com gostinho de "quero mais". Na saída do hotel, nos deparamos com misses adolescentes de várias cidades do Paraguai. Todas bem bonitas...aliás, achei tanto as mulheres como os homens paraguaios muito charmosos. Se comparados aos bolivianos e peruanos então...


Colocamos as mochilas no carro e seguimos para Foz do Iguaçu. Em pouco tempo estávamos na ponte da Amizade, passando pela fronteira brasileira e paraguaia, que estavam praticamente abandonadas. Não fomos parados por nenhum dos dois lados...




[caption id="attachment_607" align="aligncenter" width="690"] Chegando à fronteira..[/caption]

Com o mapa na mão, seguimos direitinho para o Parque Nacional do Iguaçu, que fica a uns 20 km da ponte. Ao chegarmos lá, nos deparamos com uma baita infra-estrutura, que nos fez lembrar um pouco a Disney. Fomos obrigados a estacionar o carro em um estacionamento bem grande e depois quando entramos na área da bilheteria, nos deparamos com mapas muito explicativos e representantes das atrações do parque extremamente  simpáticos e pacientes.




[caption id="attachment_608" align="aligncenter" width="690"] Mapa das atrações do parque[/caption]

Fomos abordados por um cara do passeio Macuco Safari, que consiste em um passeio de 2 horas com trilha e lancha, que nos encantou bastante. Custa R$140 reais por pessoa e o ingresso para o parque não passa de R$20 para brasileiro (não tem meia entrada). Pensamos em fazer também o passeio de helicóptero, que custava pouco mais de R$200, mas quando vimos que o vôo durava menos de 10 minutos em cima das cataratas, não achamos que valia a pena. Depois que compramos o ingresso do parque e o safari, entramos em um ônibus altamente high tech e seguimos pelo parque, até a nossa parada.




[caption id="attachment_609" align="aligncenter" width="690"] Bus hight tech[/caption]

O bacana deste sistema de ônibus é que eles são do tipo hop on - hop off, ou seja, você sobe e desce onde e quando quiser e existem ônibus de 2 andares, com o último andar aberto, lembrando muito os tours do exterior. Descemos na seção do Macuco Safari e fomos direcionados para um carrinho elétrico que ia fazer um passeio conosco até um ponto mais perto do rio.




[caption id="attachment_610" align="aligncenter" width="690"] Carro elétrico para fazer trilha[/caption]

Descemos neste ponto e fizemos uma trilha de 600 metros (não obrigatória) até o porto onde íamos pegar o bote-lancha. Colocamos o colete salva-vidas, retiramos os sapatos e entramos no barco, esperando ansiosamente pelo passeio. Levei minha câmera, o que foi ótimo, porque deu para tirar fotos bacanas enquanto o passeio passava longe das cachoeiras.



[caption id="attachment_611" align="aligncenter" width="690"] Barquinho para o tour[/caption]






Tiramos várias fotos legais no meio do rio, com as cachoeiras como paisagem.



[caption id="attachment_619" align="aligncenter" width="690"] No passeio...[/caption]

[caption id="attachment_618" align="aligncenter" width="690"] Os 3 Mosqueteiros[/caption]

[caption id="attachment_617" align="aligncenter" width="690"] ...[/caption]

[caption id="attachment_615" align="aligncenter" width="690"] Argentina![/caption]

Então, houve um momento em que o guia disse que era a última parada para fotos. As pessoas começaram a passar as câmeras para ele, que vestia uma capa bem grossa para chuva. Eu quis dar uma de malandra e mantive a minha câmera comigo, dentro do meu short, protegido pelo colete salva-vidas. De repente, o barco foi em direção à uma queda d'água e lá ficou por uns 5 minutos, deixando todos os presentes no barco completamente encharcados! Não conseguia parar de pensar na minha câmera que com certeza estaria ensopada... A sensação da água caindo é maravilhosa e me fez esquecer por um momento a minha perda material...valeu muito a pena! Depois do primeiro banho, nos afastamos da queda um pouco, demos um rolé de barco e voltamos para mais um banho de despedida.


Adorei o passeio, mas me achei um pouco enganada. O representante falou que seriam 2 horas de passeio, então achei que fossem 2 horas de passeio de lancha. Não são. São 2 horas de passeio desde o carrinho elétrico, que vai andando bem devagar pela trilha até chegar perto da água até o momento que o carrinho nos traz de volta para o ponto de parada ônibus. Então se sobrou 30 minutos para a lancha foi muito, o que foi uma pena. Outra coisa que não nos informaram na hora é que o barco não chega muito perto das cataratas mesmo...ele fica na região dos "3 mosqueteiros", que são quedas do lado argentino, um pouco distantes da catarata principal. Mesmo assim, continuo achando que vale a pena! =)


Saímos de lá completamente encharcados e para nossa surpresa, minha câmera não havia quebrado. Pegamos o ônibus em direção à ponte mais perto das cataratas. Vimos muitas pessoas descerem no ponto antes do da ponte, para fazer uma trilha até a ponte, mas achamos melhor ir até o final e depois fazer a trilha voltando. Melhor decisão do dia! O parque estava muito cheio e ir pelo contra-fluxo foi muito bom, porque poupou bastante tempo e stress.

