domingo, 12 de agosto de 2012

Sydney e Blue Mountains em 5 dias

 On the way ...


Rumo ao outro lado do mundo - Austrália e Nova Zelândia!!!  O nosso vôo para Sydney partiu de Guarulhos no sábado, dia 19 de maio de 2012. Saímos do Rio na sexta, direto do trabalho, com dois mochilões enormes e muita animação para uma viagem de 30 dias juntos. Descemos em Guarulhos e esperamos o transfer do hotel que reservamos, que era o mais barato da cidade. Que muquifinho! O quarto e banheiro eram até arrumadinhos, só que a barulheira do corredor atrapalhou um pouco o sono. O café da manhã foi excelente, para compensar a madrugada...muitos bolos, suco, pães, cereais e outros. Comemos bastante e pegamos o transfer até o aeroporto, que saiu pontualmente do hotel, conforme solicitamos.


No aeroporto, despachamos as malas, ficamos esperando na sala de embarque e na hora prevista, entramos no avião da TAM, rumo a Santiago. A nossa passagem SP - Santiago - Sydney foi comprada no site da LAN, mas acabamos voando de TAM e QANTAS (excelente por sinal!).


Dormimos no vôo de 3 horas até Santiago e ao chegarmos lá, aproveitamos para passear pelas lojas da sala de embarque e depois sentamos para fazer hora no bar The Last Pisco Sour. Bebemos pisco e cerveja e comemos um sanduba, até que o nosso embarque foi anunciado, bem pontual por sinal. Entramos no vôo por volta das 13h30 do sábado e só chegamos em Sydney às 18h de domingo..fds inteiro no vôo. =P Dado o fuso horário de 13h, o vôo só durou mesmo 16 horas. E que vôo bom...poltronas confortáveis (e olha que fui de econômica), comidas e lanchinhos deliciosos, bebidas de todos os tipos (vinho, cerveja, blood, etc) e filmes excelentes, super atuais.  Como passou rápido...




[caption id="attachment_143" align="aligncenter" width="690"] Almoço bomzão.[/caption]

Dia 1 - domingo (20/05/2012)


Chegamos em Sydney e ao passarmos pela imigração, tivemos que apresentar a aprovação do visto (e-mail impresso), o comprovante de vacina de febre amarela, as passagens de voltas e ainda tivemos que explicar o nosso roteiro.  Momento tenso! rs Tudo aprovado, fomos em frente e ao chegarmos no saguão principal do aeroporto, lindo por sinal, compramos logo o chip mais barato que encontramos, com alguns gigas de internet, da empresa Optus. Compramos também dólares australianos na Travelex, que tinha uma taxa melhor do que no Brasil, mas que com certeza era mais cara do que as casas de câmbio da cidade. Em seguida, fomos em direção à estação de trem, que fica dentro do aeroporto e compramos os tickets para a estação mais perto do nosso hotel, em Kings Cross.




[caption id="attachment_152" align="aligncenter" width="690"] Metrô com dois andares, na estação do aeroporto.[/caption]

Estávamos bem cansados, desnorteados com a diferença de fuso. Achamos bem facilmente o Formule 1, que estava mais barato do que os quartos privativos em albergues. Compramos água em uma lojinha perto do hotel e tivemos o nosso primeiro baque financeiro => AUS$ 5, ou seja, R$11 uma garrafa de 500ml. Vai ser caro assim, hein... depois descobrimos que a água da torneira era potável, mas já era tarde...rs. Chegamos no hotel e desmaiamos na cama.


Dia 2 - segunda (21/05/2012)


Acordamos às 5  da manhã, prontos para passear. Saímos andando pela cidade, ainda no escuro, sem ninguém nas ruas. Apesar de terem falado que Kings Cross era meio barra pesada, sendo o red light district  de Sydney, não me senti nem um pouco ameaçada. Andamos em direção ao centro, passando pela Saint Mary's Cathedral,  Hyde Park e pela base da Sydney Tower, que estava fechada ainda.




[caption id="attachment_144" align="aligncenter" width="690"] St Mary's Cathedral às 6h da matina[/caption]

Passeamos pelas ruas do centro, praticamente sozinhos, já que não tinham muitos carros nem pessoas nas ruas. Estas do centro são repletas de lojas, restaurantes e galerias dentro de prédios modernos e antigos, que misturados, dão um clima delicioso ao centro.


Entramos na galeria no estilo vitoriano mais famosa da cidade (e mais bonita, na minha opinião), a Strand Arcade, que tinha acabado de ser aberta para os funcionários da limpeza. Conseguimos entrar para tirar  fotos, mas todas as lojas estavam fechadas.Depois entramos no Queen Victoria Building, que é um shopping tradicional da cidade, com lojas e bistrôs bem chiques. Como estávamos morrendo de fome, compramos alguns salgados (bem caros, por sinal!) em um quiosque de café e continuamos andando. Paramos para descansar perto do Town Hall, em uma praça que dava acesso à Saint Andrew's Cathedral, repleta de pássaros com bicos pretos e tortos, bem estranhos até.




[caption id="attachment_153" align="aligncenter" width="336"] Arquitetura do QVB[/caption]

Continuamos andando e chegamos no Tumbalong Park, onde o Chinese Gardens of Friendship está. Ele estava fechado quando passamos por ele e só iria abrir às 9h. Continuamos passeando e decidimos rodar por Chinatown e redondezas. Passamos em frente ao Paddy's Market, que também estava com suas lojas fechadas, mas conseguimos entrar e tirar algumas fotos.




