sábado, 15 de setembro de 2012

Puerto Montt e Puerto Varas em 2 dias e meio

1°dia – terça (31/05/2011)


Acordei às 6h da matina, tomei café da manhã e peguei um taxi até a rodoviária. Meu ônibus de Bariloche para Puerto Montt saiu às 7h30 pontualmente. Dormi até a fronteira dos dois países, onde tive que descer com os outros passageiros para que eles pudessem revistar nossas bagagens. Revistaram com cão e tudo...encontraram algumas coisas nas bagagens de outros passageiros, mas nada demais.




[caption id="attachment_349" align="aligncenter" width="690"] Na fronteira[/caption]

Depois de toda burocracia passada, seguimos viagem pela estrada toda coberta de neve. Que coisa linda! Ali tive a sensação que o Chile seria incrível.




[caption id="attachment_350" align="aligncenter" width="690"] Finalmente Chile![/caption]

Cheguei em Puerto Montt às 14h30 (na verdade 15h30,mas por causa do fuso...) e na própria rodoviária, passei nas agências de turismo para pesquisar os passeios. Eles me ofereceram basicamente dois passeios - o da ilha de Chiloé e de Saltos de Petrohué. O tempo estava fechado e esta bastante frio, então acabei optando fazer o de Petrohué, porque Chiloé é mais ao Sul e é muito, muito frio.


Deixei minha bagagem no locker da rodoviária e saí andando pela cidade, que não achei nada demais. Casas de madeira, prédios novos e uma avenida principal bem pertinho da água.




[caption id="attachment_351" align="aligncenter" width="690"] Na beira da água...[/caption]

Passeei bastante e aproveitei para comer em uma praça um tipo de pastel local chamado sopaipilla, com ketchup e ají, molho picante que detestei.  Comi também a melhor porção de batatas fritas da minha vida, nesta mesma barraquinha em frente ao mar. Mega gordurosa, mas perfeitamente salgada e suculenta...recomendo.




[caption id="attachment_352" align="aligncenter" width="690"] Papas Fritas muy exquisitas!!![/caption]

[caption id="attachment_353" align="aligncenter" width="690"] Sopaipilla meio xoxa...[/caption]

Voltei para a rodoviária para pegar meu mochilão e ir para a minha hospedagem. Me indicaram um lugar chamado Casa Perladepois que procurei por albergues mas nada encontrei. Achei que seria perto da rodoviária, então fui andando, porém me enganei e andei bastante, principalmente subindo ladeiras, com um baita peso nas costas.




[caption id="attachment_354" align="aligncenter" width="690"] Ladeiras e ladeiras...[/caption]

Ao chegar na casa, me deparei com uma menina um pouco mais nova que eu e um senhor muito gordo, que fez questão de não trocar uma palavra comigo. A casa é repleta de objetos pendurados na parede e é bastante barulhenta, por ser de madeira sem muita estrutura. Deixei minhas coisas no quarto e desci para ficar na internet. Teve uma hora que fiquei sozinha com o senhor e confesso que fiquei com medo. Tinham me dito que a Perla é uma senhora super receptiva que conhecia muitos lugares e adorava trocar experiências...calhou de naquele dia ela estar fora e portanto, fiquei com o marido dela, seu oposto.




[caption id="attachment_355" align="aligncenter" width="690"] Muquifo...[/caption]

A noite no quarto, fiquei com medo e me tranquei, sabendo que poderia chegar outro hóspede e ele teria que dormir comigo, na cama extra do quarto. Achei melhor ser acordada para abrir a porta do que deixá-la aberta para aquele cara estranho. Me deitei cedo e tentei dormir, mas confesso que foi uma das piores noites de minha vida...tive pesadelos, passei frio (não tinha calefação) e não quis sair para ir ao banheiro porque estava com medo. Péssima experiência. =(




[caption id="attachment_356" align="aligncenter" width="690"] Quarto gelado...[/caption]

2°dia – quarta (01/06/2011)


Acordei, tentei tomar banho quente, mas me frustrei...água gelada naquele banheiro. Tomei café da manhã na cozinha deles com certo nojo, confesso, depois que vi que as roupas ficam penduradas em cima do fogão. É....tenso mesmo...rs.




[caption id="attachment_357" align="aligncenter" width="690"] Varal em cima do fogão[/caption]

A van da excursão logo chegou e seguimos para Puerto Varas. A estrada é bem bonita e ao chegarmos em PV, me dei conta de que era muito mais fofinha do que  Puerto Montt. A cidade é basicamente composta de casas, possui um lago com montanhas ao redor e as pessoas parecem mais simpáticas e acolhedoras. Esperamos outros turistas e assim que chegaram seguimos para ver os Saltos de Petrohué.




[caption id="attachment_358" align="aligncenter" width="690"] Cidade de boneca[/caption]

Paramos na Laguna Verde e na Laguna Poza, para fazer um passeio de barquinho, passando por um túnel formado por árvores. Bem bacaninha o túnel, mas estava muito frio então queria sair dali o quanto antes... Voltamos para a van e seguimos pela estrada até um restaurante na beira do lago Llanquihue, cujo nome não me lembro. Já estava incluído no pacote e valeu muito a pena!




[caption id="attachment_359" align="aligncenter" width="690"] Túnel natural[/caption]

Seguimos até os Saltos de Petrohué,  que é um rio de água dos glaciares, com quedas lindíssimas. O bacana dele é que o seu fundo é negro, por causa da larva solidificada. O contraste do verde esmeralda com o negro do chão é lindíssimo...




[caption id="attachment_360" align="aligncenter" width="690"] Black and Blue[/caption]

Depois seguimos para a última etapa da excursão, que era o passeio de barco pelo Lago de Todos los Santos. De lá, apesar do tempo um pouco nublado, consegui ver o vulcão Osornocom a neve eterna em seu topo. Muito lindo!




