terça-feira, 14 de agosto de 2012

Mendoza, Puente del Inca e Uspallata em 3 dias

1°dia – domingo (22/05/2011)


Depois de 10 horas de viagem de ônibus desde Córdoba, cheguei em Mendoza às 9h da manhã. Passei no centro turístico da rodoviária e eles me indicaram um ônibus que passaria em frente ao meu hostel. Peguei o ônibus e depois que me dei conta de que precisava ter um cartão específico para pagar o ônibus, ou seja, não rolou pagar com grana. Mó mico...a sorte é que uma moça dentro do ônibus pagou para mim. =)


Cheguei no albergue, muito bonitinho por sinal, e fiz check in em um quarto com 5 camas e 1 só banheiro, só para mulheres pelo menos. Adorei o clima do albergue, porque é tudo colorido, novinho e a galera que estava nele era bem animada. Saí para andar na cidade e me dei conta de que tudo estava fechado, por ser domingo...que cidadezinha linda, viu... prédios baixinhos e casas, com muitas árvores e córregos nas ruas, com folhas amarelas e alaranjadas enfeitando ... Comprei o cartão pré-pago do ônibus e decidi ir até o Parque San Martin, onde tem o Zoológico e  o Cerro de La Gloria, principalmente.




[caption id="attachment_198" align="aligncenter" width="690"] Vista do Cerro.[/caption]

Adorei o passeio nos dois, principalmente no Cerro, por causa da vista desértica. Para chegar lá, peguei uma trilha com indicação de ser de 5 minutos, mas demorei uns 20, que subia desde o zoo até o topo do morro.  Lá de cima, tirei muitas fotos, lanchei e aproveitei para ler o guia e planejar minhas atividades na cidade.


Peguei um ônibus até a Plaza Independencia, onde estava sendo exibida uma peça de comédia, com muitas pessoas sentadas na grama, tomando chimarrão. Fiquei um tempo assistindo, mas depois de não achar tanta graça, decidi continuar andando. Fui no Museo Municipal Arte Moderno já que ele ficava dentro da praça, mas não achei nada demais.




[caption id="attachment_200" align="aligncenter" width="690"] A placa já diz tudo[/caption]

[caption id="attachment_199" align="aligncenter" width="690"] Teatro ao ar livre[/caption]

De lá, decidi começar o tour  em sentido horário pelas 4 praças equidistantes da Plaza Independencia, começando pela Plaza Espana. O mais  legal da praça é a água azul que está na fonte central, de onde é possível ver um painel com uma grande e antiga pintura em cerâmica. Alguns bancos, pessoas descansando e uma vegetação bem cuidada dão um clima delicioso à ela.




[caption id="attachment_201" align="aligncenter" width="690"] Plaza Espana, com água azul e cerâmicas pintadas.[/caption]

Depois de lá fui para a Plaza Itália, também muito bem cuidada. E para minha surpresa, água azul novamente na fonte central.




[caption id="attachment_202" align="aligncenter" width="690"] Plaza Itália, também com água azul.[/caption]

Depois de algumas fotos e apreciação, segui para a próxima praça, a Plaza Chile. Também com água azul em sua fonte e vegetação bem cuidada, mas agora com um plus ... sol nos bancos!




[caption id="attachment_203" align="aligncenter" width="517"] Plaza Chile.[/caption]

Aproveitei para me esquentar e descansar um pouco, antes de seguir para a última praça, mais perto do meu albergue, a Plaza San Martin. Nesta me deparei com muitos adolescentes andando de skate e bicicletas, o que me fez ficar pouco tempo, por causa da barulheira causada.




[caption id="attachment_204" align="aligncenter" width="690"] Plaza San Martin.[/caption]

Segui andando e fui novamente até a Plaza Independencia porque o pouco fluxo de pessoas na rua estava indo para lá. A peça ainda estava acontecendo e agora tinha uma feira de artesanatos bem bonitinha, onde só comprei o meu imã de geladeira, como de costume. Mas que deu vontade de levar muitas lembrancinhas, deu...


Voltei para o albergue e agendei o passeio do Tour Alta Montana para o dia seguinte . Conversei um pouco com minhas roommates e chapei na cama. Que delícia o quarto...


2°dia – segunda (23/05/2011)


Acordei às 6h, tomei um café da manhã bem gostosinho no albergue e esperei pela van que me levaria para o passeio agendado para às 7h. Coloquei diversas camadas de roupa, luvas e gorro e preparei minha mochilinha com câmera, bateria extra e lanchinhos. Entrei no micro ônibus com pouco sistema de aquecimento e logo logo estávamos na estrada vendo o sol nascer por trás das montanhas com neve eterna no topo. O visual é desértico e encantador...foi nessa estrada que o filme "7 anos no Tibet" foi gravado.




[caption id="attachment_208" align="aligncenter" width="690"] 7 anos no Tibet[/caption]

Depois de quase 2 horas de viagem, chegamos a Uspallata, um vilarejo bem simpático com um visual lindo, onde entramos em um restaurante para tomarmos chocolate quente e comprar quitutes deliciosos.