[caption id="attachment_154" align="aligncenter" width="690"] Mercadão[/caption]

Fizemos hora passeando pelas ruas até que decidimos tomar café da manhã e como tudo era muito caro, procuramos o supermercado mais perto (Coles) e compramos pães, queijo, presunto e bebidas. Apesar dos preços bem caros (pacote de pão de forma por AUS$ 4, ou seja, R$9), nos divertimos no supermercado em busca do que tinha de mais barato e principalmente, na hora de pagar, em que nós mesmos fazemos o papel da pessoa que fica no caixa do supermercado, passando os produtos e pagando por eles. Haja confiança nos clientes! Sentamos na praça de alimentação do shopping e montamos nossos sanduíches para o dia inteiro. Que delícia ficaram! Comemos bem e quando estava perto de 9h, voltamos para o Jardim Chinês. Que lugar lindo...um canto de paz no meio da cidade, com vegetação e organização impecável, por um preço bem acessível. (AUS$6)




[caption id="attachment_155" align="aligncenter" width="690"] Refúgio.[/caption]

Saímos de lá bem relaxados e continuamos andando até que chegamos ao nosso lugar favorito: Harbourside. Um complexo com restaurantes e lojas bem na beira da baía, com muitos pássaros e pessoas alegres passeando. A vista deste ponto da cidade é simplesmente linda, com todos os prédios modernos do centro e o reflexo da baía com água super limpa. Sentamos em um banquinho para comer mais sanduíche e biscoitos e aproveitamos para interagir com os pássaros que são lindos, bem diferentes dos pombos cinzentos que temos por aqui. Vale a pena a visita!




[caption id="attachment_156" align="aligncenter" width="690"] Harbourside.[/caption]

Seguimos andando e chegamos ao Australian National Maritime Museum. Adivinha só ... Tinha acabado de atracar o barco réplica do James Cook, que saiu pela costa da Austrália refazendo todo o percurso deste  marinheiro que marcou a história do país. Um vento super badalado, com muitos comes e bebes, discursos e nós estávamos lá por coincidência.




[caption id="attachment_157" align="aligncenter" width="690"] Chegada da fragata.[/caption]

De lá, seguimos pela ponte até a área onde estão o Jardim Zoológico de Sydney, o Aquário de Sydney e o Museu Madame Tussauds. Compramos um pacote para visitar os três lugares (não necessariamente no mesmo dia) e também a Torre de Sydney, onde dá para ver toda a cidade de cima. Um preço bem mais em conta do que se comprássemos os quatro separados...


Começamos pelo aquário e adoramos! São tantas espécies diferentes, que só existem na Austrália...ficamos bastante impressionados. O mais legal foi ficar em um túnel onde tubarões, raias e outros animais grandes nadavam ao nosso redor, com funcionários do zoológico alimentando-os de pertinho. Deu um certo medo de estar ali, mas curtimos.




[caption id="attachment_158" align="aligncenter" width="690"] Túnel com aquário em cima.[/caption]

Saímos de lá bem cansados (acho que a diferença de fuso começou a bater) e decidimos andar até a Opera House, antes de voltarmos para o hotel. Acabamos pegando um caminho não muito movimentado, bem na margem da baía...a vista era bem bonita, mas estava em obras, então ficamos com uma sensação meio estranha. Passamos por baixo da ponte Sydney Harbour Bridge, tiramos algumas fotos e seguimos andando até que finalmente ...




[caption id="attachment_159" align="aligncenter" width="690"] A ponte.[/caption]

Tchan rannn... conseguimos vê-la, toda majestosa! A Opera House é realmente linda e se encaixa perfeitamente na cidade, na posição em que está...Ficamos do outro lado da baía, só apreciando-a, enquanto tomávamos nossas primeiras cervejas no restaurante Peter Doyle (cerca de AUS$ 11 cada garrafa de 500ml, aproximadamente). Ouch! =P




[caption id="attachment_160" align="aligncenter" width="690"] Vista do restaurante.[/caption]

Voltamos para o hotel andando e dormimos feito pedras. Eita fuso danado...


Dia 3 - terça (22/05/2012)


Acordamos às 5h da manhã com todo o pique do mundo. Decidimos ir para Blue Mountains, que fica a 2h de Sydney e tem uma natureza belíssima. Para ir e voltar no mesmo dia, só saindo bem cedo, então encaixou perfeitamente para nós! Ao sairmos do hotel, passamos em um supermercado e compramos os ingredientes do nosso café da manhã, que prepararíamos e tomaríamos no trem. Pegamos o metrô com as sacolinhas nas mãos e descemos na estação Central, de onde pegamos um trem para a cidade de Katoomba. Comemos nosso delicioso café (sanduíche e achocolatados) e aproveitamos para curtir a paisagem, que era praticamente cidades pequenas, com muita vegetação. Que paz!


Chegamos em Katoomba e logo vimos a loja da empresa que oferecia o tour até os pontos turísticos mais importantes da região em um ônibus especial, do tipo Hop on & Hop off  (você sobe e desce onde quiser). Até pensamos em comprar este tour, mas pelo preço, achamos melhor tentarmos de outra forma, com ônibus comum, caminhadas e mapas na mão. Foi até bem fácil, porque tudo fica bem explicado nos pontos de ônibus e as pessoas são bem simpáticas ao explicar. Enquanto esperávamos nosso ônibus, passamos em um restaurante/café muito fofo chamado The Paragon e compramos um chocolate quente, que caiu super bem no friozinho que estava.




[caption id="attachment_161" align="aligncenter" width="690"] The Paragon[/caption]

Pegamos o ônibus e descemos em Echo Point, onde fica a melhor vista para atração principal do parque, as 3 irmãs. Que lugar mágico! O visual é simplesmente incrível e o clima ameno só fez o passeio ficar melhor ainda.  Ficamos um tempo apreciando, tirando fotos e depois seguimos pelas trilhas indicadas.




[caption id="attachment_162" align="aligncenter" width="690"] As 3 irmãs...[/caption]

Começamos a fazer a Prince Henry Cliff Walk, mas logo nos deparamos com um bloqueio na trilha, causado por um incêndio. Eles redirecionaram a trilha e nós continuamos andando, nos deparando com quedas d'água lindíssimas, vistas de diversos ângulos. A vegetação também era bacana e o clima ameno facilitou bastante as seguidas horas de trilhas (acho que foram 3h).




[caption id="attachment_163" align="aligncenter" width="690"] Uma das cachoeiras...[/caption]

Até passamos por uma estação onde era possível pegar uma espécie de cable car, mas achamos melhor seguir andando. Chegamos até o ponto onde fica o Scenic World e aproveitamos para pegar o "carro elevador", que nos levou até o topo da trilha, nos poupando de uma baita subida. Que experiência maneira! Lembra um pouco montanha russa, com a trilha passando entre rochas e o carrinho andando com um velocidade bem alta, com você de costas. Valeu a pena!