[caption id="attachment_361" align="aligncenter" width="690"] Vulcão imponente[/caption]

Voltamos para van e seguimos viagem direto para Puerto Varas. Ao chegar lá, segui para minha hospedagem, também indicada, mas desta vez, aprovada por mim - Hostería OutsiderFiquei em uma suíte com duas camas, mas sozinha. Dentro do quarto tinha um computador com internet, então deu para conversar com calma com pessoas queridas. Luxo total...




[caption id="attachment_364" align="aligncenter" width="690"] Maior luxo da viagem[/caption]

[caption id="attachment_363" align="aligncenter" width="690"] Banheiro lindinho[/caption]

Saí para comprar uns snacks e voltei para o quarto, procurando conforto.. Dormi muito bem, para compensar a noite anterior.


3°dia – quinta (02/06/2011)


Acordei com energia recarregada, tomei um café da manhã delicioso e  segui para o local de onde sairia meu ônibus às 9h30 para Pucón. Depois de algum tempo em movimento, não resisti e acabei dormindo...fui acordada pelo motorista, na rodoviária de Pucón.




[caption id="attachment_362" align="aligncenter" width="690"] Breakkie, breakkie, breakkie..[/caption]

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Bariloche em 4 dias

1°dia – sexta (27/05/2011)


Acordei, tomei café da manhã e por volta das 9h, a van da excursão da Rota dos 7 lagos passou no meu hostel em San Martin de los Andes. Seguimos pela estrada, com visuais lindíssimos e conforme os mirantes iam aparecendo, íamos parando para tirar fotos. Cada visual mais lindo que o outro, apesar do tempo chuvoso...




[caption id="attachment_309" align="aligncenter" width="690"]Na estrada Na estrada, em um dos 7 lagos.[/caption]

Passamos por vários lagos e depois de 4h de viagem, chegamos em Villa La Angostura. Que cidadezinha linda! Casinhas de madeiras e pedras, poucas pessoas na rua, vista pro lago...praticamente igual a SMA. Paramos para almoçar em um restaurante já acertado com a empresa que nos transportou e a comida e o vinho estavam ótimos. Conheci uma menina do Uzbequistão que morava na Alemanha muito gente boa, que também ia seguir para Bariloche. Passamos na rodoviária e compramos a passagem para lá e fomos juntas, conversando sobre a vida. Ela acabou sendo minha companhia durante toda minha estadia lá :-)




[caption id="attachment_310" align="aligncenter" width="690"] Villa La Angostura[/caption]

Pegamos o ônibus e chegamos em Bariloche no final da tarde. Gostamos da cidade também, mas concordamos que não era tão charmosa quanto às outras duas, bem menores. Ao sair da rodoviária, nos deparamos com muitas pessoas panfletando e isto fez me sentir em casa, mas ela estranhou bastante. Seguimos para nossos respectivos albergues e acertamos de nos encontrar 1 hora depois para passear na cidade.




[caption id="attachment_311" align="aligncenter" width="690"] Vista do meu albergue no final do dia[/caption]

Fiquei neste albergue, com excelente atendimento, estrutura e o melhor, a vista. A única coisa ruim dele é que está no topo de uma ladeira considerável... Deixei minha mochilona no locker do meu quarto, me arrumei e depois de 1h encontrei minha amiga para passearmos na cidade. Passamos no centro de turismo e pegamos algumas dicas de passeios pela região. Na rua principal, entramos logo na loja de chocolates RapaNui, que se destacou das outras por sua decoração lilás fofíssima. Tomamos sorvete de doce de leite, compramos uns chocolates e ficamos ali sentadas em um sofá delicioso, apreciando o movimento da loja. Quando ficou perto da hora do jantar no meu albergue (sim, estava incluído!), voltamos e ela acabou jantando comigo. Que delícia de jantar! Conhecemos um argentino e uma americana muito legais, com quem saímos depois para beber em um bar por perto. Um dia repleto de novas amizades...




[caption id="attachment_312" align="aligncenter" width="690"] Chocolateria Rapa Nui vista de fora[/caption]

[caption id="attachment_314" align="aligncenter" width="690"] Rapa Nui por dentro[/caption]

2°dia – sábado (28/05/2011)


Acordei, tomei café da manhã e me encontrei com minha amiga para reservarmos o passeio da Isla Victoria/Arrayanes a tarde. Decidimos ir pela manhã para o Cerro Otto, que era bem perto do albergue, se comparado ao Cerro Catedral. Pegamos o teleférico para subir até seu topo, mesmo com o dia meio nublado. Decidimos sentar na confeitaria giratória que tem lá para esperar o tempo melhorar... e melhorou! Tiramos fotos de todos os ângulos e tomamos chocolates quentes deliciosos enquanto isso. A vista realmente é muito linda com o tempo aberto, porque dá para ver a cidadezinha embaixo, com o lago, as montanhas ao redor com neve eterna e uma vegetação bem abundante.




[caption id="attachment_315" align="aligncenter" width="690"] Vista do Cerro[/caption]

Pegamos um ônibus em direção ao porto de onde sairia o barco do passeio de Isla Victoria. Chegamos lá bem perto da hora do passeio começar, mas conseguimos tirar algumas fotos da região, que tem a presença marcante do hotel Llao LLao, o mais chique da cidade.




[caption id="attachment_316" align="aligncenter" width="690"] O Hotel com um visual incrível[/caption]

Entramos no barco e ficamos do lado de fora dele, apesar do frio que estava fazendo. Ficamos lá porque queríamos alimentar as gaivotas que ficam voando em cima do barco, doidas por biscoitos dados pelos turistas. Que emoção é dar comida à elas...rs.




