quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Alice Springs (Deserto da Austrália) em 5 dias

Dia 1 - quinta (14/06/2012)


Chegamos em Alice Springs por volta de 13h e estava um calorrrrrr absurdo. A vista do avião é muito legal, mas mais legal ainda, é pisar ali e cair a ficha que você está no fim do mundo, onde Judas perdeu as botas. É um breu total, com um mini aeroporto bem arrumadinho até.




[caption id="attachment_930" align="aligncenter" width="690"]Vista do avião Vista do avião[/caption]

[caption id="attachment_931" align="aligncenter" width="690"]Paz...paz...paz Paz...paz...paz[/caption]

Nós reservamos desde o Brasil o tour 3 days/2 nights camping da empresa The Rock Tour, indicada por um amigo nosso. Eles ficaram responsáveis por organizar o translado do aeroporto para o nosso albergue, o Toddys. (PS O aeroporto é longe da cidade! Não sei se dá para reservar o transporte lá na hora...)


O caminho do aeroporto para a cidade é muito diferente de tudo o que já tínhamos visto (tá...para mim nem tanto, já que já tinha ido ao Atacama). Uma imensidão de terra, pouca vegetação e uma impressão de que aquele lugar era completamente esquecido e abandonado. Chegamos na cidade e esta impressão não mudou muito. Que cidade estranha, viu...principalmente por ser repleta de aborígenes e eles são sérios, sisudos e portanto, passam um pouco de medo.




[caption id="attachment_932" align="aligncenter" width="690"]A caminho de Alice... A caminho de Alice...[/caption]

Fizemos o check in no Toddys e tivemos o azar de compartilharmos banheiro e cozinha com uma menina muito vulgar que estava sozinha no outro quarto. É como se fosse um apê de 2 quartos (cada um com sua tranca) e 1 banheiro e 1 mini cozinha. Não tive paz com aquela garota...Ainda bem que foi só por um dia.


Como o nosso tour só começaria no dia seguinte, decidimos aproveitar o restante da tarde para conhecer a cidade. Estávamos famintos, então nosso objetivo maior era arranjar comida naquela cidade estranha. Pegamos um mapa com o pessoal do albergue (não muito simpáticos) e fomos andando para o centrinho da cidade. Este Toddys não fica tão assim no centro, então foi uma boa caminhada. Cruzamos com muitos aborígenes não muito simpáticos, até que chegamos no que eles chamam de Todd Mall (rua com lojinhas, restaurantes, etc).


Procuramos um banco para sacar dinheiro (estávamos sem nada, praticamente) e pegamos uma cotação péssima (não me lembro qual). Dica - venha com dinheiro! Continuamos andando pela rua e confesso não ter me interessado por nenhum restaurante. Acabamos parando em um que ainda estava aberto e o Celo tomou coragem e comeu um hamburguer. Eu achei melhor esperar as compras do supermercado, que seriam logo depois.




[caption id="attachment_933" align="aligncenter" width="690"]Restaurantezinho... Restaurantezinho...[/caption]

Passamos no escritório do The Rock Tour para confirmar o tour e eles nos disseram tudo que tínhamos que comprar para a viagem de acampamento por 3 dias. Repelente, muita água, biscoitos, óculos escuros, etc, etc. Fomos para o supermercado (tudo caríssimo!!!) e compramos apenas o essencial. Depois passamos em uma loja própria para aventureiros e compramos os utensílios que faltavam.


Voltamos andando para o albergue e assim que chegamos, comemos nossos miojos e sanduíches e depois nos arrumamos para dormir. Foi um pouco difícil por causa de toda a expectativa com o dia seguinte...


Dia 2 - sexta (15/06/2012)


 Acordamos bem cedo (acho que umas 5h) e descemos para tomar o café da manhã. Eis que percebemos que lá existe um fuso de 30 minutos a menos, então estávamos adiantados...rs. Que tosco, hein. Ficamos fazendo hora e logo estávamos comendo o café da manhã bem basicão do albergue. Complementamos com o que tinha sobrado do nosso supermercado...


Deixamos as mochilonas no depósito do albergue e ficamos apenas com as mochilinhas para os 3 dias. A empresa The Rock Tour chegou pontualmente no albergue nos buscar e lá fomos nós, num frio do cão, para um mini ônibus com outros aventureiros. Paramos no escritório da empresa, acertamos toda a burocracia e acabamos comprando mais água...vai que falta né...melhor sobrar.


Com todos prontos, entramos novamente no mini ônibus com um bagageiro atrás para bagagens e pegamos a estrada. Que sensação gostosa de aventura! Nosso ônibus só tinha jovens (descobrimos que éramos os mais velhos) e nenhum casal além de nós. Também né...qual o casal que toparia acampar no meio do breu, dormindo em sacos de dormir espalhados ao redor de uma fogueira, correndo o risco de animais estranhos, que só existem na Austrália atrapalharem o sono? Pois é...nada confortável ou romântico.


Enfim... assim que pegamos a estrada, tivemos o prazer de conhecer o nosso guia e o ajudante. Os dois figuraças, muito porra loucas. Eles começaram com uma atividade quebra gelo que consistia em cada um ir até a frente do bus, falar nome, país, idade e o mais engraçado, contar a experiência do primeiro beijo e do último, assim como, quando tinha sido...rs. Imaginem o constrangimento... todos ficaram super sem graça e o quebra gelo funcionou!