[caption id="attachment_164" align="aligncenter" width="690"] Montanha russa fora de parque de diversão.[/caption]

Depois de lá, decidimos ir até Wentworth Falls, outra cidade, onde li que tinha a Trilha que Darwin fez em 1800, muito bem avaliada. O problema foi chegar até lá... Uma caminhada que parecia não ter fim pela cidade desértica, até chegarmos ao início da trilha. Nenhum carro ou cidadão no nosso caminho...impressionante. Ficamos andando por aproximadamente 1 hora, seguindo um mapinha que nem era muito detalhado. Que bom que deu certo, hein...




[caption id="attachment_165" align="aligncenter" width="690"] Deserto.[/caption]

Chegamos no início da trilha e até vimos alguns carros estacionados, mas bem menos do que em Echo Point. Começamos a trilha com uma temperatura bem mais gelada e um cansaço absurdo...mas valeu a pena! A vista é maravilhosa e a paz do lugar consegue ser maior do que em Echo Point, por causa da quase ausência de visitantes. Só de pensarmos em voltar andando bateu um desânimo...mas conseguimos, conversando bastante e fazendo planos para o dia seguinte.




[caption id="attachment_166" align="aligncenter" width="690"] Wentworth Falls[/caption]

Pegamos um ônibus até a estação de trem, onde aproveitamos para lanchar e descansar. Pegamos o trem de volta á cidade e quando chegamos no bairro do nosso hotel, Kings Cross, decidimos comer no restaurante japonês Wasabi Bistro, bem bom por sinal. Tudo o que pedimos estava divino e caiu perfeitamente bem. Voltamos para o hotel bem felizes. =D


Dia 4 - quarta (23/05/2012)


Acordamos às 6h e saímos para passear, dessa vez por Woolloomooloo. Vimos os primeiros mendigos da cidade e até fomos abordados educadamente por um. Passamos pelo Domain Park, pela Art Galley NSW e depois entramos finalmente no Jardim Botânico. Um lugar bem organizado, bonito e com um infra estrutura bacana. Paramos no restaurante/café para tomarmos o café da manhã e seguimos andando pelo jardim. Chegamos em um lugar do jardim com uma vista linda do Opera House. 




[caption id="attachment_167" align="aligncenter" width="690"] Vista do jardim.[/caption]

O clima do lugar é muito legal, com muitas pessoas praticando exercícios, fazendo picnic, passeando ou simplesmente sentadas na grama, pegando sol. Passeamos bastante e chegamos até a Macquarie's Chair, que possui uma vista lindíssima da baía + Opera House + Neutral Bay. Ficamos um bom tempo ali, tirando fotos, pegando sol e nos curtindo, até que decidimos ir até a Opera House, para vê-la de perto.




[caption id="attachment_168" align="aligncenter" width="690"] Melhor vista da cidade.[/caption]

Continuamos andando pelo jardim botânico mesmo até que chegamos ao destino desejado. Por estar em baixa temporada, algumas obras estavam em andamento. Deu para ver de pertinho e até entramos nela, pensando em fazer o tour por suas salas, mas depois de vermos o preço, achamos que não valia a pena. Queríamos mesmo comprar um ballet ou musical, mas não tinha nada passando, o que foi um pouco frustrante. Continuamos andando e paramos para lanchar na Estação Circular Quay, em um restaurante fast food de frutos do mar. Comemos patinhas de caranguejo e peixe fritos, simplesmente maravilhosos! Seguimos em direção ao Zoo e Museu, parando no meio do caminho para comprar mais comidinhas...


Chegamos no Zoo e vimos pela primeira vez cangurus e koalas ! Foi tão emocionante....o koala é o bicho mais lindo que já vi na vida! Tão gracioso, gordinho, calmo, parado entre os galhos do eucalipto, na maior parte do tempo dormindo (dome 18horas por dia). Foi incrível vê-los de tão perto... os cangurus, confesso, não me impressionaram tanto, até porque o espaço era pequeno e eles não saltaram como eu estava esperando...simplesmente se arrastaram. Tinham outros bichos legais também, mas só quis ficar com os koalas. =) Assistimos ao show dos koalas, em que uma funcionária do zoológico explica seus hábitos (eles só comem folhas de eucalipto, nada mais e nem bebem água!) e  sua história e ficamos ainda mais encantados com eles. Saímos de lá super felizes e querendo agarrar o bichinho, mas as leis de NSW não permitem toques no bicho.




[caption id="attachment_169" align="aligncenter" width="690"] Lindão.[/caption]

Fomos no Madame Tussauds e gostamos bastante. Os bonecos de cera são muito perfeitos...parecem realmente de verdade. Vimos o Obama, Lady Gaga, Leo DiCaprio, Brad Pitt e muitos outros..um melhor que o outro.




[caption id="attachment_170" align="aligncenter" width="690"] Arte perfeita.[/caption]

Depois de fotos engraçadas, saímos de lá e seguimos para o pub e cervejaria mais antigo da cidade, o Lord Nelson. Muito bom! Estava rolando um jogo de rugby  e o lugar estava lotado de  locais super entusiasmados com o jogo. Eu achei um esporte tosco por ser muito violento, pra ser sincera. Depois de algumas cervejas, decidimos nos dar ao luxo de pegar um taxi de volta para o hotel. =D




[caption id="attachment_171" align="aligncenter" width="690"] O pub dentro do hotel.[/caption]

Dia 5 - quinta (24/05/2012)


Acordamos às 8h e arrumamos nossas coisas, para fazermos o checkout. A ideia era deixar nossas mochilonas nos lockers do hotel e rodarmos o dia todo pela cidade, até o horário do nosso vôo para Auckland, que era no final do dia.  Saímos apenas com as mochilinhas e paramos para tomar café da manhã bem pertinho do nosso hotel, em um lugar chamado Detour espresso bar. Uma delícia por sinal. Continuamos andando até a Torre de Sydney, para usarmos os tickets já comprados. Muito legal a vista da torre...vale a pena!