[caption id="attachment_317" align="aligncenter" width="690"] Gaivotas acompanhando o barco[/caption]

A primeira parada do passeio foi no Parque Nacional los Arrayanes , um bosque repleto de árvores de 15 metros de altura, com troncos avermelhados com manchas brancas...muito lindas. O bosque é super charmoso, com trilhas de madeira bem feitas e o cheiro é bem gostosinho.




[caption id="attachment_318" align="aligncenter" width="690"] O Bosque[/caption]

[caption id="attachment_319" align="aligncenter" width="517"] Arrayane de perto[/caption]

Depois de 30 minutos passeando, voltamos para o barco e seguimos para o Puerto Anchorena en la Isla Victoria. Lá fizemos um passeio pela plantação de coníferas, pelo bosque e depois pela praia, que tem um visual lindo. Vale muito a pena...dá uma olhada:




[caption id="attachment_320" align="aligncenter" width="690"] Na Isla Victoria[/caption]

[caption id="attachment_321" align="aligncenter" width="690"] Praia da Isla Victoria[/caption]

Depois de algum tempo passeando, voltamos para o barco, que nos levou de volta para a cidade. Pegamos um ônibus desde o porto até o albergue e ao chegarmos lá, nos arrumamos e fomos jantar com nossos novos amigos no albergue mesmo. Nos divertimos bastante e voltamos pro quarto  cedo, porque o passeio do dia seguinte sairia bem cedinho...


3°dia – domingo (29/05/2011)


Acordamos, tomamos café e ficamos esperando o ônibus da excursão do Vulcão Tronador e do Glaciar Ventisqueiro Negro. Assim que chegou, percebemos que nossos colegas eram só senhores e senhoras de idade...e bote idade nisso. Confesso que desanimamos no início, porque queríamos conhecer pessoas da nossa idade, mas durante o passeio percebemos que eles eram uns fofos e acabamos nos divertindo bastante, com seus conselhos e histórias.


O passeio durou o dia inteiro e foi uma delícia. Paramos primeiro em um lugar com um restaurante ao lado de um rio, para um lanche rápido. Estava bem nublado e bastante frio...voltamos em pouco tempo para o ônibus.




[caption id="attachment_322" align="aligncenter" width="690"] Rio com névoa[/caption]

Seguimos e paramos em um mirante com uma vista  absurdamente linda para o Tronador.




[caption id="attachment_323" align="aligncenter" width="690"] Mirante para o Tronador[/caption]

Depois paramos em um restaurante para almoçar, também com a vista para o vulcão, com vários cavalos lindos passeando soltos.




[caption id="attachment_324" align="aligncenter" width="690"] Cavalo com a melhor vista do mundo[/caption]

Comemos comidinha gostosa e seguimos para ver o glaciar negro, também muito lindo. Ao chegarmos lá, conseguimos ouvir o estrondo dos blocos de gelo caindo na base...muito legal. O visual é muito lindo! Tiramos muitas fotos e depois voltamos para o ônibus.




[caption id="attachment_325" align="aligncenter" width="690"] Glaciar Negro[/caption]

A última parada do passeio foi em um mirante de onde dava para ver uma ilha que tem o formato de coração, se vista de cima.  Do mirante, é apenas uma ilha, no meio do lago, com muita vegetação...rs.




[caption id="attachment_326" align="aligncenter" width="690"] Ilha no formato de coração[/caption]

Chegamos em Bariloche ainda de dia e fomos conhecer a Catedral de San Carlos de Bariloche, que é uma das catedrais mais lindas que já vi. Fiquei realmente impressionada.




[caption id="attachment_328" align="aligncenter" width="517"] Catedral de Bariloche[/caption]

Apreciamos o pôr do sol lindíssimo no lago Nahuel Huapi e fomos jantar em um restaurante bem aconchegante (não lembro o nome, mas tinha preços bem acessíveis).




[caption id="attachment_329" align="aligncenter" width="690"] Visual básico[/caption]

Depois da comida boa (truta) e algumas cervejas (Quilmes e Aguila), tomamos sorvete na Abuela Goye evoltamos para o albergue. Nos arrumamos e fomos tomar mais cervejinhas em um bar transadinho ali perto...nossa última noite juntos! Que delícia conhecê-los.Voltamos para o albergue um pouco tarde e chapamos na cama...


4°dia – segunda  (30/05/2011)


Acordamos sem muita pressa, tomamos café da manhã e fomos passear no Parque  Llao Llao, sozinhas praticamente.




[caption id="attachment_330" align="aligncenter" width="690"] Caminhada em um bosque desértico...[/caption]

Andamos bastante e se cruzamos com 5 pessoas foi muito...parque super desértico. Paramos em um praia do lago, com um visual bem bonito...




[caption id="attachment_331" align="aligncenter" width="690"] Praia de lago[/caption]

Almoçamos por lá e voltamos logo em seguida, porque minha amiga do Uzbequistão tinha um ônibus pra pegar. Nos despedimos tristemente e continuei passeando pela cidade... Entrei em uma chocolateria e deu pra ver o processo de fabricação do chocolate...muito legal. Passeei pelo lago, comprei minha passagem de ônibus para Puerto Montt, passeei mais um pouquinho e voltei para descansar no albergue. Jantei e deixei tudo arrumado pois meu ônibus no dia seguinte sairia às 7 da manhã.