[caption id="attachment_971" align="aligncenter" width="690"]Nosso bus e o bagageiro Nosso bus e o bagageiro[/caption]

O guia nos explicou muita coisa no caminho, principalmente as regras do camping tour  e os desafios que tínhamos pela frente. Para começar, paramos no meio da estrada para catar LENHA. Isso mesmo...LENHA. Adivinhem porque? Porque é com lenha que fazemos fogueira. É com a fogueira que nos aquecemos de um frio absurddddooooo a noite, cozinhamos nosso jantar e afastamos animais estranhos. Sentiu a importância da parada né? Pois bem... tínhamos que catar lenha com as nossas próprias mãos, sendo que muitas árvores estavam secas e arranhavam para caramba. Eu, muito jeitosa, acabei me machucando um pouco, assim como outras pessoas. O guia nos apontava árvores que estavam mortas e era atrás delas que tentávamos pegar as melhores toras. Ficamos nisso por uns 30 minutos e quando o guia achou que tínhamos lenha suficiente, nos deixou voltar para o conforto do bus. Continuamos pela estrada...




[caption id="attachment_975" align="aligncenter" width="690"]Em busca de lenha... Em busca de lenha...[/caption]

Paramos em um lugar para comprar cervejas para os 3 dias e por incrível que pareça (somos muito mão de vaca!), nós 2 fomos os que mais compramos!  Diversão garantida...uhul!!!


Seguimos direto para o Parque uluru - Kata Tijuta National Park. Foi incrível ver o maior monolito do mundo na nossa frente...é realmente enorme. O Uluru é sagrado para os aborígenes e por isso, existem MUITAS regras e explicações espalhadas pelo parque. Paramos primeiro no museu deles, muito explicativo e arrumadinho. Pena que não podemos tirar fotos...o mais incrível que achei do lugar é que existe um espaço com muitas cartas de pessoas que "roubaram" algo do parque e acabaram sendo "punidas" por isso depois Elas sabiam, assim como eu e todos os visitantes do parque, que não é permitido retirar nada do parque (pedrinhas, plantas, etc) e também existem lugares que não podem ser fotografados de jeito nenhum. Enfim, acabaram burlando as regras do parque e tragédias enormes aconteceram depois com suas famílias ou cidades. Fiquei um bom tempo lendo as cartas e fiquei horrorizada com os acontecimentos. É muita coincidência, hein... o bacana é que essas pessoas enviaram de volta as fotos e pedrinhas, com pedidos de desculpa e tals. Fica o alerta aí!




[caption id="attachment_934" align="aligncenter" width="690"]O parque O parque[/caption]

Depois do museu, o guia nos deixou bem perto do Uluru e nos disse para darmos a volta nele, seguindo uma trilha bem sinalizada. Ele ressaltou a questão do respeito com os lugares sagrados e pediu para que não tirássemos foto desses locais. Assim o fizemos! Andamos pelo Uluru juntos por 1 ou 2 horas (não lembro exatamente). A sensação de estar ali, ao lado de algo tão grandioso, é muito boa. Realmente é uma rocha muito encantadora, com todas as suas curvas, buracos e mistérios.




[caption id="attachment_935" align="aligncenter" width="690"]Andando ao redor.... Andando ao redor....[/caption]

[caption id="attachment_936" align="aligncenter" width="690"]... ...[/caption]

[caption id="attachment_937" align="aligncenter" width="690"]... ...[/caption]

[caption id="attachment_938" align="aligncenter" width="690"]... ...[/caption]

[caption id="attachment_939" align="aligncenter" width="690"]Placa no meio da trilha Placa no meio da trilha[/caption]

[caption id="attachment_940" align="aligncenter" width="690"]Fenda = Boca? Fenda = Boca?[/caption]

[caption id="attachment_941" align="aligncenter" width="690"]... ...[/caption]

[caption id="attachment_942" align="aligncenter" width="690"]Buracos... Buracos...[/caption]

Depois que encontramos o guia, nos deparamos com a trilha que leva até o topo do Uluru. Os aborígenes pedem para que as pessoas não subam, mas mesmo assim, como o parque é gerenciado por homens brancos que acabam ganhando dinheiro com as visitas, as pessoas sobem. Principalmente, os orientais, porque fecham pacotes em seus países que incluem esta subida perigosa. Ela é tão íngreme e cansativa, que algumas pessoas já caíram e morreram... faltam somente alguns acidentes acontecerem para esta subida ser fechada para sempre! Coisa de louco.. ah...e tem gente também que acaba fazendo xixi e cocô lá em cima, depois de tanto tempo de exaustão...uma falta de respeito sem tamanho.




[caption id="attachment_943" align="aligncenter" width="690"]Alguns babacas subindo... Alguns babacas subindo...[/caption]

Apreciamos bastante o visual, tiramos as fotos permitidas e depois seguimos o guia pelo restante da trilha, até completarmos a volta inteira. Nesta parte do passeio, ele nos contou detalhes de rituais dos aborígenes, explicou algumas marcações na rocha, entre outras coisas...é muito mistério para um lugar só. Adoramos!