Pegamos o elevador e descemos para a ponte, tirando várias fotos pelo caminho. Que lugar mágico!!! A quantidade de água que cai é absurda e a beleza é enorme. Se não tivesse tanta gente, seria possível sentir a paz do lugar também, já que é pura natureza, com muitos pássaros e bichos pelas trilhas.



[caption id="attachment_538" align="aligncenter" width="690"] Elevador e Cataratas.[/caption]

[caption id="attachment_535" align="aligncenter" width="690"] =D[/caption]

[caption id="attachment_536" align="aligncenter" width="690"] Brasil + Argentina[/caption]

[caption id="attachment_534" align="aligncenter" width="690"] Ponte vazia...[/caption]

[caption id="attachment_537" align="aligncenter" width="690"] Queda[/caption]

Passamos na ponte, completamente lotada, para apreciar de perto as quedas d'água, mas em pouco tempo quisemos sair dali, devido à grande muvuca que os brasileiros conseguiam fazer. Impressionante como é possível ver brasileiro de longe...basta ver alguém empurrando outra pessoa ou tirando 500 fotos só do rosto para postar no facebook, sendo que está ocupando um lugar estratégico para pessoas que querem tirar foto ou ver a cachoeira em si. Até pedimos para algumas pessoas tirarem fotos nossas juntos, mas é impressionante como elas acharam que o meu pé era mais importante na foto do que a catarata...as fotos terceirizadas ficaram péssimas! =(


Saímos da ponte aliviados e fomos fazer a tal trilha até o ponto de ônibus do Hotel das Cataratas. Trilha vazia, somente com pessoas indo na direção contrária à nossa. Uma paz só =D Vimos várias cachoeiras de cima assim como vários bichinhos fofíssimos. Valeu muito a pena esse trecho do parque.




[caption id="attachment_540" align="aligncenter" width="690"] Na trilha...[/caption]

[caption id="attachment_542" align="aligncenter" width="690"] mais trilha...[/caption]

Pegamos o ônibus de volta para o estacionamento e percebemos a fome que estávamos sentindo. Eram quase 18h e não havíamos almoçado...saímos de lá do parque decididos a visitar o lado argentino, porque tínhamos ouvido falar que lá existem várias churrascarias ótimas. Percebemos que a maioria das pessoas que visitam as cataratas só compram o ingresso do parque e vão direto para a ponte, de onde dá para ver de perto as quedas d'água. Realmente lá é muito bonito, mas o parque oferece outras atrações também, como rafting, arvorismo, rapel, caiaque e passeio de barco no rio antes da queda d'água. Cada uma com seu preço, sua frequência de saída, mas extremamente atraentes. Vale a pena dar uma olhada!


No caminho para a fronteira Brasil - Argentina, paramos para ver os 3 marcos (Argentina, Brasil e Paraguai). São legais de ver, mas não vá com expectativas muito grandes, que foi o meu caso. Olha só o que é:



[caption id="attachment_543" align="aligncenter" width="690"] Marco Brasileiro[/caption]

[caption id="attachment_544" align="aligncenter" width="690"] Marco Argentina[/caption]

[caption id="attachment_545" align="aligncenter" width="690"] Marco Paraguai[/caption]

Seguimos para a fronteira e quando fomos parados pelo guarda, este logo nos avisou que não poderíamos entrar no país porque nosso carro estava sem placa. Não acreditei quando ouvi isso. Quis explicar que o carro era novo (e era mesmo) e que a placa que deveria estar no seu lugar estava colada em um papel no vidro (porque não tinha dado tempo de emplacar), mas meu namorado fez questão de dizer "Gracias" e logo foi fazer o retorno. Perdi minha chance =(

[caption id="attachment_547" align="aligncenter" width="690"] Entrando no Brasil, depois de sermos barrados[/caption]


Voltamos para o Brasil um pouco frustrados mas ao mesmo tempo animados em acharmos uma churrascaria decente. Passamos pela Rafain,mas estava fechada em pleno domingo de feriado! Acabamos perguntando na rua por indicações e fomos na churrascaria La Cabana, que estava vazia mas logo encheu. Comemos tão bem lá...ao som de músicas tocadas ao vivo em harpa e piano, deliciosas. Que atendimento bom também...tudo por R$60 por pessoa, aproximadamente.