[caption id="attachment_332" align="aligncenter" width="690"] Andando pelo lago...[/caption]

PS: Eu queria fazer o passeio dos lagos andinos, que faz a travessia Bariloche - Puerto Montt com barco e ônibus, passando por lugares lindíssimos. O problema é que era baixa temporada e o passeio que tinha era de 2 dias e parava em uma cidade chamada Peulla, onde eu teria que pagar a hospedagem em um hotel chiquitoso lá...não tinha outra opção. O passeio sairia uns US$300 dólares e achei que seria muito romântico e caro, então optei pelo ônibus comum, que saiu bem mais em conta.


quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Neuquén e San Martin de los Andes em 2 dias

1°dia – quarta (25/05/2011)


Depois de 12horas de viagem de ônibus desde Mendoza, finalmente cheguei em Neuquén. O ônibus era extremamente confortável, com cadeiras de couro reclináveis, jantar e café da manhã excelentes e o melhor de tudo, jogamos bingo! O prêmio era uma garrafa de vinho de Mendoza. Pena que não ganhei...


Ao descer na rodoviária, bem vazia por sinal, me informaram que era o Feriado da Independência da Argentina, então tudo estava fechado, inclusive o centro de turismo. Nice! Não descobri nenhum ônibus que me levasse até meu albergue, então acabei pegando taxi, que saiu bem caro para meus padrões. No entanto, preciso dizer que foi até bom, porque o taxista me deu a certeza de que não havia nada para fazer na cidade (o guia já dizia isso), então a minha reserva para duas noites seria alterada assim que chegasse à recepção do albergue.




[caption id="attachment_290" align="aligncenter" width="690"] Na rodoviária[/caption]

Preciso esclarecer que a parada em Neuquén foi estratégica. A viagem de Mendoza até Bariloche de ônibus demoraria cerca de 16h e eu definitivamente não queria ficar este tempo todo no ônibus, sozinha. Consigo dormir 9h e ler por mais 3h, mas o que faria nas outras 4h, sem ninguém para conversar? No way!


Pensando nisso, ainda no Brasil, comecei a pesquisar o que teria de interessante para fazer em Neuquén. Descobri que na capital mesmo não havia nada, mas que em Plaza Huincul, existe o Museu Municipal Carmen Funes, que exibe o fóssil do maior dinossauro herbívoro do mundo, encontrado a 8km dali! Já que ia passar por ali, porque não ir ver né?!


Pois bem...ao chegar ao albergue, já me desanimei. O clima estranho, com pessoas esquisitas e uma limpeza muito mais ou menos, me fizeram querer ir embora dali assim que subi para o quarto. Respirei fundo e decidi dormir até 12h, para pegar o ônibus a tarde para a cidade do museu. Fiz isso e acordei mais animada...rs.




[caption id="attachment_291" align="aligncenter" width="517"] Cantinho do meu quarto...sentiu o nível né?[/caption]

Peguei um taxi até a rodoviária e lá comecei a procurar por ônibus que me levassem até a cidade do museu. Desisti de procurar placas e fui perguntar em uma banca de revistas. A sorte é que uma menina da minha idade, bailarina, foi muito simpática comigo ao perceber que não era argentina, e me disse o ônibus que tinha que pegar. Ela inclusive ia pegá-lo, então fomos juntas, durante as 2h de viagem, conversando sobre assuntos diversos da vida...adorei a companhia dela!




[caption id="attachment_292" align="aligncenter" width="690"] Cidade vista do taxi[/caption]

Cheguei a Plaza Huincul por volta de 14h. O ônibus me deixou em frente ao museu, onde fiquei até 15h30. O museu é bem maneiro, tem muitas réplicas dos dinossauros encontrados e tem muito material que conta a história do local. Valeu a pena!




[caption id="attachment_293" align="aligncenter" width="690"] O maior dino herbívoro do mundo[/caption]

O problema é que eu havia comprando o ônibus da volta para quase 2h depois que saí do museu...o que ia ficar fazendo naquela cidade, que não tinha uma alma penada na rua? =/ Saí do museu e fui andando pela rua principal, quer dizer, pela estrada mesmo, porque pelo menos carros passavam por ali. Confesso que fiquei com medo de estar tão sozinha. Parei em um praça que tinha ali perto, na margem da estrada, e comecei a ler meu guia para ver como melhorar a minha situação em Neuquén.




[caption id="attachment_294" align="aligncenter" width="690"] Cidade fantasma[/caption]

Decidi ir para San Martin de los Andes, uma cidade conhecida por suas estações de esqui e por ser o xodó dos destinos dos argentinos ricos.  O ônibus chegou, pontualíssimo, e quando cheguei na rodoviária de Neuquén, tratei de comprar passagem para SMA na mesma noite, saindo de lá às 23h. Me recusei a pagar taxi parar voltar para o albergue e acabei descobrindo um ônibus que dava a volta ao mundo, mas parava perto do meu albergue. Perto mais ou menos, porque foram cerca de 5 quadras, totalmente em pânico, porque estava tudo escuro e deserto. Tratei de correr e cheguei no albergue pouco ofegante. Aproveitei para dar notícias por e-mail/facebook e para tomar banho, dentro de um banheiro com janela sem cortina. =/Fui para rodoviária de taxi, aproveitei para lanchar e peguei meu ônibus, também muito confortável. 7 horas de viagem dormindo que nem pedra...


2°dia – quinta (26/05/2011)


Cheguei em SMA por volta das 5h30 e estava um frio absurdo, com ar saindo da boca. Peguei um taxi até meu albergue e quando cheguei lá, decidi dormir mais um pouco. Acordei, tomei café da manhã e fiquei curtindo um pouco o ambiente cozy que o albergue tem. Conversei com o cara da recepção e acabei conhecendo 3 mulheres que estavam no meu quarto, todas argentinas, mas de lugares diferentes.