[caption id="attachment_172" align="aligncenter" width="690"] Nada de Opera House nesta vista...[/caption]

Decidimos pegar um ônibus e ir para Bondilugar bastante recomendado nos guias. A praia realmente é bem bonita, mas como o tempo estava nublado, o visual não ficou tão deslumbrante como nas fotos que havíamos visto  nos guias. Paramos em um fast food para comer Fish & Chips (prato mais comum do país, composto por peixe e batatas fritas) e depois em um bar para beber boas cervejas e fazer hora até voltar para nosso hotel. O problema é que perdemos um pouco a hora...rs.


Pegamos o metrô até lá, pegamos nossos mochilões, pegamos o metrô até o aeroporto e ufa!, fizemos o checkin em cima da hora. Deu tempo de jantar pizza na sala de embarque e de pegarmos nosso vôo da JetStar de 4 horas rumo a Nova Zelândia. Apesar de muito animados com o nosso destino, dormimos que nem pedras no avião =)

terça-feira, 31 de julho de 2012

Córdoba, Alta Gracia, Villa Carlos Paz e Villa General Belgrano em 3 dias

1°dia – quinta (19/05/2011)


 Parti de Buenos Aires por volta das 22h em um ônibus que só tinha 2 assentos vagos quando fui comprar na rodoviária de BsAs - um ao lado do banheiro e outro bem na frente, logo acima do motorista. Escolhi este da frente e achei o máximo! Depois de 8 horas muito bem dormidas graças a poltrona bastante reclinável e ao jantar delicioso que me satisfez, acordei assim que cheguei na rodoviária de Córdoba. Como estava meio cedo e o mapa do meu guia não tinha muitos detalhes da cidade, decidi abrir a mão e peguei um taxi até o albergue.


Cheguei empolgada no meu albergue, apesar da hora. Tomei banho, deixei a minha mochilona no quarto e fui conversar com o recepcionista, muito gente boa por sinal. Me deu um mapa decente da cidade e várias dicas do que fazer. Saí andando com minha mochilinha e adorei a cidade. É muito limpa e organizada, repleta de estudantes por causa da universidade de lá, que é uma das melhores do país.




[caption id="attachment_74" align="aligncenter" width="690"] Rua do meu albergue.[/caption]

Passei pela Plaza España, que ficava ao lado do meu albergue, depois pelo Parque Sarmiento, bem bonito por sinal,  até chegar ao Zoológico, que apesar de menos organizado que o de BsAs, tem bichos mais maneiros. Depois fui até um museu bem maneiro, redondo, entre o zoo e a Plaza España (não consigo lembrar o nome nem achar na internet) com exposições de história natural. Estava tendo uma excursão de criancinhas de uns 5 anos...coisa mais fofa eles falando espanhol.




[caption id="attachment_75" align="aligncenter" width="690"] Plaza Sarmiento com seus lagos.[/caption]

[caption id="attachment_76" align="aligncenter" width="690"] Museu redondo.[/caption]

Segui andando e entrei em outro museu, o Emilio Caraffa, bem bonito mas com uma exposição bizarra. 15 minutos depois de entrar, já estava atravessando a rua. Andei, andei, andei...passeei por tudo na cidade... Plaza Sarmiento, Plaza San Martin, Cabildo, Catedral de Cordoba (linda!), Igreja dos Cappucinos (maravilhosa!), Paseo de las Flores etc. Tudo muito bonito, com arquiteturas bem diferenciadas e o melhor? Sem brasileiros causando tumulto. =)




[caption id="attachment_79" align="aligncenter" width="690"] Paseo de las Flores[/caption]

[caption id="attachment_78" align="aligncenter" width="517"] Igreja dos Cappucinos[/caption]

Tomei sorvete no Freddo deles, o Grido Helado, que pra mim é tão bom quanto. (experimentei Doce de Leite tb). No meio do passeio, decidi sentar para lanchar e beber chopp no Café de la Paix, bem perto da Catedral, para aliviar a dor nas pernas...me trouxeram um baita chopp, de sei lá, 500 ml  e un sanduba até pequenininho, se comparado à bebida. Até pedi um menor, mas não deu pra trocar...tive que tomar tudo né, pra não desperdiçar. Acabei ficando altinha, altinha...Parei em uma doceria recomendada por um local que tinha na praça e comprei alguns alfajores para passar logo o efeito do álcool. (não consigo lembrar o nome, mas lembro de ser grande.)




[caption id="attachment_82" align="aligncenter" width="690"] Catedral de Córdoba[/caption]

Continuei andando, conhecendo o resto da cidade, até que parei no Paseo del Buen Pastor para apreciar o show de águas que acontece de hora em hora, com muitas pessoas apreciando. Que qualidade de vida! Eu tive o feeling que as pessoas de Córdoba são mais felizes do que em Buenos Aires, porque a cidade é menos estressante (não ouvi 1 buzina em todo o dia de passeio) e tudo parece funcionar melhor. Fiquei lá até anoitecer, lanchando mais bobagens e lendo o guia, para planejar o dia seguinte...uma delícia. Voltei para o albergue e chapei totalmente na cama.




[caption id="attachment_83" align="aligncenter" width="690"] Paseo del Buen Pastor[/caption]

 2° dia - sexta (20/05/2011)


Acordei, tomei banho e saí para tomar café da manhã fora do albergue (não tinha neste) e comprar a passagem de ônibus da empresa para Alta Gracia, a cidade onde o Che Guevara morou durante sua infância. Ele tinha problemas respiratórios e a cidade é conhecida pelo ser ar puro, então se mudou de BsAs para lá bem pequeno ainda com sua família. Cheguei na rodoviária de Córdoba e comprei a passagem da empresa Sarmiento sem muita dificuldade, para um ônibus que ia sair em 10 minutos. Se tivesse planejado, não teria dado tão certo...rs.


Depois de quase 1 hora de estrada dentro deste  ônibus bem confortável, cheguei até  Alta Gracia. Que cidade pacata! Quase ninguém na rua e nos jardins das casas...Me pareceu uma cidade onde os moradores de Córdoba têm casa de final de semana.