[caption id="attachment_944" align="aligncenter" width="690"]Agora com o guia... Agora com o guia...[/caption]

[caption id="attachment_945" align="aligncenter" width="690"]Nosso super grupo =) Nosso super grupo =)[/caption]

[caption id="attachment_946" align="aligncenter" width="690"]Nos distanciando... Nos distanciando...[/caption]

Saímos de lá e fomos com nosso mini bus até um estacionamento bem longe, de onde é possível apreciar a mudança da cor do Uluru, com o pôr do sol acontecendo. Que coisa linda.... Ele começa quase vermelho terra e vai ficando marrom, marrom, marrom até que quase some na escuridão da noite enluarada.




[caption id="attachment_947" align="aligncenter" width="690"]1 1[/caption]

[caption id="attachment_948" align="aligncenter" width="690"]2 2[/caption]

[caption id="attachment_949" align="aligncenter" width="690"]3 3[/caption]

[caption id="attachment_950" align="aligncenter" width="690"]4 4[/caption]

[caption id="attachment_952" align="aligncenter" width="690"]5 5[/caption]

[caption id="attachment_954" align="aligncenter" width="690"]6 6[/caption]

[caption id="attachment_953" align="aligncenter" width="690"]Céu lindo! Céu lindo![/caption]

Durante o processo de apreciação, fomos surpreendidos com um jantar MARAVILHOSO elaborado pelo nosso guia, em um panelão e um fogãozinho elétrico muito básico. Comemos que nem peões e depois começou o processo de lavagem dos pratos. Pasme - é uma grande balde com água, onde todos lavam os pratos, ou seja, os últimos terão seus pratos provavelmente mais sujos do que se não tivessem lavado-os. Nojento né, mas tivemos que abstrair. Pelo menos a comida estava boa!


Quando o jantar acabou, fomos para o bus e seguimos para um lugar de camping com banheiro, pelo menos. Que frioooooo que fazia....


Tomamos nossos banhos super rápido (pelo menos a água era quente) e nos vestimos com algumas roupas de frio (devia estar fazendo uns 2 graus). Ficamos todos ao redor da grande e única fogueira, com nossas cervejas e biscoitos, conversando alto, contando piadas e curtindo aquele momento aventura. Fomos interrompidos pelo guia, que nos entregou nossos sacos de dormir e um swag, que é uma proteção para o saco. Ele nos explicou como montar e nos avisou que no dia seguinte nos acordaria muito cedo, mas que não iria dizer a hora, para ninguém se programar ou ficar assustado. Assim que ele falou isso, fomos direto para "cama".


Nossos sacos de dormir ficaram com a parte do travesseiro para dentro da roda, onde estava a fogueira, então a sensação térmica estava até gostosa. O problema foi de madrugada, quando a fogueira apagou e quando eu percebi que estava com muito, muito frio. Nunca passei tanto frio na vida...percebi que não estava com todas as minhas roupas de frio e que não tinha fechado completamente o saco e o swag. Que erro, meu Deus... acordei Celo, que estava bem ao meu lado e ele também estava com muito frio...fizemos companhia um para o outro até voltarmos a dormir, com sons de ronco e insetos por toda a parte. Super romântico! =)


Dia 3- sábado (16/06/2012) 


Fomos realmente acordados muito cedo (acho que eram umas 4h) pelo nosso guia frenético, como se estivéssemos no exército. Tínhamos 30 minutos para nos arrumarmos e entregarmos os sacos de dormir e swag para ele, ou seja, uma correria danada. Banho, nem pensar...apenas escovar os dentes, arrumar o cabelo e trocar uma ou outra peça de roupa.


Com todos prontos e sonolentos, partimos novamente para o estacionamento do dia anterior, para ver o Uluru ao nascer do sol. Chegamos lá e nosso guia preparou um café da manhã também maravilhoso. Tipo, tudo é muito básico, sabe, mas estava tudo muito gostoso, apesar do frio de lascar que estava fazendo.


O visual do Uluru durante o nascer do sol também é alucinante. Cada mudança de cor mexeu com a gente de uma forma....eu achei incrível a experiência. Valeu cada perrengue da noite anterior.




[caption id="attachment_955" align="aligncenter" width="690"]1 1[/caption]

[caption id="attachment_956" align="aligncenter" width="690"]2 2[/caption]

[caption id="attachment_957" align="aligncenter" width="690"]3 3[/caption]

De lá, partimos para o Valley of the Winds (longe pra caramba - eba! deu para dormir), lugar muito lindo para fazermos uma caminhada longa, longa, longa....Estava muito frio ainda, então fomos completamente encasacados. No entanto, quando passou 1 hora de caminhada, eu já queria largar os meus casacos lá mesmo, de tanto peso e cansaço que estava sentindo. Ficamos algumas horas andando, apreciando o visual árido e o silêncio ensurdecedor. Tentamos acompanhar o grupo, mas eles realmente estavam em mais boa forma do que nós. Ficamos um pouco para trás, mas nada que fosse muito desesperador não... no final, todos esperaram um pouquinho por nós para termos a nossa famosa foto do grupo.