 Uma delas estava de carro e acabou nos levando para fazer um city tour, que foi bem bacana. Paramos em alguns mirantes com visuais lindíssimos e tiramos muitas fotos. Depois fomos para a cidadezinha, muito linda por sinal e ficamos passeando por ali, comendo coisas gostosas e conversando sobre a vida. Pena que durou pouco...elas tinham que ir embora cedo.




[caption id="attachment_295" align="aligncenter" width="690"] Vista do mirante[/caption]

O legal da cidade é que todas as casas têm que ser construídas com madeira e pedras, seguindo uma regra da cidade para manter tudo padronizado. É muito perfeito...parecem casinhas de boneca!




[caption id="attachment_296" align="aligncenter" width="690"] Cidade de boneca[/caption]

Acabei indo fazer o passeio de barco que sai do portinho de SMA e vai para uma "ilha" chamada Quila Quina. Que delícia de passeio! Mas o melhor de tudo mesmo foi a ilha, que é simplesmente, SENSACIONAL! Ela é toda arrumadinha, meio rústica, com casinhas fofas, vegetação incrível e uma vista para o lago de tirar o fôlego. Como eu amei esse lugar...Comprei um hambúrguer no restaurante principal (e provavelmente único) da ilha e fiz questão de comer em outro lugar, bem no meio da natureza... Olha que visual:




[caption id="attachment_297" align="aligncenter" width="690"] Meu lugar favorito[/caption]

 Enfim...fiquei lá a tarde toda praticamente...cheguei 13:30 e saí 17:30, pelo o último barco possível. Passeei bastante e fiquei imaginando como seria ter uma casa de campo ali. Que luxo hein?! Durante meio ano, tem um friozinho bom, que dá para usar lareira. Durante o ano todo, vista para o lago e pras montanhas com neve eterna, ouvindo o barulho das ondinhas... no inverno esqui, no verão banho no lago...perfect to me.




[caption id="attachment_298" align="aligncenter" width="690"] Paz[/caption]

Ao chegar na cidadezinha, já estava bem frio e o cheiro era praticamente de lenhas queimadas... aproveitei para tomar chocolate quente e comer alfajores, fiz amizade e consegui emprego (?) em uma lojinha de revelação de fotos e voltei para o albergue bem relaxada. Agendei o tour dos 7 lagos andinos até Villa La Angostura.


Que tristeza sair daqui....rs. Se soubesse que era tão lindo, teria vindo direto de Mendoza para cá. Fica a dica!




[caption id="attachment_299" align="aligncenter" width="690"] Fumacinha das lareiras[/caption]

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Meu segundo mochilão - acompanhada!

Ao terminar o meu mochilão do ano passado pela Argentina e Chile, comecei a pesquisar lugares para visitar no mochilão deste ano. Pensei em continuar a explorar a América do Sul ou em conhecer a América Central, mas foi graças aos meus acessos diários ao blog Melhores Destinosque encontrei uma promoção INCRÍVEL com passagens de ida e volta para Sydney por R$2000!!! Normalmente custa R$3500, R$4000... Quase não acreditei quando vi... falei com meu namorado e ele se animou na hora! Pedimos férias de 30 dias e com tudo confirmado, compramos as passagens...não tínhamos ideia do que iríamos fazer na Austrália, mas estávamos super empolgados com a criação do roteiro. Sabíamos da fama da Austrália, de ser o Brasil que deu certo e da fama da Nova Zelândia, de ser o país dos esportes radicais, com paisagens incríveis. Cogitamos ir para Indonésia e Tailândia também, mas acabamos desistindo durante o planejamento, porque achamos que seria pouco tempo par ver tudo dos 4 países.


Conclusão: Austrália e Nova Zelândia,lá vamos nós!


Conversei com as poucas pessoas que conheço que já visitaram os dois países e procurei por programas de aventura na internet. Conversei também com pessoas que nunca visitaram os dois países e fui questionada sobre o motivo de eu querer conhecer a Oceania antes de conhecer a Europa, por exemplo. Não tenho uma resposta para isso...simplesmente não priorizo minhas viagens pelos lugares mais visitados pelos meus amigos...vou escolhendo os destinos conforme as belezas naturais vão em atraindo e as promoções de passagem vão aparecendo..rs.


Montamos o seguinte roteiro para 30 dias:


AUSTRÁLIA - Sydney e Blue Mountains


NOVA ZELÂNDIA (ILHA NORTE) - Auckland, Waitomo e Rotorua


NOVA ZELÂNDIA (ILHA SUL) - Christchurch, Arthur's Pass, Franz Josef e Fox Glacier


NOVA ZELÂNDIA (ILHA SUL) - Queenstown


AUSTRÁLIA - Melbourne


AUSTRÁLIA - Great Ocean Road, Philip Island e Yarra Valley


AUSTRÁLIA - Brisbane, Surfers Paradise e Gold Coast


AUSTRÁLIA - Alice Springs (outback australiano)


AUSTRÁLIA - Sydney (para pegar vôo de volta ao Brasil)


Dividimos a quantidade de dias para essas cidades e fomos em busca de albergues com quartos privativos. Caímos para trás com os preços...tudo extremamente caro! Os passeios então, nem se fala...só para vocês terem uma ideia: um copo de chopp em qualquer restaurante que visitamos chegava a custar R$20, quando convertíamos as moedas.


Procuramos também carros e campervans para alugar. Lemos em vários blogs que para passear na Nova Zelândia o melhor meio de transporte é a motorhomezinha. E é mesmo! =D A gente parou tantas vezes para apreciar a paisagem que se tivéssemos reservado albergue, teríamos perdido a reserva ou teríamos que dirigir a noite para chegar a tempo, perdendo o visual da estrada. Alugar a campervan e dormir nos holiday parks (estacionamento para campervans) saiu a mesma coisa que alugar carro e dormir no albergue, mas ganhamos esta autonomia. Provavelmente foi até mais barato, porque fizemos muitas refeições dentro do carro. Se estivéssemos em albergue, também cozinharíamos, mas não teríamos a privacidade que tivemos.