Saímos de lá super satisfeitos e fomos em busca de hotel. Passamos em alguns localizados nas ruas principais, mas todos tinham diárias próximas de R$200. Queria algo mais barato, para compensar o rombo do hotel chiquitoso do dia anterior. Eis que encontro o Hotel Flor, com diária para o casal de R$100! Antes de fecharmos com eles, fiz questão de passar em mais um lugar...o albergue Supernova, que saia por R$85 o casal. Entrei nele e não gostei de absolutamente nada. A atendente, os hóspedes, o ambiente compatilhado e principalmente o quarto, me fizeram querer gastar os R$15 de diferença e ficar no Hotel Flor. Fomos para lá, estacionamos o carro na garagem do hotel, tomamos nossos banhos e fomos dormir. Um dia longo, eu diria...



[caption id="attachment_550" align="aligncenter" width="690"] Quarto em Foz[/caption]

4° dia - segunda (15/10/2012)


Acordamos cedinho, por volta de 5h e logo atravessamos a fronteira Brasil - Paraguai. Paramos em um posto de gasolina da Petrobras para colocar combustível e comprar o nosso café da manhã, que foi basicamente pastel de carne. Nosso vôo para o Brasil era às 15h30, saindo de Assunção, e nós tínhamos que entregar o carro às 13h no aeroporto, então achamos que sair bem cedo era a boa. Pegamos a estrada e para não perder o costume, fomos parados em uma blitz. Caras sérios, complicando no espanhol, fizeram a gente abrir nossas malas, sendo que nem sequer chegaram a procurar direito. Deve ter sido só pra assustar (e funcionou!). Encrencaram com uma bebida típica paraguaia que tinha comprado para meu pai, a Cana, mas deixaram ela continuar conosco. Fizeram várias perguntas sobre nossas vidas no Brasil e depois nos deixaram seguir. Que belo jeito de começar uma manhã...


Na estrada, fomos ouvindo rádios paraguaias e brasileiras, que tocavam basicamente músicas sertanejas. Engraçado isso...achei que só ouviria músicas paraguaias, que no início são bem alegres, mas depois de 4 horas escutando, eu quero apenas o silêncio. Nada mais. Depois de algumas horas de estrada, fomos parados novamente em outra blitz, dessa vez mais rápida. Finalmente chegamos em San Lorenzo, a cidade com 500.000 lojinhas e logo chegamos em Assunção. Acho que fizemos o trajeto de volta em umas 4,5 horas no máximo.


Decidimos gastar nossos últimos momentos com o carro indo até o cassino, onde ganhamos dinheiro na primeira noite. Chegamos direitinho lá, com a ajuda do mapa e ao chegarmos, nos deparamos apenas com jogos eletrônicos. As mesas só abririam por volta de 14h... =( Jogamos roleta eletrônica para gastar nossos últimos guaranis e chegamos até a triplicar nosso dinheiro....mas no final, perdemos tudo...rs. Foi emocionante, though... Dirigimos até o aeroporto, entregamos o carro e tivemos que pagar uma taxa de R$10 para a limpeza do carro...muito espertos eles! Fomos para a fila de check in e logo percebemos que só tinha brasileiro, com malas absurdamente grandes e muitas sacolas. Nós devíamos ser os estranhos da fila, apenas com nossas mochilas.


Depois de fazer o check in, fomos comer no único restaurante do aeroporto e aproveitamos para experimentar o suco de Pomelo, que é a PIOR BEBIDA QUE JÁ TOMEI NA VIDA!!! Não tome, por favor. =) Saímos do restaurante e fomos comprar algumas lembrancinhas nas lojas de souvernirs...comprei até uma pulseira em um camelô estendido no chão do aeroporto. Entramos na sala de embarque e fomos no Free Shop de lá. Pasme! É 15% mais barato do que todos os outros e possui vários conjuntinhos de produtos com promoção. Valeu muito a pena!



[caption id="attachment_554" align="aligncenter" width="690"] No aeroporto...[/caption]


Pegamos nosso vôo com pouco atraso e duas horas depois, pousamos em Guarulhos. Ficamos 5 horas esperando nosso vôo para o Rio, observando o caos que estava o aeroporto. Paramos para tomar uns chopps em um bar até aconchegante, no 2° andar (não lembro o nome) e nem vimos a hora passar. Aproveitamos para dar notícias a nossas famílias e para organizar as fotos... Saldo total: 630. =D


Resumo: Gostei de visitar Assunção, mas agora que já conheço, não sei se voltaria. É um cidade comum, sem muito charme. Acho que vale muito a pena pegar um avião até Foz do Iguaçu ou Ciudad del Este para conhecer a região. As cataratas são realmente imperdíveis e fazer compras em CDE realmente deve valer muito a pena. Quem sabe um dia... Se for alugar um carro, alugue com placa para poder visitar o lado argentino. Acabei não conseguindo fazer isso desta vez...terei que voltar! =D Quando o fizer, levarei dólares, porque é a moeda utilizada nos cassinos e a com melhor cotação.