[caption id="attachment_958" align="aligncenter" width="517"]Plaquinha... Plaquinha...[/caption]

[caption id="attachment_959" align="aligncenter" width="690"]... ...[/caption]

[caption id="attachment_961" align="aligncenter" width="690"]... ...[/caption]

[caption id="attachment_962" align="aligncenter" width="690"]... ...[/caption]

[caption id="attachment_963" align="aligncenter" width="690"]... ...[/caption]

[caption id="attachment_965" align="aligncenter" width="690"]... ...[/caption]

[caption id="attachment_964" align="aligncenter" width="690"]Explicações... Explicações...[/caption]

[caption id="attachment_966" align="aligncenter" width="690"]... ...[/caption]

[caption id="attachment_969" align="aligncenter" width="690"]... ...[/caption]

Almoçamos wraps (não tão bons) e voltamos para a estrada. Passamos por um salar um pouco distante da estrada, mas deu para o Celo ter a ideia do que seria um salar. Ali perto, paramos para catar mais lenha e ir em busca de uns bichos que eles às vezes encontram na terra... confesso que não dei muita importância para esta última atividade. =P




[caption id="attachment_973" align="aligncenter" width="690"]Salar Salar[/caption]

[caption id="attachment_974" align="aligncenter" width="690"]Lenha... Lenha...[/caption]

[caption id="attachment_976" align="aligncenter" width="690"]Machucados... Machucados...[/caption]

[caption id="attachment_977" align="aligncenter" width="690"]Instinto humano Instinto humano[/caption]

[caption id="attachment_978" align="aligncenter" width="690"]Em busca do animalzinho... Em busca do animalzinho...[/caption]

Saímos de lá frustrados por não ter encontrado nenhum e voltamos para a estrada, onde ficamos por algumas horas até chegarmos ao camping. Lá, tomamos nossos banhos rapidamente e fomos preparar o nosso jantar, junto com o coitado do guia.


Eu fiquei responsável por descascar e cortar as batatas, a outra menina ficou responsável pelas cenouras, o guia pelo arroz e outro menino pelo aquecimento da panela, na própria fogueira. O prato ficou uma delícia, ainda mais com o clima de aventura, com todos sentados ao redor da fogueira no meio da nada, com nossas cervejas e histórias sobre as experiências de cada um...momento único.


Quando vimos que o guia estava indo se deitar, nos preparamos para dormir também. Fomos ao banheiro, clonge para caramba, no meio do breu com uma mini lanternam, colocamos todas as roupas de frio possíveis e voltamos para nossos sacos de dormir. Dessa vez, fechei o saco de dormir todinho, assim como o swag, e dormi como uma pedra, mesmo com o frio danado que estava fazendo do lado de fora.


Dia 4 - domingo (17/06/2012)


 Mesmo esquema da manhã anterior. Fomos acordados aos gritos e tivemos 30 minutos para nos arrumarmos e entregarmos nossos sacos de dormir. Tomamos um rápido café da manhã e fomos para o ônibus, rumo ao Kings Canyon. O objetivo era ver o nascer do sol lá de cima do canyon, que lemos que era espetacular. O guia nos explicou que tínhamos uma longa subida pela frente, mas como estava muito frio, decidi manter todas as minhas roupas de frio no corpo. Maior erro da minha vida.


Começamos a subida e logo percebi que estava bastante pesada e sem elasticidade, por causa da quantidade de roupas que estava usando.  Continuei indo até que comecei a passar muito mal, com muita falta de ar. As pessoas continuaram subindo, mas o guia parou comigo, para tentar me dar  apoio moral. Conforme continuava subindo, a dor do peito e a falta de ar pioravam e fui obrigada a parar, preocupada com a minha vida. Só que, por mais que o guia estivesse ali do meu lado, assim como o Celo, sabia que eu tinha que continuar subindo porque tínhamos o objetivo de ver o nascer do sol com toda a equipe. Imagina se eu decepciono todo mundo...


Consegui, depois de muito tempo, chegar ao topo. Aff, que alívio... Continuamos caminhando lá por cima até que depois de quase 30 minutos, foi possível ver o nascer do sol. Coisa linda mesmo (pena que não registrei na hora, porque estava preocupada em apreciar...) Dá uma olhada no visual...




[caption id="attachment_982" align="aligncenter" width="690"]Canyon Canyon[/caption]

[caption id="attachment_983" align="aligncenter" width="690"]Nascendo o sol Nascendo o sol[/caption]

[caption id="attachment_984" align="aligncenter" width="690"]... ...[/caption]

[caption id="attachment_985" align="aligncenter" width="690"]... ...[/caption]

[caption id="attachment_986" align="aligncenter" width="690"]... paz[/caption]

Saímos de lá e paramos em uma fazenda para andar de camelo e brincar com outros animais. Foi deliciosa a experiência de montar, andar e correr no camelo. Que bicho alto...rs. Vale a pena!




[caption id="attachment_987" align="aligncenter" width="690"]Montando... Montando...[/caption]

[caption id="attachment_988" align="aligncenter" width="690"]Andando... Andando...[/caption]

Paramos depois em um posto de gasolina para fazermos e comermos nosso almoço. Confesso que não foi tão interessante quanto as refeições no meio do nada, sem nenhuma civilização do lado. Quando acabamos, voltamos para a estrada e dirigimos por algumas horas até Alice springs (fomos dormindo). Chegamos no nosso albergue, tomamos um baita banho quente, arrumamos nossas coisas e fomos dormir.