[caption id="attachment_84" align="aligncenter" width="690"] Alta Gracia[/caption]

[caption id="attachment_89" align="aligncenter" width="690"] Estilo de casa[/caption]

Saí andando pela cidade com o mapinha na mão em busca do Museu Casa do Che Guevara. Passei por várias casas lindinhas até encontrá-lo. Um passeio bem agradável... O museu é na própria casa onde o Che viveu quando pequeno e como todo museu, conta toda a sua história com muitas fotos, cartas e objetos... super envolvente.




[caption id="attachment_86" align="aligncenter" width="690"] Museu do Che[/caption]

[caption id="attachment_87" align="aligncenter" width="690"] A motocicleta[/caption]

Saí de lá em direção à rodoviária e aproveitei para pegar um ônibus da mesma empresa Sarmiento para Villa Carlos Paz, porque ainda estava bem cedo. Depois de 40 minutos de viagem, cheguei na cidade turística mais visitada da região de Córdoba, conhecida pelos esportes, principalmente aquáticos. Ao chegar lá, passei no centro turístico e me informei das atividades da cidade. Pasme...não tinha nada funcionando, porque estava em baixa temporada. =/




[caption id="attachment_90" align="aligncenter" width="690"] Paz. Villa Carlos Paz.[/caption]

Passeei ao redor do lago e tentei pegar o barco que faz o tour por ele, mas como não tinha demanda,  eles nem abriram o quisque de compra de passeios. Até tinha um cassino do lado do lago, mas com o sol a pino, quis ir em busca de atividades outdoor.




[caption id="attachment_92" align="aligncenter" width="690"] Mais paz[/caption]

Achei um ônibus turístico chamado Complejo Aerosilla que passou pelos pontos principais da cidade e foi até o o tal complejo. Neste lugar existem diversas atividades, como Tirolesa, Tiro ao Alvo, Trem, Aquário, Quadriciclos, enfim, várias coisitas divertidas, mas estava fechado por ser baixa temporada. Continuei no ônibus e a parte auge foi passear pela orla do lago, perto do pôr do sol, parando para tirar fotos em todos os ângulos possíveis. Que paz...




[caption id="attachment_91" align="aligncenter" width="690"] Bus[/caption]

[caption id="attachment_93" align="aligncenter" width="517"] O relógio turístico[/caption]

No final do passeio, voltei para a rodoviária da cidade e comprei passagem de volta para Córdoba. Ao chegar na cidade, sentei no Parque Sarmiento, bem perto da Plaza España e fiquei apreciando os artistas fazendo malabarismos diversos. Depois fui para o albergue e conheci duas garotas, uma argentina e uma holandesa. A argentina estava indo embora naquela noite, então decidimos sair para comer uma pizza até o horário dela do ônibus. Depois saí com a holandesa em busca de uma night cordobesa...tentativa frustrada. Saímos por volta das 23h e conseguimos entrar em diversas boites de graça, simplesmente porque todas estavam absolutamente vazias. As nights começam por volta das 2h, 3h da manhã...não deu para aguentar. Sentamos em um bar na Av Canada e tomamos umas boas Quilmes. Voltamos andando para o albergue e d ormimos como pedras.


 3º dia - sábado (21/05/2011)


Acordamos, fiz meu check out deixando a minha mochila no depósito do albergue, tomamos um café da manhã no caminho para a rodoviária e fomos comprar passagem de bus para Villa General Belgrano, a cidade da Oktoberfest argentina. Que estrada linda! Lagos, montanhas e vegetação com um céu de brigadeiro.




[caption id="attachment_94" align="aligncenter" width="690"] Vista da estrada[/caption]

[caption id="attachment_95" align="aligncenter" width="690"] Entrada da cidade[/caption]

Chegamos na cidade que é totalmente colonização alemã e fomos passear pela rua principal. Diversos bares e restaurantes, todos com decoração caprichada e bem cheios, se levarmos em consideração a baixa temporada. Subimos em uma espécia de torre da cidade, de onde deu para ver a cidade de cima, bem bonitinha por sinal.




[caption id="attachment_96" align="aligncenter" width="517"] Cidade da Oktoberfest Argentina[/caption]

[caption id="attachment_97" align="aligncenter" width="517"] Vista da torre[/caption]

Visitamos uma fábrica de cervejas e decidimos subir o Cerro de La Virgen, que fica bem na saída da cidade, do outro lado da estrada. É uma subidinha boa, com trilhas bem definidas, cercadas de vegetação seca. O visual lá de cima é maneiríssimo e a estátua da virgem está lá, com várias lendas..rs. Vale a pena.




[caption id="attachment_98" align="aligncenter" width="517"] Trilha[/caption]

[caption id="attachment_99" align="aligncenter" width="690"] Vista do topo do Cerro[/caption]

Depois do passeio, já exaustas, decidimos parar em um restaurante para almoçarmos e apreciarmos as bebidas locais. Paramos em um que não me lembro o nome =\, mas que tinha uma comida bem boa e um chopp caseiro delicioso.


Depois de lá, pegamos o ônibus de volta para Córdoba, que pegou fogo no motor no meio do caminho. A sorte é que paramos em um lugar meio movimentado, então ficamos esperando o próximo bus até Córdoba. Quando chegamos lá, passamos de novo no Paseo Buen Pastor, para ela  ver o show de águas. Voltamos para o albergue, tomei banho em um banheiro chechelento para pessoas que fazem cheack out e fui pegar o último bus para Mendoza, que saía 23:30. (este comprei no albergue). Quis economizar na passagem e comprei o SEMI CAMA, que a cadeira só reclina uns 30º, então a viagem de 10h foi mega desconfortável. A sorte é que não tinha ninguém do meu lado, então acabei deitando nas duas cadeiras. Passei frio no ônibus, porque meu mochilão com roupas ficou no bagageiro. Lição aprendida : Levar sempre casaco nessas viagens longas! =D


segunda-feira, 30 de julho de 2012

Jericoacoara e Fortaleza em 5 dias

1° dia - sábado (18/02/2012)


Chegamos em Fortaleza às 15h e o Jean (motorista do transfer 4x4 que contratamos ainda no Rio)  já estava nos esperando com uma Hilux prateada para irmos direto para Jeri. Na estrada, excelente apesar de ser mão dupla, ouvimos desde RHCP até Aviões do Forró, passando por Chicana Kuduro (axé). Depois de algumas horas de estrada, paramos em uma vila com alguns restaurantes e aproveitamos para comprar lanches típicos da região. Vale a pena dar uma olhada...tem muita coisa diferente, principalmente frutas locais. Seguimos viagem até a entrada da APA (área de proteção ambiental) onde Jericoacoara está e nos deparamos com diversos homens aguardando carros comuns chegarem. Eles são conhecidos como mulas e levam carros que não são 4x4 pelas dunas da APA até a entrada de Jeri.