[caption id="attachment_206" align="aligncenter" width="690"] Vista do restaurante em Uspallata.[/caption]

Aquecidos, voltamos para o micro ônibus e seguimos viagem.  Depois de um tempo, paramos em um lugar considerado sagrado, com um riacho e uma ponte feita de pedras, muito linda por sinal. Conheci uma menina mexicana muito gente boa que também estava viajando sozinha. Foi uma boa companhia!




[caption id="attachment_207" align="aligncenter" width="690"] Ponte sagrada na estrada dos Andes.[/caption]

Seguimos até Puente del Inca e estava rolando um feira de artesanatos bem fofinha. Imã comprado, fotos tiradas, paisagem apreciada, hora de voltar para o ônibus.




[caption id="attachment_209" align="aligncenter" width="690"] A ponte mais diferente que já vi.[/caption]

Continuamos na estrada até que chegamos na entrada do Parque Aconcágua, com a montanha bem visível da entrada, toda linda. Que poderosa! Começamos uma trilha pelo parque e passamos por diversos laguinhos congelados. O visual é muito bacana, porque é um deserto com vegetação bem rasteira e montanhas rochosas, com neve no topo. No inverno, chega a ter até 5 metros de neve onde eu estava pisando...




[caption id="attachment_210" align="aligncenter" width="690"] Trilha do Parque Aconcágua, com a montanha ao fundo.[/caption]

Depois do parque, pegamos o ônibus de volta e paramos em um restaurante para o almoço que já estava incluído no passeio. Conheci outras meninas que também estavam viajando sozinhas, o que foi bem legal.  O almoço estava delicioso, assim como o meu soninho depois dele, dentro do ônibus em movimento. Só um detalhe... Se seguíssemos aquela estrada, chegaríamos em poucas horas em Santiago. =D


Ah! Existe siesta em Mendoza, então a cidade durante 12h e 16h está praticamente vazia, porque as pessoas voltam para casa para almoçar e dormir. Mas o lado bom é que ao chegar na cidade depois deste horário, está tudo aberto e tem muita gente andando pelas ruas...e fica assim até umas 20h, 21h.


Cheguei no albergue, tomei banho e entrei no facebook para acertar os detalhes do chopp com as meninas que conheci. Peguei um taxi, passei no albergue delas e fomos direto para a rua Aristides para um bar de tapas bem gostoso e chiquitoso (não lembro o nome). Bebemos algumas cervejas argentinas (Imperial) e comemos tapas e pizzas.  Saímos de lá um pouco tarde, mas nada muito absurdo, que me fizesse perder a hora no dia seguinte...


3°dia – terça (24/05/2011)


Acordei às 8h,  tomei café da manhã, arrumei minha mochilona e fiz checkout, deixando-a no locker do albergue. Às 10h, chegou a land rover da empresa do vôo de parapente. Passamos para pegar umas americanas bem metidas e seguimos para o topo da montanha, onde faríamos os saltos.  Que visual maneiro! Bem parecido com o dia anterior, mas a emoção do primeiro pulo de parapente fez tudo ficar mais legal do que o normal...




[caption id="attachment_212" align="aligncenter" width="690"] Vista do topo do morro, antes de voar[/caption]

O instrutor preparou todo o equipamento, analisou o vento, conversou com os outros instrutores e me chamou...que friozinho na barriga! Depois de alguns minutos me preparando para o pulo, tinha chegado a hora de pular em direção ao precipício, na cara e coragem. Nossaaaa!!! Muita adrenalina ... saí correndo junto com o instrutor e antes de cair no precipício o parapente já nos puxou para cima e a sensação foi maravilhosa. Ficamos 40 minutos voando, fazendo algumas estripulias até...o frio na barriga passou e deu para curtir bastante o passeio. Valeu cada centavo gasto...




[caption id="attachment_213" align="aligncenter" width="690"] Durante o vôo[/caption]

Depois do pulo, o motorista da land rover me deixou em um lugar bom para pegar ônibus para a região de vinícolas de Maipu. Tinha agendado um tour para as vinícolas, mas ele foi cancelado por  não ter gente suficiente...se quisesse conhecer, teria que ir explorar sozinha. E assim fui. Peguei um ônibus bem basicão até a cidade de Maipu e ao chegar lá, já fui procurar um lugar para alugar bicicleta. Li em alguns guias que passear de bicicleta por esta região é o máximo...e realmente é.




[caption id="attachment_215" align="aligncenter" width="690"] Estrada durante pedalada[/caption]

Passeei por várias vinícolas (as que mais gostei foram Tempus Alba - bem moderna e Familia di Tommaso, bem tradicional),  fui no Museu do Vinho e acabei bebendo além da conta nas degustações oferecidas ...tão além da conta que fui escoltada por uma moto de polícia local, porque não estava conseguindo andar em linha reta na estrada. =D Foi uma pedalada boa viu...quase perdi a hora de pegar o ônibus de volta para Mendoza.




[caption id="attachment_214" align="aligncenter" width="690"] Tour by myself[/caption]

Tinha comprado o meu ônibus de 12h  para Neuquén às 20h30 e cheguei no albergue às 19h50,ou seja, bem em cima da hora. Se tivesse um trânsitozinho a mais, perdia meu ônibus...ainda bem que deu certo!


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