Optamos por alugar a campervan da empresa Jucy, que nos encantou desde a primeira vez que acessamos o site. Eles têm preços bem competitivos, são super atenciosos e era possível alugar em uma cidade e devolver em outra, por terem muitos escritórios espalhados pelo país. Pesquisamos outras empresas que tinham "casas" maiores, com banheiro e tudo o mais, mas preferimos ficar com os modelos menores, sem banheiro, encontrados na Jucy. Adoramos nossa escolha e super recomendamos eles. O único detalhe é que se forem em época do ano com temperatura amena/fria, escolham modelos que possuam aquecedor e portanto precisam ficar em vagas do tipo powered, com energia. Daí é só ligar um cabo e você estará aquecido a noite toda! =D Fizemos isto tanto na Nova Zelândia como na Austrália.


Como já conhecia a rede de albergues YHA, reservamos nossos albergues neste site,  para todas as cidades onde não tínhamos motorhome. Olhamos também os outros sites de albergues (Hostels.com  e Hostelworld.com) e hotéis (Booking.com) e até encontramos hotéis mais baratos que quartos privativos em albergues, para nossa surpresa.


Pesquisamos casas de câmbio aqui no rio para trocar reais por dólares australianos e neo zelandeses, mas achamos as taxas de conversão não muito vantajosas. Acabamos levando dólares americanos mesmo, que trocamos nos aeroportos de Sydney e Auckland. Compramos as coisas mais caras com cartão de crédito, pagando 6,38% de taxa de IOF =/ , mas ganhando milhas pelo menos. Até chegamos a olhar o VTM também, mas não pareceu muito vantajoso.


Ganhamos 2 guias da Publifolha da mãe dele: Austrália e Nova Zelândia. Eles são bem completos e foram extremamente úteis para decidirmos quais cidades íamos visitar. Ótimos presentes!


Ah..o mais importante! Para ir para lá, tivemos que aplicar para o visto de turismo. Pagamos uma taxa de aproximadamente R$200, preenchemos um formulário pela internet (ler mais informações aqui) , juntamos documentação trabalhista e bancária e ficamos esperando a resposta. Em 3 dias, recebemos e-mail de aprovação do visto! Ufa...que alívio. =D


Tomamos vacina de febre amarela no posto de saúde de Copacabana e fomos providenciar a Carteira Internacional de Vacinação, no posto de saúde da Gávea. Foi muito rápido! Em menos de 1 hora saímos com a carteira na mão, já com o selo da vacina de febre amarela traduzido. Ah! Se você pensa que  é possível entrar no país sem isto, esqueça! Eles são bem rígidos na hora da fiscalização para entrar no país.


Agendamos no Detran a carteira internacional de habilitação, a PID. Em pouco tempo ela ficou pronta e fomos lá buscar. Só precisamos apresentá-la nas empresas em que alugamos carro, já que não fomos parados por nenhum guarda, felizmente.


Com tudo pronto, foi moleza viajar... até o vôo da LAN, com escala em Santiago e duração total de 21h foi tranquilo! O vôo que pegamos de Santiago para Sydney foi da empresa Qantas e eu achei um luxo só. Comidas deliciosas, bebidas liberadas, filmes super atuais e poltronas confortáveis, apesar de termos ido de econômica. Enfim, perfeito! Para mais detalhes da viagem, clique nos links das regiões visitadas.

domingo, 19 de agosto de 2012

Christchurch, Arthur's Pass, Franz Josef, Fox Glacier e Haast em 4 dias

1°dia – segunda (28/05/2012)


Chegamos em Christchurch por volta de 13h e ligamos para a empresa de campervan Jucy, para nos buscarem no aeroporto. Em menos de 15 minutos eles apareceram e fomos direto para a loja deles, ao lado do aeroporto, para acertar a retirada da nossa mini motorhome, do modelo Crib. Ficamos bastante animados ao dirigir o que seria nossa casa móvel por 7 dias =D




[caption id="attachment_255" align="aligncenter" width="690"] Crib por dentro[/caption]

Saímos de lá e decidimos visitar o Orana Wildlife Park , um zoológico que lemos que era bem interessante. Ele é todo ao ar livre, com espaços enormes para os animais e durante o dia acontecem inúmeras atividades interativas com os animais. Ao chegarmos lá, fomos ver a alimentação dos Rinocerontes e depois a alimentação das Cheetahs, que são lindas demais, mesmo paradas. Imagina correndo...




[caption id="attachment_256" align="aligncenter" width="690"] Mega zoo[/caption]

Depois fomos ver a alimentação das hienas e ficamos chocados com a barulheira e a agressividade dos bichos! Jogaram somente um pedaço enorme de carne para 4 hienas e elas ficaram batalhando para ficar com a comida...a primeira hiena saiu da briga quando conseguiu arrancar um pedaço para si, assim como a segunda e a terceira. A quarta hiena, coitada, não conseguiu nada para ela e acabou ficando sem se alimentar naquele dia... Eu perguntei para o funcionário do zoo se eles não iriam dar um pedaço de comida para ela e ele disse que não, porque eles tinham que reproduzir o que acontecia na selva...disse até que no dia seguinte aquela hiena iria se esforçar mais e com certeza conseguiria comer. Doido demais..