[caption id="attachment_127" align="aligncenter" width="690"] Jegue na escuridão.[/caption]

Continuamos no nosso carro e seguimos na escuridão (eram umas 19, 20h) pelas dunas da APA. Alguns jegues apareciam no meio do caminho, mas como fomos devagar não tivemos problemas. O céu estava simplesmente maravilhoso, assim como a temperatura. Ao chegarmos em Jeri, depois de 5h de estrada, nos deparamos na entrada da vila com um estacionamento enorme com muitos carros. SURPRESA: Só entram carros autorizados, para manter a paz na vila. Sorrisos abertos! =)  Dá uma olhada aqui para saber como chegar até Jeri....tem para todos os gostos e bolsos.


Ao entrarmos em Jeri, passamos por ruas de areia estreitas, repletas de lojinhas, pousadas e restaurantes, que são responsáveis por iluminar a cidade. Que lugar aconchegante! Chegamos no nosso hotel (bomzinho até...mas nada de muito luxo não), nos arrumamos e tiramos alguns sapos do banheiro (rs...isso mesmo). Fomos jantar no restaurante e comemos pratos com frutos do mar maravilhosos, por preços bem mais em conta que no Rio de Janeiro. O meu camarão no abacaxi estava divino! Voltamos para o hotel cansados porém satisfeitos, com o feeling de que o carnaval em Jeri seria totalmente na paz, como queríamos.


2° dia - domingo (19/02/2012)


Acordamos e tomamos café da manhã do hotel de frente para praia...e que praia! Quilômetros e quilômetros de areia até chegar ao mar verdinho, com dunas bem brancas do lado esquerdo e um sol a pino. Visual paradisíaco. O café da manhã estava ótimo, com muita variedade de sucos, bolos e frutas.




[caption id="attachment_128" align="aligncenter" width="690"] Café da manhã de frente pra praia...[/caption]

Como já tínhamos reservado os passeios pela própria pousada por e-mail, saímos do café direto para encontrar o nosso bugueiro Geoules e o seu buggy vinho. Que amor de pessoa! Ficou conosco nos 2 dias de passeio, parando nos melhores lugares para passeio/fotos e sendo extremamente paciente com a nossa demora nos lugares mais encantadores. E o melhor, não atolou nenhuma vez, coisa que vimos acontecer com outros buggys...O passeio do Geoules da Lagoa Paraíso inclui a Pedra Furada, a Árvore da Preguiça, a Lagoa Paraíso e a Lagoa Azul. Outros bugueiros não fazem tantas coisas...atenção hein!




[caption id="attachment_852" align="aligncenter" width="690"]No caminho para a Pedra Furada... No caminho para a Pedra Furada...[/caption]

Primeira parada: Pedra Furada


O buggy ficou parado em cima do penhasco, junto com todos os outros buggys e nós descemos e andamos pela praia até chegarmos à Pedra Furada. Caminhada de 30 minutos, bem tranquila. Visual bem legal e o principal, mergulho com direito a água do mar morna, super agradável. Fotos tiradas e seguimos em frente.




[caption id="attachment_129" align="aligncenter" width="690"] Praia linda![/caption]

[caption id="attachment_854" align="aligncenter" width="690"]Água quente... Água quente...[/caption]

[caption id="attachment_855" align="aligncenter" width="690"]Topo da Pedra Furada (não tenho nenhuma foto maneira da Pedra inteira sem nós) Topo da Pedra Furada (não tenho nenhuma foto maneira da Pedra inteira sem nós)[/caption]

Segunda parada: Árvore da Preguiça


Depois de lá, paramos na Árvore da Preguiça, um dos símbolos de Jeri. Ela fica no meio das dunas, perto do mar,  sozinha, toda torta por causa do vento...parece que está deitada. É bonita, mas não achei nada demais. Mais fotos.




[caption id="attachment_130" align="aligncenter" width="690"] Árvore da Preguiça e um casal aleatório[/caption]

Terceira parada: Pequena Lagoa para Ski Bunda.


Paramos em uma duna com uma pequena lagoa adjacente, para praticar ski bunda. R$5 podendo descer 3 vezes e cair na água. Experiência legal, apesar de não ter muita água na lagoa e não poder mergulhar com tudo.




[caption id="attachment_856" align="aligncenter" width="690"]O difícil é subir várias vezes... O difícil é subir várias vezes...[/caption]

Quarta parada: Lagoa Paraíso


Seguimos para Lagoa Paraíso. Passamos pelo primeiro restaurante, mas nem descemos do buggy, porque estava bem cheio. Fomos na parada seguinte, do Hotel/Restaurante Ouro Verde. Decidimos andar um pouco até a lagoa para apreciar o lugar e voltar logo depois para o restaurante. Não rolou...ficamos lá por muito mais tempo do que previmos. Este nome realmente é merecido. Lagoa paradisíaca, com redes presas a troncos de madeira na sua beira, podendo regular a altura delas e escolher o nível de imersão do seu corpo. Algumas barraquinhas com cadeiras de madeira, com ombrelones bem grandes e o melhor: o restaurante, que fica dentro do hotel no meio da mata, leva petiscos deliciosos e bebidas geladinhas na água até você. O auge da viagem. Ficamos horas lá,  beliscando e bebendo, até que nos demos conta de que tínhamos que almoçar lá no restaurante e seguir com o passeio. Saímos da lagoa, comemos no restaurante do hotel uma comidinha boa demais e seguimos em frente.