Acordamos com o despertador com a hora marcada do happy hour com o grupo. Nos arrumamos e saimos andando do nosso albergue até o bar indicado pelo guia. Cruzamos com alguns aborígenes nada simpáticos... ao chegarmos no bar, já com todo o nosso grupo, contamos que fomos andando e o guia dos deu um pequeno esporro, porque disse que a cidade não é considerada muito segura a noite. Falou para voltarmos de taxi e assim fizemos, depois de algumas horas de cervejas, risadas e promessas de amizade a distância.


Dia 5 - segunda (18/06/2012)


 Acordamos relativamente tarde, arrumamos nossas mochilonas e saímos para passear um pouco pela cidade, para encontrarmos um lugar bacana para tomarmos café da manhã. Acabamos comendo em um restaurante que tem como objetivo treinar os aborígenes para ajudá-los com a inclusão na sociedade. A comida estava até boa, mas os preços....extorsivos.


Saímos de lá, pegamos nossas mochilonas, fizemos check out no albergue e logo o nosso transfer para o aeroporto chegou, como era previsto. Impressionante como eles são pontuais na Austrália! Eita colonização britânica danada...


Chegamos no aeroporto, comemos uma besteirinha e em poucos minutos, embarcamos com os corações apertadinhos.


Como gostamos de lá....


De longe, a melhor experiência da minha vida. Recomendo muito a todos os meus amigos e leitores, principalmente aqueles mais frescos, sabe...acho que todos temos que passar um pouco de perrengue na vida para darmos valor à qualidade de vida que temos =D


Brisbane, Gold Coast e Surfers Paradise em 5 dias

Dia 1 - domingo (10/06/2012)


Chegamos em Brisbane pouco depois de meia noite e o aeroporto estava um breu. Não tinha taxi algum na saída e nem funcionários do aeroporto...apenas os passageiros do nosso vôo. Percebemos que eles formaram uma fila do lado de fora e começaram a ligar para taxis, então pedimos para que pedissem um para nós também. Foi a nossa sorte! =) Depois de quase 1 hora esperando, o nosso e os outros taxis solicitados apareceram.


Pedimos para o taxista nos levar até Thorneside, cidade há quase 1 hora de Brisbane de trem, onde uma amiga brasileira da família do Celo mora. Chegamos tarde na casa dela, mas fomos muito bem recebidos. Dormimos muito bem...diria que até melhor do que qualquer hotel ou albergue que ficamos.


Acordamos, nos arrumamos e tomamos café com nossa anfitriã, super encantadora. Ela nos contou de sua vida na Austrália e deu uma vontade danada de viver a experiência também....Quem sabe, hein...rs.


Ela não pôde ficar conosco na parte da tarde, mas nos deu todas as dicas para chegarmos a Brisbane em segurança. Pegamos um trem super confortável e pontual (ela nos deu a tabela com os horários) e fomos em direção à big city. Passamos por umas 10 cidadezinhas, super fofas, até chegarmos a Brisbane. Ficamos encantados com o que vimos! Que cidade limpa e moderna...me lembrou muito Sydney.




[caption id="attachment_893" align="aligncenter" width="690"]Brisbane moderninha Brisbane moderninha[/caption]

Descemos na estação Central e andamos por toda a região. Passamos pela ANZAC Square , Saint Andrews Uniting Church e St John's Cathedral (linda demais, com muitas pedras... Demorou 100 anos para ser construída). Descemos uma rua para chegar até a beira do rio e nos surpreendemos com o visual. Infelizmente o tempo estava nublado, mas o passeio mesmo assim foi uma delícia. Chegamos até onde o barco Kookaburra River Queens estava e tentamos comprar ingresso para fazermos o passeio pelo rio e jantarmos (tínhamos lido quer era super romântico), mas os dias não eram bons para nós, porque já tínhamos programado os parques de diversão. Pena...next time! =)




[caption id="attachment_891" align="aligncenter" width="517"]Igreja linda Igreja linda[/caption]

[caption id="attachment_892" align="aligncenter" width="517"]Catedral de pedras Catedral de pedras[/caption]

[caption id="attachment_895" align="aligncenter" width="690"]O rio imponente... O rio imponente...[/caption]

[caption id="attachment_894" align="aligncenter" width="690"]Orla de Brisbane Orla de Brisbane[/caption]

Continuamos andando e chegamos até o Jardim Botânico da cidade, que é encantador. Vimos noivos e padrinhos tirando fotos, muitos orientais locais em um evento de celebração da cultura deles e outras pessoas se exercitando e passeando calmamente. O legal do JB é que ele fica bem na beira do Rio, então tem um lugar que dá para andar por cima do mangue e dá para ver  caranguejos. Achei muito doido ... rs. Bem na beira do rio, olhando para o JB, dá para ver os prédios modernos atrás, dando um charme ao visual..




[caption id="attachment_896" align="aligncenter" width="690"]De dentro do Jardim Botânico De dentro do Jardim Botânico[/caption]

Atravessamos a Goodwill Bridge (linda!) e chegamos até o outro lado da cidade, que também é muito agradável. Andamos pela região perto do rio e nos deparamos com muitos restaurantes transadinhos, mas caros para nós, considerando que não estávamos com tanta fome. Passamos por eles e decidimos parar em um bem charmosinho para comer crepes. Isso mesmo - lanches gostosinhos! Sentamos do lado de fora do restaurante e ficamos apreciando a fauna e flora do local, enquanto nossos lanches não ficavam prontos...olha que lugar lindo...