[caption id="attachment_257" align="aligncenter" width="600"] Hienas correndo em direção à comida[/caption]

Depois seguimos para ver a alimentação dos meerkats ou suricatos, em português. Que bichinhos lindos! Fiquei encantadas com eles...vimos também um porco espinho enorme, lontrinhas fofíssimas, leão, tigre, cangurus, macacos, lêmures, zebras, girafas e llamas...O bichinho mais único que vimos, que só é encontrado na Nova Zelândia, sendo o mascote do país, foi o kiwi, uma ave que não voa e que tem um bico enorme, muito estranho por sinal. Só conseguimos vê-lo em um ambiente super escuro preparado para os visitantes, mas as fotos não ficaram muito boas...




[caption id="attachment_258" align="aligncenter" width="690"] Suricatos lindos![/caption]

Saímos do zoo e fomos para a cidade de Christchurch, que infelizmente estava toda destruída, por causa de mais um terremoto que tinha acontecido 2 dias antes de chegarmos (houve outro do início do ano de 2012). Ficamos dentro da campervan rodando e procurando restaurante para pararmos, mas como já era um pouco tarde, não conseguimos encontrar nada funcionando além de Pizza Hut. Fomos lá mesmo! =P Durante o jantar começamos a procurar nos guias um lugar para dormirmos dentro de nossa campervan. Existem o que eles chamam de Holiday Parks, que são basicamente estacionamentos com banheiros coletivos. Ligamos para o North South Holiday Park  e eles ainda estavam aceitando hóspedes. Fomos para lá, estacionamos nossa casinha, fomos no banheiro e depois voltamos para o carro para dormir. Estava bem fria a noite... percebemos que não havia nenhum aquecedor no carro, a não ser que o deixássemos ligado.  Até fizemos isso, mas na hora de dormir, desligamos o carro. Decidimos dormir com muitas roupas no corpo e com todas as mantas que a empresa deu para a gente...mesmo assim, passamos frio. Que noite horrível!




[caption id="attachment_259" align="aligncenter" width="690"] Cidade em obras[/caption]

2°dia – terça (29/05/2012)


Acordamos decididos a dar um upgrade de campervan. Fomos na loja e nos explicaram que as campervans que possuem aquecedor são as maiores, que comportam 4, 5 pessoas. Pegamos o modelo Condo, muito maior que o Crib e portanto, muito mais confortável. É possível montar duas camas de casal e o fogão e geladeira são internos...muito legal. Para ter o aquecedor funcionando durante a noite, temos que alugar vagas nos Holiday Parks do tipo powered, que possuem tomadas. Ligamos um cabo do carro nesta tomada e tchan rannn...estamos aquecidos por toda a noite!




[caption id="attachment_260" align="aligncenter" width="690"] Condo por dentro[/caption]

Com a casinha nova, seguimos pela estrada que nos levaria até o Arthur's Pass National Park. Que estrada perfeita! Tanto pela qualidade do asfalto, como pelo visual, repleto de montanhas, lagos e vegetação com cores incríveis.




[caption id="attachment_261" align="aligncenter" width="690"] Estrada básica[/caption]

Paramos em uma cidadezinha para comprar suprimentos no supermercado e preparamos um baita café da manhã, que tomamos enquanto dirigíamos. Paramos para tirar fotos em locais que achamos fabulosos. Um deles foi a maior cacheira da região, a Devils Punchbowl Falls, cuja trilha a partir da estrada durava menos que meia hora. Valeu super a pena!




[caption id="attachment_262" align="aligncenter" width="690"] Vendo a cachoeira do estacionamento[/caption]

Voltamos para a estrada em direção aos glaciares e fomos obrigados a parar quando avistamos uma campervan sendo devorada por Keas, aves da região que amam as borrachas das janelas dos carros. Os donos da campervan estavam achando o máximo, tirando várias fotos...fizemos isso também. =D




[caption id="attachment_263" align="aligncenter" width="690"] Kea faminta[/caption]

Continuamos na estrada e depois de algumas horas chegamos a Franz Josefonde ficamos hospedados em um holiday park repleto de floresta, muito bacana. Fizemos Mac and Cheese para o jantar e dormimos que nem pedras na nossa super casa.




[caption id="attachment_264" align="aligncenter" width="690"] Holiday Park no meio da natureza, pela manhã.[/caption]

3°dia – quarta (30/05/2012)


Acordamos e decidimos ir conhecer os glaciares por nossa conta, sem pagar os passeios de escalada e helicóptero que eram muito caros e muito longos. Fomos de carro até o estacionamento do Franz Josef  e caminhamos até onde era possível ir sem guia, não entrando no gelo, como os passeios pagos fazem.




[caption id="attachment_266" align="aligncenter" width="690"] Trilha do glaciar Franz Josef[/caption]

Uma caminhada longa até, de cerca de 1 hora para ir até o ponto mais próximo do glaciar e 1 hora para voltar até o carro. O legal da caminhada é que é em um vale e a gente passou por diversas cachoeiras lindas até chegar ao ponto final..




[caption id="attachment_265" align="aligncenter" width="517"] Cachoeira na trilha para o glaciar[/caption]

Saímos de lá e fomos para o próximo glaciar, o Fox Glacier, que achei o mais bonito dos dois. Paramos no estacionamento, preparamos nosso almoço, almoçamos e fomos caminhar até  o ponto mais próximo do glaciar. Um bom jeito de fazer a digestão...Fizemos uma outra trilha para ver o glaciar de mais longe, mas nem achei que valeu a pena.




[caption id="attachment_267" align="aligncenter" width="690"] Fox Glacier de perto...[/caption]

Depois de lá, seguimos para o Lake Matheson, bem pertinho deste último glaciar. O reflexo das montanhas na água é muito lindo..amamos!