[caption id="attachment_131" align="aligncenter" width="690"] Paraíso[/caption]

[caption id="attachment_857" align="aligncenter" width="690"]O caminho para o nosso almoço... O caminho para o nosso almoço...[/caption]

Quinta parada: Lagoa Azul


Seguimos para a Lagoa Azul, um pouco tarde até. Acho que já eram umas 16h. Paramos o buggy e pegamos uma jangada até o restaurante principal da lagoa. Só tinham uns 3 carros estacionados. A Lagoa Azul é bonita também, mas como chegamos tarde, a água não estava mais tão bonita, porque não tinha o reflexo do sol. Paramos no único restaurante que tinha, beliscamos uns petiscos e voltamos para o buggy, passando novamente pela jangada. Da Lagoa Azul fomos direto para a vila.




[caption id="attachment_853" align="aligncenter" width="690"]No caminho... No caminho...[/caption]

[caption id="attachment_859" align="aligncenter" width="690"]Lagoa Azul no fim da tarde Lagoa Azul no fim da tarde[/caption]

[caption id="attachment_860" align="aligncenter" width="690"]Pôr do sol na Lagoa Azul Pôr do sol na Lagoa Azul[/caption]

[caption id="attachment_858" align="aligncenter" width="690"]Jangada na volta... Jangada na volta...[/caption]

Chegamos no hotel, ficamos na piscina e depois nos arrumamos para jantar. Chuva forte de 30 minutos, alagando a cidade, toda de areia. Conseguimos chegar até o restaurante Pimenta Verde, que tinha sido indicado e realmente é uma delícia. Fica numa ruazinha calma e é bem pequenino, mas a comida vale a pena. Ao chegarmos no quarto, mais sapos no banheiro… fazer o que né? Natureza... Depois veio a pior parte: ver o estrago do sol nas nossas peles. Passar protetor 50 2x durante o dia não foi suficiente...lição aprendida. =P


3° dia - segunda (20/02/2012)


Acordamos e tomamos café da manhã novamente de frente para praia. Encontramos o Geoules e fomos fazer o passeio de Tatajuba. A parte mais legal do passeio é andar rápido de buggy bem pertinho mar, por quilômetros e quilômetros...um vento danado, um sol mais do que forte e o melhor, um visual a-l-u-c-i-n-a-n-t-e. Cabelos arrumados para quê, né? Rolou sensação Titanic (ficando de pé no bug com braços abertos) e tudo o mais.




[caption id="attachment_861" align="aligncenter" width="690"]Em alta velocidade com este visual... Em alta velocidade com este visual...[/caption]

Primeira parada: Mangue


Paramos em um mangue que está quase todo destruído por causa dos ventos. Bem triste por sinal. Fotos aqui e lá, seguimos em frente.




[caption id="attachment_862" align="aligncenter" width="690"]Mangue morto... Mangue morto...[/caption]

[caption id="attachment_863" align="aligncenter" width="690"]Mais mangue... Animais no mangue...[/caption]

Segunda parada: Travessia de barca


Tivemos que parar quando chegamos em um braço do rio, que desaguava no mar. Existe uma espécie de barco que leva os buggys em cima, apenas com os homens enfiando uns paus na areia e empurrando. Coisa de louco! Seguimos em frente até a antiga cidade de Tatajuba.




[caption id="attachment_132" align="aligncenter" width="690"] Travessia[/caption]

Terceira parada: Vila soterrada de Tatajuba


Chegamos na tão famosa vila de Tatajuba, que foi soterrada pelas dunas com o passar dos anos. Lá paramos para ouvir uma senhora, antiga moradora da Vila, que com muitas, mas muitas palavras, descreve como era a vida na Vila. É muito difícil de entender o que ela fala...não só pelo sotaque forte, mas também pela rapidez. Ela tem um papagaio que fica em seu ombro e interage com os ouvintes, indo até seus braços, comendo nas mãos e até mordendo a orelha e pescoço da senhora, sem ela se importar. Achei agoniante, mas a senhora pareceu feliz com ele. Seguimos em frente.




[caption id="attachment_864" align="aligncenter" width="690"]O que restou de Tatajuba... O que restou de Tatajuba...[/caption]

[caption id="attachment_134" align="aligncenter" width="690"] A contadora de histórias[/caption]

Quarta parada: Duna de Tatajuba


Paramos em uma duna que tem uma vista bem legal. Dá para ver algumas ruínas da antiga vila e muitas outras dunas menores.




[caption id="attachment_865" align="aligncenter" width="690"]Dunão Dunão[/caption]

[caption id="attachment_866" align="aligncenter" width="690"]Paz Paz[/caption]

[caption id="attachment_867" align="aligncenter" width="690"]A cidade está toda embaixo das dunas... A cidade está toda embaixo das dunas...[/caption]

Quinta parada: Lagoa de Tatajuba


Paramos finalmente na Lagoa de Tatajuba, que deixou a desejar, na minha opinião. A água é escura e como fomos para a Paraíso no dia anterior, estávamos com as expectativas lá em cima. A Paraíso e a Azul dão de mil a zero. Pedimos comida no restaurante e aproveitamos as redes dentro d´água. A comida estava mais ou menos...a lagosta estava sem gosto, mas em compensação, o camarão no alho e óleo estava ótimo. É sorte né? Ficamos lá por algumas horas e seguimos para ver os cavalos marinhos...ou pelo menos era o plano.




[caption id="attachment_871" align="aligncenter" width="690"]Restaurante na beira da Lagoa Restaurante na beira da Lagoa[/caption]

[caption id="attachment_869" align="aligncenter" width="690"]Água estranha... Água estranha...comida boa.[/caption]

[caption id="attachment_870" align="aligncenter" width="690"]A água realmente não é muito atrativa... A água realmente não é muito atrativa...[/caption]

Sexta parada: Caranguejo + Cavalos Marinhos (?)


Paramos em um restaurante que fica bem no meio do mangue e que possui caranguejo. Já pedimos logo 10 caranguejos, que é umas das minhas comidas favoritas. Fomos fazer o passeio para ver cavalos marinhos, mas infelizmente não deu certo. Chegamos muito tarde no mangue e a maré já tinha enchido, não deixando os bichinhos a mostra. Passeio um pouco frustrante, confesso, mas o caranguejo valeu a parada. Comemos bem e depois seguimos para Jeri. No meio do caminho de volta, encontramos um buggy que tinha atolado e o Geoules fez questão de ajudá-lo, puxando-o com uma corda amarrada nos dois buggys até Jeri. Muito gente boa mesmo.