[caption id="attachment_897" align="aligncenter" width="690"]Atmosfera encantadora Atmosfera encantadora[/caption]

Amamos nossas crepes e tomamos mais uma cerveja australiana para nossa coleção. Delícia! Ah...ali comi a MELHOR crepe doce de TODA MINHA VIDA. Morri 1000 vezes de tanta gostosura. Saímos dali mais que satisfeitos e avistamos uma piscina pública SENSACIONAL, com a vista para o rio e a cidade. Ela estava fechada (não sei exatamente porque), mas nós achamos o máximo. Lembramos do Piscinão de Ramos...rs. Ah se ele fosse metade dessa piscina de Brisbane..




[caption id="attachment_898" align="aligncenter" width="690"]Piscina pública deles... Piscina pública deles...[/caption]

Andamos mais um pouquinho e passamos em frente a uma chocolateria bem famosa que foi indicada pela nossa anfitriã e pelo visto, por todos os moradores e visitantes dela - Max Brenner Infelizmente, com a fila estava quilométrica, decidimos nem entrar. Ficamos muito curiosos...se você tiver uma chance, não deixe de entrar e depois nos conte como foi! =D


Adoramos o clima dessa região...vários barzinhos animados, pessoas andando civilizadamente nas ruas, stands de feirinha super transadinhos...que lugar agradável. Chegamos até a roda gigante Wheel of Brisbane e logo compramos nossos tickets para ver o visual lá de cima. Demos sorte que estava vazia e ficamos sozinhos em uma cabine, no maior clima romântico...perfeito! O visual realmente é alucinante...a cidade é linda e o rio todo curvilíneo a deixa mais encantadora ainda. Ficamos quase 30 minutos na roda gigante, só curtindo o momento..recomendo demais o passeio!




[caption id="attachment_899" align="aligncenter" width="517"]Roda Gigante com visual incrível Roda Gigante com visual incrível[/caption]

[caption id="attachment_900" align="aligncenter" width="690"]Vista da Roda Gigante Vista da Roda Gigante[/caption]

Saímos de lá e atravessamos a Victoria Bridge, vendo de longe o Treasury Casino iluminado com as cores vermelha e azul - lindo! Alugamos um locker para deixar nossas coisas mais pesadas e entramos com toda a vontade do mundo para brincar na roleta e no blackjack. Infelizmente,  não curtimos muito o clima do cassino... tinha banda ao vivo, com volume super alto e umas músicas muito estranhas. Nunca podia imaginar isso dentro de um cassino! Jogamos só para constar e perdermos tudo, bem rapidamente. Deu raiva, mas alívio ao mesmo tempo, porque estava insuportável aguentar o barulho e as pessoas desesperadas jogando...


Saímos e fomos em direção a Central Station, porque tínhamos que pegar o último trem que ia para a região de Cleveland, passando por Thorneside. Conseguimos pegá-lo com tranquilidade....até compramos um cartão pré-pago que dá desconto nas passagens de trem (não sei quanto, mas tem desconto...rs.). Depois de quase 1 hora, chegamos em uma Thorneside desértica e fomos direto para "nossa" casa.


Dia 2- segunda (11/06/2012)


Acordamos, tomamos café da manhã reforçado com nossa querida anfitriã e nos arrumamos para irmos novamente a Brisbane. Pegamos o mesmo trem e lá fomos nós novamente para a cidade grande... descemos a estação central e passeamos por uma outra região, que contém muitas, muitas lojas. Nos informamos sobre como ir até o Lone Pine Koala Sanctuary e conseguimos pegar o ônibus direitinho. Impressionante como todo mundo é bem informado e como o transporte público é de qualidade...o ônibus saiu na hora marcada. Depois de quase 1 hora no ônibus, chegamos até o santuário do koalas. Nós lemos só coisas boas desse lugar...e adivinha só - é realmente tudo de bom MESMO! Pagamos nossas entradas e assim que entramos nos deparamos com muitos koalas nas árvores,  obviamente, dormindo...rs. Os bichinhos dormem 18 horas por dia! São muito, muito lindos. Dá uma olhada...




[caption id="attachment_901" align="aligncenter" width="690"]Koalinha fofo Koalinha fofo[/caption]

Continuamos andando pelo santuário, que é uma espécia de zoo, e nos deparamos com um ornitorrinco. Nunca havia visto um na minha frente! É bem engraçadinho o bicho, mas também bem perigoso (acho que a fêmea pode até matar, se liberar uma substância quando estiver se sentindo ameaçada).


Depois encontramos com um diabo da tasmânia e decidimos esperar o momento de sua alimentação, para ouvir o que a cuidadora tinha a dizer sobre ele. Infelizmente, esses animais só existem na Tasmânia, estado australiano.Tirando isso, só em zoológicos mesmo...Descobriram recentemente um vírus extremamente contagioso entre eles, que vem dizimando a população desses bichanos. Ainda não encontraram a cura para isso, então corremos o risco de em poucos anos, só existirem esses animais nos zoológicos. Triste demais...