Pegamos a estrada e assim que anoiteceu, decidimos parar no primeiro holiday park que aparecesse, que foi em Haast. Muito bom também, com um pessoal bem receptivo. Não queríamos pegar a estrada a noite, porque sabíamos que perderíamos visuais maravilhosos e não estávamos dispostos a isto. Jantamos e dormimos muito bem, apesar de termos ficado preocupados em sermos os únicos estacionados ali.


 4°dia – quinta (31/05/2012)


Acordamos, tomamos banhos e logo pegamos a estrada . Tínhamos que dirigir cerca de 200km até Queenstown e queríamos chegar ainda com tempo para praticar algum esporte radical. Fomos visitar a praia, que era ali pertinho e gostamos do que vimos, apesar do frio que estava fazendo.




[caption id="attachment_268" align="aligncenter" width="690"] Praia em Haast[/caption]

Tomamos café da manhã enquanto dirigíamos, apreciando a paisagem que era lindíssima. Chegamos no lago Wanaka e o visual nos surpreendeu...que lugar lindoooooooo! Paramos para tirar muitas fotos e para curtir a paz do lugar. Seguimos depois pela estrada e nos deparamos com outra vista do lago que também era incrível...




[caption id="attachment_269" align="aligncenter" width="690"] Lake Wanaka[/caption]

Seguimos para Queenstown com um aperto no coração em deixar aquele lugar tão bonito...queríamos ter tido mais tempo para fazer picnic, almoçar e fazer nada ali, só apreciando a beleza. Quem sabe um dia voltamos =D


Pegamos mais um trecho encantador da estrada, desta vez com vegetação bem seca, até chegarmos a Queenstown. Muitas aventuras por vir...




[caption id="attachment_270" align="aligncenter" width="690"] Chegando em Queenstown...[/caption]

sábado, 18 de agosto de 2012

Meu primeiro mochilão - sozinha!

Em 2011 decidi começar minha vida de mochileira viajando por perto - Argentina e Chile! Estava namorando e a ideia era irmos juntos, mas terminamos o namoro neste meio tempo e decidi ir sozinha mesmo assim. 30 dias rodando por aí, com uma mochila nas costas me pareceu uma baita experiência.Vou contar como tudo foi organizado...


Primeiros passos:


- Marquei minhas férias de 30 dias na empresa, de acordo com as datas dos meus outros colegas.


- Olhei quanto tinha guardado e quanto queria gastar, para decidir quanto que poderia gastar por dia.


- Pesquisei as cidades que queria visitar, principalmente no fórum de mochileiros.


- Tracei o roteiro, escolhendo quantos dias queria ficar em cada lugar e otimizando os percursos a serem percorridos. Organizei tudo em uma planilha Google Docs, para poder acessar de casa e do trabalho e depois compartilhar com família e amigos.


- Procurei por albergues nestes dois sites - Hostels e HostelWorld. Acabei descobrindo a rede de albergues YHA, neste site e fiz a carteirinha deles, para obter desconto nos albergues da rede. O que achei mais legal deste site é que é perfeito para reservar vários albergues, seguindo uma cronologia. É perfeito para quem faz mochilão! Reservei os albergues de praticamente todas as cidades por onde iria passar e só precisei pagar 5% do valor para fazer a reserva. Escolhi praticamente todos os quartos compartilhados, por serem mais baratos.


- Pesquisei ônibus de uma cidade para outra, só para ter ideia de valores e duração. Decidi aproveitar ônibus a noite para economizar albergue e não perder tanto tempo em estrada.


- Com o roteiro montado, comprei passagens com milhas da TAM e GOL (total de 11.000 milhas para ir e voltar). Desci em Buenos Aires e voltei de Santiago. Comprei também passagens internas, para apenas um trecho da viagem.


- Comprei mochilona da Deuter, que acompanha mochilinha também.


- Providenciei o VTM (Visa Travel Money), cartão de débito com taxas internacionais melhores que as taxas do meu cartão Santander. Comprei o do Banco Rendimento, pelo site da Cotação. Coloquei o valor em reais que queria gastar e conforme ia gastando em pesos argentinos ou chilenos, eles convertiam e iam debitando do meu cartão. Achei ótimo pela praticidade e todos os lugares praticamente aceitavam Visa. O bacana também é que se eu tivesse perdido, era só eu ligar e eles bloqueariam e mandariam outro em pouco tempo. Ideal para quem vai mochilar! Nunca se sabe o que pode acontecer...


- Comprei dois guias de viagem - Guia o viajante Chile e Guia o viajante Argentina . Escolhi estes dois por terem o perfil mais de mochilão, sem tantos lugares chiques e caros e com dicas para obter descontos e fazer passeios baratos.


- Comprei outro SD Card para a câmera e um pen drive grande para ir passando as fotos aos poucos.


- Arrumei minha mochilona com tudo o que queria levar e testei se conseguiria carregar numa boa. Até tirei algumas coisas e troquei outras para ter o maior conforto nos 30dias.


Tudo pronto!! Era só viajar. =D


O roteiro:


BRASIL - Rio de Janeiro


ARGENTINA - Buenos Aires e Tigre


ARGENTINA -  Córdoba, Alta Gracia, Villa Carlos Paz e Villa General Belgrano


ARGENTINA - Mendoza, Uspallata e Puente del Inca


ARGENTINA - Neuquén e San Martin de los Andes


ARGENTINA - Bariloche


CHILE - Puerto Montt e Puerto Varas


CHILE - Pucón e Chillan (acabei ficando só em Pucón)


CHILE - Santiago (só para pegar o vôo para Cálama)


CHILE - Cálama e San Pedro de Atacama


CHILE - Santiago, Vina del Mar e Valparaíso


Veja o roteiro no mapa. Para mais detalhes, clique nos links de cada região citada acima.


Have fun! Se tiver dúvidas, não deixe de perguntar.