[caption id="attachment_135" align="aligncenter" width="690"] A busca pelos cavalos marinhos[/caption]

Chegamos no hotel e decidimos entrar no mar, com o sol se pondo. Vimos o pôr do sol da água, que estava maravilhosamente morna. Foi difícil sair de lá. Nos arrumamos e fomos jantar no restaurante do hotel Mosquito Blue, logo ao lado da nossa pousada. Que comida boa! O restaurante/hotel fica na praia e tinha uma música ao vivo deliciosa. O hotel é um luxo só...mas para quem não quer gastar com a hospedagem, como eu, consegue pelo menos curtir a comida bem caprichada.


4° dia - terça (21/02/2012)


Acordamos e tomamos café da manhã novamente de frente para praia...rotina chata, sabe? =) Fomos andar na praia e acabamos caminhando até o farol, longe pacas. Não tinha ninguém fazendo o que a gente fez, mas achamos que poderia ser legal.




[caption id="attachment_137" align="aligncenter" width="690"] Caminhada para o farol[/caption]

[caption id="attachment_874" align="aligncenter" width="690"]Vista legal Trilha bacana[/caption]

[caption id="attachment_873" align="aligncenter" width="690"].... ....[/caption]

Chegamos no farol e nos deparamos com muros brancos, um mini farol dentro (frustrante) e um visual lindão, com dunas, mar, pedras, jegues, a vila de Jeri e lagoas...muito legal. Foi uma caminhada de quase  duas horas...subindo, que é o pior. Na volta, encontramos alguns cavalos com charrete parados, pois tinham acabado de deixar pessoas na Pedra Furada. Pegamos uma charrete emprestada, que nos deixou na base da vila e voltou para buscar o casal que tinha realmente reservado a charrete ..rs. (Obrigada, casal!)




[caption id="attachment_877" align="aligncenter" width="690"]Vista linda! Vista linda![/caption]

[caption id="attachment_136" align="aligncenter" width="690"] Charrete em ótima hora[/caption]

Chegamos na pousada, lanchamos no próprio restaurante e fomos fazer o passeio de quadriciclo, para Barrinhas. Passeio alucinante! Primeiro porque o quadriciclo corre muito (pode chegar até 90km/h) e segundo porque o visual é surreal. Passamos por lagoas, praia, Jijoca e paramos no final, nas dunas de Barrinhas, que são lindas! Amei muito...pra mim, tão bom quanto a Lagoa Paraíso.




[caption id="attachment_138" align="aligncenter" width="690"] Passeando por Barrinhas[/caption]

[caption id="attachment_875" align="aligncenter" width="690"]Brinquedinho bemmmm maneiro Brinquedinho bemmmm maneiro[/caption]

Tomamos banho de mar, apostamos algumas corridas, quase caímos, tomamos chuva, ficamos imundos com tanta areia que voou na gente e no final, para fechar com chave de ouro, assistimos a um pôr-do-sol lindo, bem laranja, por trás das dunas.




[caption id="attachment_139" align="aligncenter" width="690"] Lindão.[/caption]

Voltamos para a vila cansados demais, porque afinal, você faz muita força nos braços e pernas para segurar a direção e passar marcha/se equilibrar, respectivamente. Nada mais merecido do que uns “bons drink” no melhor e mais caro hotel da cidade (Chilli Beach Hotel). O lugar é espetacular...fora dos meus padrões também, mas vale a visita para se ter um momento de glamour, sem precisar pagar milhares de reais na diária. =) Depois do drink, fomos jantar num restaurante dentro de um hotel super simpático, de frente para o mar também, bem perto do nosso hotel: Geribá. Comida boa retada! Aff...sério, difícil dizer qual foi o melhor restaurante da viagem...todos muito bons! Voltamos para o hotel pela praia, apreciando o céu super estralado. Nem um pouco romântico. =P


5° dia - quarta (22/02/2012)


Repetimos a rotina chata de tomar café da manhã em frente a praia e depois do café, fomos tomar banho de mar na praia em frente. O mar estava super recuado e portanto, tivemos que andar bastante até chegarmos à água. A areia perto de chegar na água é meio lamacenta e eu senti que podia ser legal me lambuzar na lama, como se fosse algo medicinal. E como fez bem. =) Depois da sujeirada, tomamos banho de mar morno e fomos arrumar nossas coisas para fazer o check out.


Depois do check out, petiscamos no restaurante da pousada e aproveitei para comprar umas lembrancinhas na lojinha ao lado, também na praia. Muita coisa diferente lá, vale a pena conferir. Depois almoçamos novamente no restaurante do hotel Mosquito Blue e encontramos o Jean, nosso motorista, para voltarmos para Fortaleza. Sair de Jeri foi difícil...mais difícil do que eu imaginei. Foi um “até logo” triste para todos os sapos, jegues, frutos do mar, ventos, pessoas simpáticas, lagoas e praias gostosas.




[caption id="attachment_876" align="aligncenter" width="690"]Restaurante na areia, com vista pro mar (não tenho foto) Restaurante na areia, com vista pro mar              (não tenho foto)[/caption]

Chegamos em Fortaleza depois de quase 5 horas de estrada e fomos para o Hotel Vila Galé na Praia do Futuro, que não sabíamos que era tão perigosa. Tanto o Jean como o taxista que nos levou do aeroporto  até lá falaram muito mal da segurança nesta praia. Falaram para nem ousarmos sair do hotel a noite, caminhando. Foi o que fizemos. Quando agendamos este hotel, achamos que íamos conseguir sair de Jeri cedo e poderíamos aproveitar a praia do Futuro, mas Jeri nos segurou. Chegamos no hotel, bem grande por sinal, jantamos e fomos dormir. O vôo no dia seguinte era cedo, mas pelo menos direto para o Rio. Chegamos no Galeão e fomos direto para o trabalho ...um baita “back to reality”.