[caption id="attachment_902" align="aligncenter" width="690"]Em extinção Em extinção[/caption]

Saímos da palestra meio baqueados com esta notícia, mas vimos tantos animais fofinhos depois, que foi até fácil esquecer. Depois, finalmente chegou o MOMENTO MAIS ESPERADO DA VIAGEM - segurar um koala de verdade! Pagamos uns AUS$20 (quase R$50) para conseguir pegar esses animais no colo (As leis do estado de Queensland permitem!) e preciso dizer que VALEU CADA CENTAVO!




[caption id="attachment_904" align="aligncenter" width="690"]Melhor momento da viagem! Melhor momento da viagem![/caption]

O pessoal foi muito esperto ao exigir que nossas mãos ficassem do jeito que estão. Imagina se minhas mãos estão totalmente livres e eu posso esmagar os animais comum abraço bem apertado...coitados! =P


Foi uma sensação única, sabe... o koala realmente é um animal muito fofo, apesar de um pouco fedido. É bem mais pesado do que eu imaginava, mas dá tranquilamente para segurar por 5 minutinhos. Que coisa deliciosa...fiquei com o coração a mil. Quando tive que devolver o animal para a mocinha, quase chorei pedindo para ficar por mais tempo com ele. Quis pagar mais AUS$20 por mais 5 minutinhos, mas depois que a euforia passou, desisti da ideia.


NÃO DEIXE DE SEGURAR O BICHINHO!!! É TUDO DE BOM!!!


Pegamos nossas fotos impressas e continuamos dando um rolé pelo santuário. Nos deparamos com uma área com muito cangurus, inclusive uma mãe com seu filhote...olha que coisinha fofa (e estranha, ao mesmo tempo)...




[caption id="attachment_905" align="aligncenter" width="690"]WTF? =P[/caption]

Passeamos mais um pouco e saímos do Santuário para pegar o último ônibus para a cidade. Deu tudo certo! Queria saber o quanto economizamos indo sozinhos para lá...quem souber quanto custa uma excursão para o Santuário, feel free to share it with us!


Chegamos em Brisbane, passeamos um pouquinhos pelas ruas, comemos no Burger King e pegamos nosso trem em direção a Thorneside. Quase chegando na cidade, um casal brigando fez um escândalo que chamou nossa atenção. Sabe como é né...já pensamos que o pior podia acontecer, como todo brasileiro assustado com a violência. O cara inclusive mandou a gente parar de olhar para eles, porque estava irritando - o. Assim fizemos, mas eu estava com uma vontade absurda de dar uma gargalhada, porque o jeito como ele falou foi muito engraçado. Graças a Deus, consegui me controlar e chegamos inteiros em casa. Ufa!


Dia 3- terça (12/06/2012)


Ê!!! Dia dos namorados!!! Programação do dia: Parque de diversão!!! :-) 


Acordamos cedo, tomamos café da manhã, arrumamos nossas mini-mochilas (dormiríamos por lá) e fomos direto para a estação de trem. É bem fácil chegar nos parques de diversão...nos informamos lá na estação de trem em Brisbane mesmo e chegamos com bastante facilidade ao "Dreamworld". Chegamos pouco antes das 10h, hora de abertura do parque, então fomos praticamente os primeiros da fila. Ai que sensação boa...




[caption id="attachment_906" align="aligncenter" width="517"]Primeiro parque! Primeiro parque![/caption]

Com o mapa do parque em mãos, planejamos o nosso passeio, com o objetivo de passar pelos brinquedos mais radicais logo, só para garantir né...vai que fica tão cheio quanto os parques da Disney...rs. Não pegamos os pacotes com os parques aquáticos, porque só teríamos 2 dias ali, mas acho que vale a pena, hein...sei lá, passar uns 4 dias rodando pelos parques com calma.


Entramos. Começamos pela Buzzsaw, montanha russa bem na esquerda. Maior erro da minha vida. É muito, muito, muito rápida. Fiquei tonta e com dor de cabeça o dia todo. =( O Celo adorou e até repetiu a dose no final do dia, mas eu, nem pensar.




[caption id="attachment_907" align="aligncenter" width="690"]Redondezas da Buzz Redondezas da Buzzsaw[/caption]

[caption id="attachment_908" align="aligncenter" width="690"]Brinquedo de água fraquinho... Brinquedo de água fraquinho...[/caption]

Alguns brinquedos estavam fechados para manutenção, o que foi uma pena. Acho que é porque fomos em baixa temporada.  Fomos em praticamente todos os brinquedos que faziam sentido e estavam abertos, já que nem estava muito cheio o parque. Revezamos os brinquedos com encontros com animais lindos, como tigres brancos, koalas fofíssimos e um crocodilo absurdamente grande. Adorei o show com os tigres e os seus domadores...os tigres brancos são realmente lindos demais.




[caption id="attachment_910" align="aligncenter" width="600"]Mais koalas Mais koalas[/caption]

[caption id="attachment_911" align="aligncenter" width="690"]Amigo.... Amigo....[/caption]

[caption id="attachment_912" align="aligncenter" width="516"]Sem clima de tensão Sem clima de tensão[/caption]

[caption id="attachment_916" align="aligncenter" width="517"]Eles sobem em árvore... Eles sobem em árvore...[/caption]

Fomos em uma montanha russa de moto também, bem legal. Achei rápida também, mas rápida do que as montanhas russas que lembro de ter ido na vida...minha tontura piorou. Celo acabou indo nos brinquedos mais maneiros, como por exemplo, o The Claw e o Giant Drop. Fiz questão de filmá-lo e tirar muitas fotos para guardar para posteridade.




[caption id="attachment_913" align="aligncenter" width="690"]Roda, roda, roda... Roda, roda, roda...[/caption]

[caption id="attachment_915" align="aligncenter" width="517"]Placa do brinquedo de elevador... Placa do brinquedo de elevador...[/caption]

[caption id="attachment_918" align="aligncenter" width="690"]Fofinho... Fofinho...[/caption]

O parque é um graça...tudo extremamente organizado, caro e as pessoas são muito educadas.  Achei bem legal. A melhor parte foi quando o Celo tentou pegar um urso para mim naqueles brinquedos de tiro e acabou ganhando uma caneta. Depois fui para uma lojinha e ele foi ao banheiro. De repente, ele voltou com um urso de pelúcia lindão rosa, para comemorarmos o dia dos namorados! Tão fofo...rs.




[caption id="attachment_917" align="aligncenter" width="690"]Área infantil.. Área infantil..[/caption]

Saimos do parque quase expulsos e pegamos um ônibus para a cidade de Surfers Paradise. Descemos em um ponto que achamos que era bom (feeling mesmo) e fomos a procura de hotel baratinho, com nossas mochilinhas nas costas e o urso na mão. Achamos um albergue que minha prima tinha indicado, o Islander Backpackers Resort e para lá fomos, depois de comermos no Subway e comprarmos um remédio para dor de cabeça. Chegamos no hostel, enorme por sinal, fizemos check in e fomos direto para o quarto, que infelizmente tinha muito cheiro de mofo. Aproveitei para descansar um pouco e acabamos acordando de madrugada. Fomos dar um rolé na cidade (estávamos famintos) e os únicos lugares que encontramos abertos foram o McDonalds e o Burguer King, by the beach. Que atmosfera agradável...adoramos. Comemos, rodamos um pouquinho mais, passamos em frente a uma festa brasileira (ganhamos até panfleto para cursos na Austrália) e voltamos para o quarto....dia longo este.




[caption id="attachment_919" align="aligncenter" width="690"]Nosso albergue Nosso albergue[/caption]

Dia 4- quarta (13/06/2012)


 Acordamos cedo, tomamos café da manhã no Subway e pegamos um ônibus para o Movie World. Deu para ver melhor a cidade e nossa, nós adoramos. Nos arrependemos de ter ficado tão pouco tempo....é muito agradável o clima da cidade. Pessoas bonitas, prédios modernos, vegetação, carros bacanas e o melhor de tudo,  muito sol!




[caption id="attachment_920" align="aligncenter" width="690"]Surfers Paradise Surfers Paradise[/caption]

Chegamos no parque também antes da abertura dos portões e já fomos nos planejando com o mapa em mãos. Quando entramos, percebemos que ele tem muito mais brinquedos que o outro e que estava também mais cheio...paciência né. Fomos na montanha russa do Scooby Doo, SuperMan, em um brinquedo de água que molha muitooo, assistimos a um show de carros bem bacana e também à parade, que é o desfile com todos os personagens da Warner. Um fiasco...rs.




[caption id="attachment_921" align="aligncenter" width="690"]Superman rollercoaster Superman rollercoaster[/caption]

[caption id="attachment_922" align="aligncenter" width="690"]=D =D[/caption]

[caption id="attachment_923" align="aligncenter" width="690"]Brinquedo de água que molha bastante... Brinquedo de água que molha bastante...[/caption]

[caption id="attachment_925" align="aligncenter" width="600"]Show com carros muito legal! Show com carros muito legal![/caption]

[caption id="attachment_926" align="aligncenter" width="690"]Elevador do Batman...Celo não gostou muito. Elevador do Batman...Celo não gostou muito.[/caption]

[caption id="attachment_927" align="aligncenter" width="690"]A parada A parada[/caption]

[caption id="attachment_924" align="aligncenter" width="690"]Mais parada....fraca, fraca, fraca... Um showzinho tosco[/caption]

Gostamos muito mais do Movieworld do que do DreamWorld. Acho que os brinquedos para adultos nos surpreenderam mais, assim com a estrutura do parque em si.  Recomendamos!


Se tiver mais tempo, não deixe de ir nos parques aquáticos. Pareceram bem interessantes e eles têm pacotes promocionais que fazem os parques aquáticos sairem quase de graça... :) Teremos que voltar para experimentar...


Saimos do parque no último minuto possível e pegamos o bus para a estação de trem, que nos levaria de volta para a cidade de Thorneside. Chegamos lá e fomos jantar com nossa anfitriã em um restaurane tailandês na cidade vizinha....amei a comida e a companhia dela.


Voltamos para casa, arrumamos nossas bagagens, agendamos o taxi para o aeroporto e fomos dormir. No dia seguinte, pegamos o vôo para Alice Springs (deserto da Austrália) com escala em Cairns por apenas 2 horas. Queria ter mais tempo em Cairns, mas não deu....fica para a próxima!